Como o Aebol funciona? Mecanismo de ação
Resultados de eficácia
Comprimido Revestido
Estudos mostraram eficácia com uso 2 vezes ao dia. Eficácia em doses acima de 800 mg/dia não foi avaliada.
Esquizofrenia
Eficaz contra sintomas positivos e negativos. Comparável a clorpromazina e haloperidol.
Episódios de mania no transtorno bipolar
Eficaz sozinho ou combinado na redução de sintomas maníacos. Dose média em respondedores: ~600 mg/dia.
Episódios depressivos no transtorno bipolar
Eficaz com 300 mg e 600 mg/dia, sem benefício adicional da dose maior em tratamento curto. Efeito antidepressivo significativo na 1ª semana. Reduziu pensamentos suicidas e melhorou qualidade de vida.
Mantém eficácia antidepressiva em estudos de longo prazo (até 52 semanas).
Controle do transtorno bipolar tipo I com estabilizadores
Superior ao placebo na prevenção de recaídas. Risco de recaída 70% menor.
Controle do transtorno bipolar com uso único
Superior ao placebo na prevenção de recaídas. Redução de risco de 74% para qualquer episódio de humor.
Pensamentos suicidas
Incidência de comportamentos suicidas similar ao placebo em estudos.
Cataratas
Estudo mostrou que não causa mais catarata que risperidona.
Adolescentes (13-17 anos) com esquizofrenia
Eficaz com 400 mg e 800 mg/dia, sem diferença entre doses.
Crianças e adolescentes (10-17 anos) com mania bipolar
Eficaz com 400 mg e 600 mg/dia, sem diferença entre doses.
Comprimido de Liberação Prolongada
Resultados similares ao comprimido revestido nas indicações aprovadas.
Características farmacológicas
Mecanismo de ação
Age em múltiplos receptores cerebrais (serotonina, dopamina). O perfil de ação contribui para efeitos antipsicóticos com menor risco de efeitos colaterais motores. Metabólito norquetiapina pode contribuir para efeito antidepressivo.
Farmacocinética
Bem absorvido e extensamente metabolizado. Ligação a proteínas: ~83%. Meia-vida: ~7 horas. Metabolismo hepático principal via CYP3A4.
Idosos e pessoas com problemas hepáticos podem necessitar ajuste de dose. Problemas renais não afetam farmacocinética.
Segurança pré-clínica
Baixa toxicidade aguda. Em estudos prolongados: efeitos no SNC, fígado, tireóide e coração conforme esperado para classe. Não mutagênico. Em animais, aumentou tumores mamários (relacionado à prolactina) e tireoidianos (mecanismo específico de roedores). Não teratogênico.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)