Como o Acetato de Abiraterona Sandoz funciona no corpo?
Resultados de estudos
Eficácia comprovada em dois estudos com pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração.
Estudo 302: pacientes sem quimioterapia prévia assintomáticos ou levemente sintomáticos. Estudo 301: pacientes com quimioterapia prévia contendo docetaxel. Ambos usaram terapia de privação androgênica.
Pacientes mantidos em tratamento até progressão clínica.
Estudo 302: pacientes sem sintomas ou com sintomas leves que não fizeram quimioterapia antes
Pacientes com metástase visceral excluídos. Desfechos primários: sobrevida global e sobrevida livre de progressão radiográfica (rPFS).
Houve diferença significativa na rPFS entre grupos (ver Tabela 1 e Figura 1).
Tabela 1 Estudo 302 - Sobrevida Livre de Progressão Radiográfica:
| ZYTIGA (n= 546) | Placebo (n= 542) | |
| Sobrevida Livre de Progressão Radiográfica (rPFS) | ||
| Progressão ou óbito | 150 (28%) | 251 (46%) |
| rPFS (mediana em meses) | Não atingido | 8,3 |
| (IC de 95%) | 11,66; NE | (8,12; 8,54) |
| Valor de p* | <0,0001 | |
| Razão de risco** | 0,425 | |
| (IC de 95%) | (0,347; 0,522) | |
NE = Não Estimado.
* O valor de p é derivado de um teste de log-rank estratificado pelo escore ECOG basal (0 ou 1).
** Razão de risco <1 favorece Acetato de Abiraterona.
Figura 1: Curvas de sobrevida livre de progressão radiográfica:

Tabela 2: Estudo 302 - Sobrevida Livre de Progressão Radiográfica (segunda análise):
| ZYTIGA (n= 546) | Placebo (n= 542) | |
| Sobrevida Livre de Progressão Radiográfica (rPFS) | ||
| Progressão ou óbito | 271 (50%) | 336 (62%) |
| rPFS (mediana em meses) | 16,5 | 8,3 |
| (IC de 95%) | (13,80; 16,79) | (8,05; 9,43) |
| Valor de p* | <0,0001 | |
| Razão de risco** | 0,530 | |
| (IC de 95%) | (0,451; 0,623) | |
* O valor de p é derivado de um teste de log-rank estratificado pelo escore ECOG basal (0 ou 1);
** Razão de risco <1 favorece Acetato de Abiraterona.
Figura 2: Curvas de sobrevida livre de progressão radiográfica (segunda análise):

AA=Acetato de Abiraterona
Sobrevida global maior para Acetato de Abiraterona (Tabela 3 e Figura 3).
Tabela 3: Estudo 302 - Sobrevida Global:
| ZYTIGA (n= 546) | Placebo (n= 542) | |
| Sobrevida Livre de Progressão Radiográfica (rPFS) | ||
| Progressão ou óbito | 147 (27%) | 186 (34%) |
| rPFS (mediana em meses) | Não atingido | 27,2 |
| (IC de 95%) | (NE; NE) | (25,95; NE) |
| Valor de p* | 0,0097 | |
| Razão de risco** | 0,752 | |
| (IC de 95%) | (0,606; 0,934) | |
NE = Não Estimado;
* O valor de p é derivado de um teste de log-rank estratificado pelo escore ECOG basal (0 ou 1);
** Razão de risco <1 favorece Acetato de Abiraterona.
Figura 3: Curvas de sobrevida global:

AA = Acetato de Abiraterona.
Benefícios em todos os desfechos secundários.
Estudo 301: pacientes com quimioterapia prévia
11% com ECOG 2; 70% com progressão radiográfica; 30% receberam dois esquemas de quimioterapia; 11% com metástase hepática.
Melhora estatisticamente significativa na sobrevida global (Tabela 4 e Figura 4).
Tabela 4: Estudo 301 - Sobrevida Global:
| ZYTIGA (n= 797) | Placebo (n= 398) | ||
| Análise de Sobrevida Primária | |||
| Óbito | 333 (42%) | 219 (55%) | |
| Sobrevida global mediana em meses (IC de 95%) | 14,8 (14,1; 15,4) | 10,9 (10,2; 12,0) | |
| Valor de p | <0,0001 | ||
| Razão de risco* | 0,646 (0,543; 0,768) | ||
| Análise de Sobrevida Atualizada | |||
| Óbito | 501 (63%) | 274 (69%) | |
| Sobrevida global mediana em meses (IC de 95%) | 15,8 (14,8; 17,0) | 11,2 (10,4; 13,1) | |
| Razão de risco*(IC de 95%) | 0,740 (0,638; 0,859) | ||
* Razão de risco <1 favorece Acetato de Abiraterona.
Figura 4: Curvas de sobrevida global (Estudo 301):

AA = Acetato de Abiraterona.
Figura 5: Sobrevida global por subgrupo:

AA = Acetato de Abiraterona; ALK-P = fosfatase alcalina; BPI = Inventário Breve da Dor; IC = intervalo de confiança; ECOG = escore de desempenho do “Eastern Cooperative Oncology Group”; HR = razão de risco.
LDH = desidrogenase lática.
NA = América do Norte.
NE = Não avaliável.
Características farmacológicas
Como o remédio age no corpo (farmacodinâmica)
Como funciona
Inibe a enzima CYP17, necessária para produzir androgênios nos testículos, suprarrenais e tumor prostático. Também aumenta a produção de mineralocorticoides.
Efeitos no corpo
Reduz testosterona a níveis indetectáveis quando combinado com terapia de privação androgênica. 38% dos pacientes tiveram redução ≥50% no PSA vs 10% com placebo.
Uso de espironolactona
Não permitida em estudos por aumentar PSA.
Como o corpo processa o remédio (farmacocinética)
Absorção
Concentração máxima alcançada em ~2 horas em jejum. Comida aumenta absorção em até 17 vezes. Tomar em jejum.
Distribuição
99,8% ligado a proteínas plasmáticas. Volume de distribuição: ~5.630L.
Metabolismo
Convertido em abiraterona, que sofre sulfatação, hidroxilação e oxidação no fígado. Dois metabólitos principais representam 86% da radioatividade.
Eliminação
Meia-vida: ~15 horas. 88% excretado nas fezes (55% como acetato de abiraterona inalterado), 5% na urina.
Pacientes com problemas no fígado
Exposição aumentada em 11% (leve) e 260% (moderada). Não usar em insuficiência hepática moderada/grave.
Pacientes com problemas nos rins
Sem aumento de exposição. Não requer ajuste de dose.
Efeitos no intervalo QT
Sem efeitos significativos.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)