Como usar - Vialebex

Bula Vialebex

Princípio ativo: Albumina Humana

Classe Terapêutica: Soluções De Proteinas >5%

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Como usar o Vialebex?

Não utilizar se a solução estiver turva ou apresentar depósitos.

Vialebex deve ser aplicado por via intravenosa por profissional habilitado e sob supervisão médica.

Modo de administração

A solução deve ser administrada por via intravenosa seja diretamente, ou após diluição em uma solução isotônica (ex: glicose a 50 mg/mL – 5%) ou cloreto de sódio a 9 mg/mL (0,9%).

A solução de albumina jamais deve ser diluída em água para preparações injetáveis, pois poderá causar hemólise no receptor.

Se forem administrados grandes volumes de solução de albumina, a mesma deverá estar à temperatura ambiente ou corporal antes da perfusão.

O equipo de infusão deve ser descartável para prevenir contaminações.

Retirar o lacre no topo do frasco e limpar a tampa de borracha exposta, com uma solução germicida apropriada, tendo o cuidado de remover qualquer excesso.

Seguir a técnica de assepsia e preparar o equipo de infusão endovenoso estéril como segue:

  1. Fechar a válvula do equipo.
  2. Com o frasco na posição vertical, introduzir a ponta do equipo de forma inclinada, no centro da tampa de borracha e fazer uma leve torção, até que a ponta do equipo atravesse essa tampa.
  3. Inverter o frasco imediatamente para estabelecer automaticamente o nível apropriado do fluido no equipo (preenchimento até a metade da câmara).
  4. Conectar uma agulha ou escalpe ao equipo, abrir a válvula permitindo que a solução expulse todo o ar do tubo e da agulha. Fechar então a válvula.
  5. Fazer a venopunção e ajustar o fluxo.
  6. Descartar todo o equipo após o uso. Descartar todo o conteúdo não utilizado.

Posologia do Vialebex


A dose a administrar depende do peso e altura do paciente, da severidade do traumatismo ou da doença e das perdas líquidas e protéicas.

A dose necessária deve ser determinada em função da volemia a restaurar e não em função da taxa plasmática de albumina.

Os seus parâmetros hemodinâmicos devem ser regularmente controlados durante a administração de albumina humana, principalmente:

  • A pressão arterial e pulso;
  • Apressão venosa central;
  • Apressão arterial pulmonar;
  • Adiurese (volume urinário);
  • Os eletrólitos (sais minerais);
  • O hematócrito/hemoglobina.

Este medicamento pode ser utilizado em prematuros e pacientes dialisados.

Recomenda-se obedecer ao seguinte esquema:

Cirrose hepática ou nefrose, doenças gastrointestinais e cirurgias gastrointestinais, pré e pós-operatório:

  • Usar albumina não diluída (20 %) na velocidade de 35 a 70 gotas por minuto ou diluída 1:4 em soro fisiológico, na velocidade de 125 gotas por minuto;
  • Aquantidade utilizada e a duração do tratamento dependem do quadro clínico. É necessário controlar regularmente a albumina sérica.

Queimaduras

  • Usar albumina não diluída (20 %), na velocidade de 125 gotas por minuto, em volume total de 50 a 100 mL, ou diluída 1:4 em soro fisiológico;
  • Em casos graves utilizar infusão rápida: 500 mL em 15 a 30 minutos.

Edema Cerebral

  • Usar albumina não diluída (20 %) na velocidade de 35 a 70 gotas por minuto, volume de 50 a 100 mL;
  • Utilizar concomitantemente solução hipertônica e/ou diuréticos e reduzir a administração de líquidos.

Toxemia Gravídica

Usar albumina não diluída (20 %) na velocidade de 125 gotas por minuto, volume de 50 a 100 mL;

Hemorragia, perda de plasma e choque hipovolêmico

  • No início do tratamento, usar albumina não diluída (20 %) na velocidade de 125 gotas por minuto, volume de 50 a 100 mL;
  • Em casos graves, pode ser utilizada a albumina diluída em infusão rápida: 500 mL em 15 a 30 minutos;
  • Na manutenção, utilizar albumina diluída a 1:4 em soro fisiológico, na velocidade de 125 gotas por minuto, ou cerca de 500 mL por hora;
  • Caso o valor do hematócrito fique menor que 25 %, deve-se utilizar adicionalmente sangue total ou concentrado de hemácias.

Desidratação com déficit de albumina e estabilização do volume circulante pré, intra e pósoperatório

  • Usar albumina diluída a 1:4 em soro fisiológico ou glicosado a 5 %, na velocidade de 125 gotas por minuto;
  • A quantidade infundida e a duração do tratamento dependem do quadro clínico.

Perfusão extracorpórea (auxílio à circulação)

Administração em quantidade proporcional à solução de perfusão.

Hiperbilirrubinemia do recém-nascido

Administrar albumina não diluída (20 %), de 5 a 14 mL/Kg de peso corporal, 30 minutos antes de iniciar a exsanguíneo-transfusão.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que você está sentindo?

Use o BulaBot para fins informativos.