Ação da Substância - Acetato de Abiraterona Sandoz

Bula Acetato de Abiraterona Sandoz

Princípio ativo: Acetato de Abiraterona

Classe Terapêutica: Hormônios Antiandrogênicos Citostáticos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Como o Acetato de Abiraterona Sandoz funciona no corpo?

Resultados de estudos

Eficácia comprovada em dois estudos com pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração.

Estudo 302: pacientes sem quimioterapia prévia assintomáticos ou levemente sintomáticos. Estudo 301: pacientes com quimioterapia prévia contendo docetaxel. Ambos usaram terapia de privação androgênica.

Pacientes mantidos em tratamento até progressão clínica.

Estudo 302: pacientes sem sintomas ou com sintomas leves que não fizeram quimioterapia antes

Pacientes com metástase visceral excluídos. Desfechos primários: sobrevida global e sobrevida livre de progressão radiográfica (rPFS).

Houve diferença significativa na rPFS entre grupos (ver Tabela 1 e Figura 1).

Tabela 1 Estudo 302 - Sobrevida Livre de Progressão Radiográfica:

 ZYTIGA (n= 546)Placebo (n= 542)
Sobrevida Livre de Progressão Radiográfica (rPFS)
Progressão ou óbito150 (28%)251 (46%)
rPFS (mediana em meses)Não atingido8,3
(IC de 95%)11,66; NE(8,12; 8,54)
Valor de p*<0,0001
Razão de risco**0,425
(IC de 95%)(0,347; 0,522)

NE = Não Estimado.
* O valor de p é derivado de um teste de log-rank estratificado pelo escore ECOG basal (0 ou 1).
** Razão de risco <1 favorece Acetato de Abiraterona.

Figura 1: Curvas de sobrevida livre de progressão radiográfica:

Tabela 2: Estudo 302 - Sobrevida Livre de Progressão Radiográfica (segunda análise):

 ZYTIGA (n= 546)Placebo (n= 542)
Sobrevida Livre de Progressão Radiográfica (rPFS)
Progressão ou óbito271 (50%)336 (62%)
rPFS (mediana em meses)16,58,3
(IC de 95%)(13,80; 16,79)(8,05; 9,43)
Valor de p*<0,0001
Razão de risco**0,530
(IC de 95%)(0,451; 0,623)

* O valor de p é derivado de um teste de log-rank estratificado pelo escore ECOG basal (0 ou 1); 
** Razão de risco <1 favorece Acetato de Abiraterona.

Figura 2: Curvas de sobrevida livre de progressão radiográfica (segunda análise):

AA=Acetato de Abiraterona

Sobrevida global maior para Acetato de Abiraterona (Tabela 3 e Figura 3).

Tabela 3: Estudo 302 - Sobrevida Global:

 ZYTIGA (n= 546)Placebo (n= 542)
Sobrevida Livre de Progressão Radiográfica (rPFS)
Progressão ou óbito147 (27%)186 (34%)
rPFS (mediana em meses)Não atingido27,2
(IC de 95%)(NE; NE)(25,95; NE)
Valor de p*0,0097
Razão de risco**0,752
(IC de 95%)(0,606; 0,934)

NE = Não Estimado;
* O valor de p é derivado de um teste de log-rank estratificado pelo escore ECOG basal (0 ou 1); 
** Razão de risco <1 favorece Acetato de Abiraterona.

Figura 3: Curvas de sobrevida global:

AA = Acetato de Abiraterona.

Benefícios em todos os desfechos secundários.

Estudo 301: pacientes com quimioterapia prévia

11% com ECOG 2; 70% com progressão radiográfica; 30% receberam dois esquemas de quimioterapia; 11% com metástase hepática.

Melhora estatisticamente significativa na sobrevida global (Tabela 4 e Figura 4).

Tabela 4: Estudo 301 - Sobrevida Global:

 ZYTIGA (n= 797)Placebo (n= 398)
Análise de Sobrevida Primária
Óbito333 (42%)219 (55%)
Sobrevida global mediana em meses (IC de 95%)14,8 (14,1; 15,4)10,9 (10,2; 12,0)
Valor de p<0,0001
Razão de risco*0,646 (0,543; 0,768)
Análise de Sobrevida Atualizada
Óbito501 (63%)274 (69%)
Sobrevida global mediana em meses (IC de 95%)15,8 (14,8; 17,0) 11,2 (10,4; 13,1)
Razão de risco*(IC de 95%) 0,740 (0,638; 0,859)

* Razão de risco <1 favorece Acetato de Abiraterona.

Figura 4: Curvas de sobrevida global (Estudo 301):

AA = Acetato de Abiraterona.

Figura 5: Sobrevida global por subgrupo:

AA = Acetato de Abiraterona; ALK-P = fosfatase alcalina; BPI = Inventário Breve da Dor; IC = intervalo de confiança; ECOG = escore de desempenho do “Eastern Cooperative Oncology Group”; HR = razão de risco.
LDH = desidrogenase lática.
NA = América do Norte.
NE = Não avaliável.

Características farmacológicas

Como o remédio age no corpo (farmacodinâmica)

Como funciona

Inibe a enzima CYP17, necessária para produzir androgênios nos testículos, suprarrenais e tumor prostático. Também aumenta a produção de mineralocorticoides.

Efeitos no corpo

Reduz testosterona a níveis indetectáveis quando combinado com terapia de privação androgênica. 38% dos pacientes tiveram redução ≥50% no PSA vs 10% com placebo.

Uso de espironolactona

Não permitida em estudos por aumentar PSA.

Como o corpo processa o remédio (farmacocinética)

Absorção

Concentração máxima alcançada em ~2 horas em jejum. Comida aumenta absorção em até 17 vezes. Tomar em jejum.

Distribuição

99,8% ligado a proteínas plasmáticas. Volume de distribuição: ~5.630L.

Metabolismo

Convertido em abiraterona, que sofre sulfatação, hidroxilação e oxidação no fígado. Dois metabólitos principais representam 86% da radioatividade.

Eliminação

Meia-vida: ~15 horas. 88% excretado nas fezes (55% como acetato de abiraterona inalterado), 5% na urina.

Pacientes com problemas no fígado

Exposição aumentada em 11% (leve) e 260% (moderada). Não usar em insuficiência hepática moderada/grave.

Pacientes com problemas nos rins

Sem aumento de exposição. Não requer ajuste de dose.

Efeitos no intervalo QT

Sem efeitos significativos.

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