Ação da Substância - Xarope 44E

Bula Xarope 44E

Princípio ativo: Guaifenesina + Bromidrato de Dextrometorfano

Classe Terapêutica: Antitussígenos Associados

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Qual a ação da substância do Xarope 44E?

Resultados de Eficácia

Guaifenesina + Bromidrato De Dextrometorfano possui dois princípios ativos, o bromidrato de dextrometorfano monoidratado (um antitussígeno) e a guaifenesina (expectorante).

Estudos mostram que pacientes que tomaram o Xarope 44E® na combinação de guaifenesina 13,33 mg e bromidrato de dextrometorfano 1,33 mg, conforme indicado neste produto, apresentaram melhor expectoração e redução da frequência da tosse, quando comparado à administração isolada e ao placebo. Isso ocorre devido aos fármacos possuírem mecanismos de ação distintos, que não interferem entre si.

A eficácia do bromidrato de dextrometorfano monoidratado foi demonstrada em pacientes apresentando tosse aguda em resfriados comuns, conforme evidenciado em metanálise (Pavesi et al, 2001). Esta metanálise incluiu 6 estudos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo, os quais analisaram conjuntamente a tosse em 710 pacientes com infecção do trato respiratório superior ao longo de um período de tempo de 3 horas. Os seguintes parâmetros da tosse foram avaliados: acessos, a latência (tempo entre as tosses), esforço, intensidade e componentes da tosse. A área sob a curva (AUC) para os seis estudos indicaram efeitos estatisticamente significantes (p < 0,05) de 30 mg de bromidrato de dextrometorfano monoidratado para acessos de tosse, esforço e latência. A magnitude do efeito (AUC) foi estimada estar entre 12 e 17% com um efeito máximo de 28% aos 90 minutos após a administração para a frequência da tosse. A supressão da tosse foi observada em aproximadamente 30 minutos.

Um estudo duplo cego, de grupo paralelo, controlado por placebo e multi-investigacional confirmou a efetividade da guaifenesina para facilitar a expectoração em pacientes com infecção do trato respiratório superior. Neste estudo, 239 pacientes receberam ou guaifenesina (200 mg) ou placebo na forma de xarope (10 mL) 4 vezes ao dia pelo período do estudo (3 dias). Os pacientes classificaram os seus sintomas antes do tratamento e ao fim de 24, 48 e 72 horas de terapia. A análise médica foi realizada no início do tratamento e após 72 horas. A guaifenesina aumentou significativamente o volume de escarro e facilitou a liberação do escarro em pacientes com muco associado à tosse. A fluidificação do escarro foi relatada por pacientes recebendo guaifenesina. Em 75% dos pacientes utilizando guaifenesina, o uso do medicamento foi considerado útil (contra 31% no grupo tratado com placebo).

Características Farmacológicas

Dextrometorfano

O bromidrato (HBr) de dextrometorfano (D-3-metoxi-N-metilmorfinano) monoidratado é o d-isômero do metorfano, um análogo da codeína. O bromidrato de dextrometorfano monoidratado é um agente antitussígeno não narcótico (sem aditivos) que possui efeitos supressores da tosse similares à codeína, porém, sem a depressão respiratória induzida por opiáceos, sedação, distúrbios gastrointestinais ou dependência. A supressão da tosse ocorre através de um mecanismo central pelo aumento do limiar de iniciação da tosse no centro da tosse localizado na medula oblonga. A farmacologia do dextrometorfano não está totalmente elucidada, uma vez que foi demonstrado que ele se liga a uma série de receptores, incluindo os receptores N-metil-D-aspartato (NMDA), receptores sigma-1, receptores nicotínicos e receptores serotoninérgicos.

O dextrometorfano administrado oralmente, uma vez absorvido do trato gastrointestinal é metabolizado extensamente no fígado pelo citocromo P450. Ele é metabolizado primariamente para dextrorfano por Odesmetilação através da isoenzima CYP2D6 e em menor medida por N-desmetilação para 3- metoximorfina pela enzima CYP3A4. Ambos metabólitos são metabolizados ainda em 3- hidroximorfinano.

A CYP2D6 é uma enzima hepática metabolizadora de fármacos geneticamente polimórfica, a qual está associada com variações hereditárias no metabolismo do fármaco. A população humana está dividida em metabolizadores pobres e metabolizadores extensos com relação à taxa de metabolização do dextrometorfano. A concentração de pico no plasma é atingida em aproximadamente 2,5 horas e a meia vida de eliminação (T½) do dextrometorfano é de 2-4 horas na maioria dos indivíduos, mas pode chegar a um período entre 28 e 74 horas em metabolizadores lentos. Nas doses terapêuticas, as diferenças nas taxas de metabolização entre lenta e extensa não é considerada um risco de segurança. A rota de excreção do dextrometorfano é bem estabelecida, sendo excretado em sua maior parte na urina como dextrometorfano não modificado, como metabólitos dextrorfano desmetilados e 3-hidroximorfinano, os quais são excretados largamente (> 95%) como conjugados glucurônicos. O dextrometorfano é excretado minimamente pelas fezes.

Guaifenesina

A guaifenesina, um éter gliceril de guaiacol, é um expectorante bem estabelecido. O mecanismo de ação expectorante ocorre através do estímulo dos receptores da mucosa gástrica que iniciam um reflexo de secreção no fluído do trato respiratório e dessa forma aumentam o volume e diminuem a viscosidade das secreções brônquicas. Esta ação facilita a remoção do muco e reduz a irritação do tecido brônquico.

Como resultado, a drenagem brônquica é melhorada e as tosses são mais produtivas em eliminar secreções.

secreções. Administrada oralmente, a guaifenesina é rapidamente absorvida no trato gastrointestinal com níveis séricos máximos ocorrendo dentro de 15 minutos após a administração. É rapidamente metabolizada, passando por oxidação e desmetilação nos microssomos do fígado. O metabólito primário da guaifenesina é o ácido (2-metoxifenoxi)-láctico. A excreção da guaifenesina ocorre na urina. O Tmax é rápido (15-50 minutos) e a meia vida de eliminação (T½) é de aproximadamente uma hora com quantidades não detectáveis no sangue após 8 horas, o que indica rápido metabolismo e excreção.

Característica mucoadesiva

Guaifenesina + Bromidrato De Dextrometorfano apresenta uma tecnologia exclusiva "mucoadesiva" que cobre a faringe para proporcionar um benefício reconfortante. "Mucoadesiva" refere-se ao fenômeno em que um bioadesivo natural ou sintético aplicado a um epitélio da mucosa adere à camada de muco, normalmente criando uma nova interface. Esta tecnologia é uma formulação única constituída por polímeros viscosos incluindo carmelose sódica (espessante), macrogol (mucoadesivo) e polioxil 40 estearato. Esta combinação de ingredientes oferece características físicas específicas que permitem ao xarope cobrir e aderir à garganta e à membrana de muco.

As propriedades do xarope mucoadesivo são semelhantes às descritas para um demulcente. Os demulcentes são farmacologicamente inertes e não interagem com componentes de células de tecido. Sua utilidade terapêutica é devido ao fato de que eles protegem a superfície mecanicamente. Os demulcentes podem aliviar as mucosas irritadas, especialmente as da boca e da garganta, atuando como uma camada protetora de produtos químicos e estímulos irritantes.

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