Ação da Substância - Timosan

Bula Timosan

Princípio ativo: Maleato de Timolol

Classe Terapêutica: Preparações Antiglaucomas E Mióticas Tópicas

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Qual a ação da substância do Timosan?

Resultados de Eficácia


Solução oftálmica

Em estudos clínicos, Maleato de Timolol geralmente foi eficaz em mais pacientes e produziu efeitos adversos menos graves e em menor quantidade que a pilocarpina ou a epinefrina.

A exemplo do que ocorre com o uso de outros medicamentos antiglaucomatosos, foi relatada diminuição da resposta a Maleato de Timolol por alguns pacientes após tratamento prolongado. Contudo, em estudos clínicos, nos quais 164 pacientes foram observados durante pelo menos três anos, não foi registrada diferença significativa na pressão intraocular média após a estabilização inicial. Maleato de Timolol também foi administrado a pacientes com glaucoma que usavam lentes de contato duras convencionais e foi, geralmente, bem tolerado.

Maleato de Timolol não foi estudado em pacientes que utilizam lentes feitas de materiais diferentes do polimetilmetacrilato.

Em estudos multiclínicos controlados, incluindo pacientes com pressões intraoculares não tratadas > 22 mmHg, Maleato de Timolol 0,25% ou 0,5%, administrado duas vezes ao dia, causou maior redução da pressão intraocular do que a administração de solução de pilocarpina a 1%, 2%, 3% ou 4%, 4 vezes ao dia, ou de solução de cloridrato de epinefrina a 0,5%, 1% ou 2%, administrada duas vezes ao dia.

Nos estudos multiclínicos que compararam Maleato de Timolol com a pilocarpina, 61% dos pacientes tratados com Maleato de Timolol apresentaram redução da pressão intraocular para menos de 22 mmHg em comparação com 32% dos pacientes tratados com a pilocarpina.

Para os pacientes que completaram esses estudos, a redução média da pressão no final do estudo, em relação ao período pré-tratamento, foi de 30,7% para os pacientes tratados com Maleato de Timolol e de 21,7% para os pacientes tratados com pilocarpina.

Nos estudos multiclínicos que compararam o Maleato de Timolol com a epinefrina, 69% dos pacientes tratados com Maleato de Timolol apresentaram redução da pressão intraocular para menos de 22 mmHg em comparação com 42% dos pacientes tratados com epinefrina. Para os pacientes que completaram esses estudos, a redução média da pressão ao final do estudo em relação ao período pré-tratamento, foi de 33,2% para os pacientes tratados com Maleato de Timolol e de 28,1% para os pacientes tratados com epinefrina.

Solução gel oftálmica

Em estudos multiclínicos, duplos-mascarados, controlados com medicação ativa e de grupos paralelos que envolveram pacientes com pressão intraocular elevada, não tratada, maior que 22 mmHg em um ou ambos olhos, Maleato de Timolol Solução gel oftálmica 0,25% e 0,5% administrado uma vez ao dia apresentou efeito redutor da pressão intraocular equivalente ao da mesma concentração de Maleato de Timolol Solução oftálmica administrado duas vezes ao dia.

Para os cinco estudos comparativos independentes listados na tabela abaixo, o critério de admissão foi pressão intraocular ≥ 22 mmHg em um ou ambos os olhos, após um período de washout de uma semana para a maioria dos medicamentos antiglaucomatosos e de até três semanas para antagonistas betadrenérgicos. A posologia utilizada foi uma gota de Maleato de Timolol Solução gel oftálmica em cada olho afetado uma vez ao dia versus uma gota de Maleato de Timolol Solução oftálmica em cada olho afetado duas vezes ao dia.

Alteração média na pressão intraocular (mmHg) no vale (imediatamente antes da dose matinal) na semana final do estudo duplo-mascarado, em relação ao período basal

Concentração

Maleato de Timolol Solução gel oftálmica (n)Maleato de Timolol Solução oftálmica (n)

Semana

0,25%

-5,8 (94)-5,9 (96)

12

0,25%

-6,0 (74)-5,9 (73)

12

0,50%

-8,3 (110)*-8,2 (111)*

12

0,50%

-5,6 (189)-6,3 (94)

24

0,50%

-6,4 (212)-6,1 (109)

24

* A pressão intraocular no período basal estava elevada em comparação com os outros estudos em razão da pressão intraocular mais alta entre os pacientes com glaucoma pseudoesfoliativo.

