Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Urografina?
As reações adversas de Urografina dependem do modo de administração, ou seja, se for aplicado em vaso sanguíneo ou em cavidades do corpo.
Uso intravascular
Efeitos colaterais associados ao uso de meios de contraste intravasculares iodados são geralmente de intensidade leve a moderada e de natureza transitória. Entretanto, têm sido relatadas reações graves e com risco para a vida, até mesmo fatais. As reações mais frequentemente relatadas são náusea, vômito, sensação de dor e de calor pelo corpo.
Reações anafilactoides/ de hipersensibilidade
As reações relatadas frequentemente são: angioedema leve (casos leves de inchaço do rosto, lábios, boca, língua ou garganta), conjuntivite, tosse, coceira, rinite, espirro e urticária. Tais reações, que podem ocorrer independentemente da quantidade e do modo de administração, podem ser os primeiros sinais de um estado incipiente de choque. Neste caso, deve-se suspender imediatamente a administração do meio de contraste e, se necessário, instituir por via venosa o tratamento adequado.
Reações graves que requeiram tratamento de emergência podem ocorrer na forma de reação circulatória acompanhada de dilatação dos vasos periférica e subsequente queda de pressão, aumento do batimento cardíaco reflexo, falta de ar, agitação, confusão e cianose (coloração azulada da pele), possivelmente levando à perda de consciência.
Hipotensão (queda de pressão), broncoespasmo (dificuldade para respirar) e espasmo ou edema laríngeo são incomuns.
Reações tardias ao meio de contraste são raras
Corpo como um todo
Sensação de calor e dor de cabeça são reações comuns relatadas. Mal-estar, calafrio, sudorese (transpiração excessiva) e reações vasovagais (desmaio precedido por suor, frio, palidez e fraqueza) são incomuns.
Em casos raros, podem ocorrer alterações da temperatura corpórea e aumento de volume das glândulas salivares.
Respiratório
Distúrbios transitórios da frequência respiratória, falta de ar, desconforto respiratório e tosse são comuns.
Parada respiratória e água no pulmão (edema pulmonar) são raras.
Cardiovascular
Distúrbios transitórios clinicamente relevantes da frequência cardíaca, pressão arterial, distúrbios da função ou ritmo do coração e parada cardíaca são incomuns. Reações graves que requeiram tratamento de emergência podem ocorrer na forma de reação circulatória acompanhada de dilatação dos vasos periférica e subsequente queda de pressão, aumento do batimento cardíaco reflexo, falta de ar, agitação, confusão e cianose (coloração azulada da pele), possivelmente levando à perda de consciência.
Em casos raros, verificou-se a ocorrência de eventos tromboembólicos graves, causando o infarto do miocárdio.
Gastrintestinal
Náusea e vômito são reações comuns. Dor abdominal tem sido relatada com pouca frequência.
Cerebrovascular
Na angiografia cerebral, e em outros procedimentos, nos quais o meio de contraste atinge o cérebro pelo sangue arterial em altas concentrações, podem ocorrer complicações neurológicas transitórias incomuns como tontura, dor de cabeça, agitação ou confusão, perda de memória, distúrbios da fala, visão e audição, convulsões, tremor, diminuição da força ou dos movimentos/paralisia, sensibilidade à luz, cegueira temporária, coma e sonolência.
Eventos tromboembólicos graves, fatais em casos isolados, causando derrame, são raramente relatados.
Renal
Diminuição ou insuficiência renal são raramente relatadas.
Pele
Angioedema leve (casos leves de inchaço do rosto, lábios, boca, língua ou garganta), vermelhidão com dilatação dos vasos, urticária, coceira e eritema (vermelhidão) são reações comuns observadas. Podem-se desenvolver, em casos raros, reações tóxicas de pele, como a síndrome mucocutânea (por exemplo: síndrome de Stevens-Jonhson ou síndrome de Lyell).
Irritação no local da injeção
Dor local ocorre com frequência, principalmente na angiografia periférica e geralmente desaparece sem deixar sequela. Entretanto, tem-se verificado em ocasiões bastante raras inflamação e necrose tecidual. Casos de tromboflebite (inchaço e vermelhidão ao longo do vaso sanguíneo) e trombose venosa (formação de coágulo) são incomuns.
Uso em cavidades corpóreas
Reações após administração em cavidades corpóreas são raras. A maioria delas ocorre algumas horas após a administração.
O aumento dos níveis de amilase é frequente após a colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER). A opacificação acinar após CPER mostrou estar associada a aumento do risco de pancreatite pós-CPER. Foram descritos casos raros de pancreatite necrosante.
Casos de reações vasovagais (desmaio precedido por suor, frio, palidez e fraqueza) relacionados a histerossalpingografia são incomuns.
Reações anafilactoides/hipersensibilidade
A hipersensibilidade sistêmica é rara, na maioria das vezes leve e geralmente ocorre na forma de reações de pele. Entretanto, não pode ser totalmente excluída a possibilidade de uma reação de hipersensibilidade grave.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)