Ação da Substância - Acebrofilina Teuto

Bula Acebrofilina Teuto

Princípio ativo: Acebrofilina

Classe Terapêutica: Expectorantes

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Como a Acebrofilina Teuto age no organismo?

Resultados de Eficácia


A acebrofilina foi testada em mais de 5000 pacientes na Europa e América Latina como broncodilatador e mucorregulador. Mostrou eficácia no tratamento de bronquite obstrutiva crônica, asma brônquica e bronquite asmatiforme, com boa tolerabilidade em todos os testes clínicos.

Um estudo brasileiro com cerca de 4500 crianças com problemas respiratórios agudos avaliou o perfil de segurança e relação risco-benefício. Pacientes com bronquite aguda (catarral, espasmódica ou asmatiforme) de 1 a 12 anos receberam tratamento.

O tratamento melhorou sintomas de broncoespasmo em 91.1% dos casos, eliminando chiado no peito em 67% e falta de ar em 75%. Tosse e expectoração melhoraram em 11% e 53% respectivamente. A condição clínica geral passou de boa em 43% no início para 88% ao final.

No corpo, a acebrofilina se transforma em teofilina e ambroxol. Estudos mostram que o ambroxol aumenta a secreção de IL-12 em macrófagos, fortalecendo a resposta imunológica. Em pacientes com bronquite crônica, três semanas de tratamento com ambroxol reduziram inflamação e revitalizaram o epitélio brônquico.

A eficácia do teofilinato de ambroxol (200mg/dia) foi comprovada em 48 pacientes com excesso de secreção brônquica, melhorando sintomas e função respiratória. Outro estudo com 92 pacientes com bronquite crônica asmatiforme mostrou melhora significativa de sintomas e função pulmonar após um mês de tratamento com acebrofilina (200mg/dia).

Referências Bibliográficas

1 - Aiharaa M., Dobashia K., Akiyamaa M., Narusea I., Nakazawab T., Mori M. Effects of N-Acetylcysteine and Ambroxol on the Production of IL-12 and IL-10 in Human Alveolar Macrophages. Respiration 2000;67:662–671.
2 - Cogo R., Raschi S., Quattrone P. Zini P. Clinical and histologic rating of the treatment with acefyllinate of ambroxol in patients with chronic bronchitis. Advances in therapy, vol-12; n° 1. 1995.
3 - Goldgrub N., Soares V.R.X., Hamaoui A., Zavattini G., Poli A. Atividade terapêutica e perfil da tolerabilidade da acebrofilina. Advances in therapy 9(2): 107-115. 1992.
4 - Barthekenym F. Le theophyllinate Dámbroxol dans L´hypersecretion bronchique. Acta Therapeutica 11:453-57, 1985.
5 - Cerveri, I. et al VAlutazione delléfficacia e della tollerabilità di acebrofilina in paziento affetti da bronchite cronica asmatiforme. Giornale Italiano Malattie Del torace. Suppl 1: 107-10,1992.

Características Farmacológicas


A acebrofilina combina ambroxol (que regula muco e induz surfactante) com ácido 7-teofilinacético. Age como broncodilatador ao inibir a fosfodiesterase e aumentar AMPc, relaxando a musculatura brônquica. Também bloqueia receptores de adenosina e regula fluxo de cálcio.

Ao dilatar os brônquios, reduz o esforço respiratório e auxilia os cílios das vias aéreas. Sua ação mucorreguladora ocorre pelo estímulo à produção de surfactante, que reduz a viscosidade do muco e facilita sua eliminação.

Após dose oral, mantém concentrações ativas por 3-5 horas. Estudos toxicológicos não mostraram alterações relevantes mesmo em doses superiores às terapêuticas, sem evidência de ação mutagênica.

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