Ação da substância do Acetato de Abiraterona Glenmark
Resultados de eficácia
Eficácia comprovada em dois estudos clínicos com pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração.
Estudo 302 incluiu pacientes sem quimioterapia prévia assintomáticos/levemente sintomáticos. Estudo 301 incluiu pacientes com quimioterapia prévia (docetaxel). Ambos usaram bloqueio hormonal (LHRH ou castração). Grupo experimental: acetato de abiraterona 1000 mg/dia + prednisona/prednisolona 5 mg 2x/dia. Grupo controle: placebo + prednisona/prednisolona.
Pacientes mantidos em tratamento até critérios de descontinuação.
Estudo 302 (sem quimioterapia prévia)
Idade média: 71 anos (grupo medicamento) e 70 anos (placebo). Desfechos primários: sobrevida global e sobrevida livre de progressão radiográfica (rPFS). Resultados mostraram benefício significativo do tratamento (ver tabelas e figuras originais).
Além de melhor sobrevida global e rPFS, observou-se benefício em todos os desfechos secundários: tempo para progressão de PSA, tempo para uso de opioides, tempo para início de quimioterapia, tempo para piora do estado geral e resposta objetiva.
Estudo 301 (com quimioterapia prévia)
Pacientes com metástase hepática (11%). Tratamento continuado até progressão de PSA + progressão radiográfica/sintomática. Desfecho primário: sobrevida global. Resultados mostraram aumento significativo na sobrevida global com acetato de abiraterona (ver tabelas e figuras originais).
Todos os desfechos secundários favoreceram o tratamento: resposta de PSA, sobrevida livre de progressão radiográfica, alívio da dor e redução de eventos esqueléticos.
Características farmacológicas
Mecanismo de ação
Inibe a enzima CYP17, essencial para produção de androgênios em testículos, suprarrenais e tumores. Reduz testosterona para níveis indetectáveis quando combinado com bloqueio hormonal.
Farmacocinética
Absorção: Pico de concentração em ~2 horas em jejum. Alimentos aumentam absorção em até 17x - tomar em jejum.
Distribuição: Ligação a proteínas plasmáticas: 99,8%.
Metabolismo: Convertido em abiraterona, que sofre sulfatação, hidroxilação e oxidação no fígado.
Eliminação: Meia-vida: ~15 horas. 88% excretado nas fezes, 5% na urina.
Insuficiência hepática: Aumenta exposição - não usar em casos moderados/graves.
Insuficiência renal: Não requer ajuste de dose.
QTc: Sem efeito significativo.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)