Em um estudo das concentrações plasmáticas de Maleato de Timolol, a exposição sistêmica ao Maleato de Timolol foi menor quando voluntários sadios receberam Maleato de Timolol Solução gel oftálmica 0,5% uma vez ao dia do que quando receberam Maleato de Timolol Solução oftálmica 0,5% duas vezes ao dia.

Em três estudos clínicos comparativos com Maleato de Timolol Solução oftálmica administrado duas vezes ao dia, Maleato de Timolol Solução gel oftálmica administrado uma vez ao dia reduziu menos a frequência cardíaca média e causou menos bradicardia. No vale (24 horas após a dose de Maleato de Timolol Solução gel oftálmica, 12 horas após a dose de Maleato de Timolol Solução oftálmica), a redução média na frequência cardíaca foi de 0,8 batimento/minuto para Maleato de Timolol Solução gel oftálmica e de 3,6 batimentos/minuto para Maleato de Timolol; enquanto duas horas após a dose a redução média foi comparável (3,8 batimentos/minuto para Maleato de Timolol e 5 batimentos/minuto para Maleato de Timolol).

Maleato de Timolol

Os seguintes dados de estudos clínicos de Maleato de Timolol estão incluídos para referência. Em estudos multiclínicos controlados em pacientes com pressão intraocular não tratada ≥ 22 mmHg, Maleato de Timolol 0,25% ou 0,5% administrado 2 vezes ao dia reduziu mais a pressão intraocular do que a administração 4 vezes ao dia de solução de pilocarpina a 1%, 2%, 3% ou 4% ou de solução de cloridrato de epinefrina a 0,5%, 1% ou 2% administrada 2 vezes ao dia.

Nos estudos multiclínicos que compararam Maleato de Timolol com a pilocarpina, 61% dos pacientes que receberam Maleato de Timolol apresentaram redução da pressão intraocular para menos de 22 mmHg em comparação com 32% dos pacientes que receberam pilocarpina.

Dentre os pacientes que completaram esses estudos, a redução média na pressão no final do estudo em relação ao período pré-tratamento foi de 30,7% para os pacientes que receberam Maleato de Timolol e de 21,7% para os pacientes que receberam pilocarpina.

Nos estudos multiclínicos que compararam Maleato de Timolol e epinefrina, 69% dos pacientes que receberam Maleato de Timolol apresentaram redução da pressão intraocular para menos de 22 mmHg em comparação com 42% dos pacientes que receberam epinefrina. Para os pacientes que completaram esses estudos, a redução média na pressão no final do estudo em relação ao período pré-tratamento foi de 33,2% para os pacientes que receberam Maleato de Timolol e de 28,1% para os pacientes que receberam epinefrina.

Agentes bloqueadores betadrenérgicos orais podem exacerbar a hipertensão de rebote que pode ser desencadeada pela retirada da clonidina.

Se os dois fármacos forem administrados concomitantemente, o agente bloqueador betadrenérgico deve ser retirado vários dias antes da retirada gradual da clonidina. Se a clonidina for substituída por uma terapia betabloqueadora, a introdução do agente bloqueador betadrenérgico deve ser postergada vários dias após a interrupção da administração da clonidina.

Características Farmacológicas


Solução oftálmica

Maleato de Timolol reduz as pressões intraoculares elevadas e normal, associadas ou não ao glaucoma. A pressão intraocular elevada é um fator de risco importante na patogênese da perda do campo visual glaucomatoso. Quanto maior a pressão intraocular, maior a probabilidade de perda do campo visual glaucomatoso e de lesão ao nervo óptico.

A ação do Maleato de Timolol geralmente tem início rápido, ocorrendo aproximadamente 20 minutos após a aplicação tópica no olho. A redução máxima da pressão intraocular ocorre no período de uma a duas horas. Uma redução significativa é mantida por até 24 horas com Maleato de Timolol solução oftálmica 0,25% ou 0,5%. A duração prolongada dessa ação permite o controle da pressão intraocular durante as horas normais de sono. Repetidas observações, no decorrer do período de três anos, indicam que o efeito redutor da pressão intraocular do Maleato de Timolol é bem mantido.

O mecanismo exato da ação redutora da pressão intraocular do Maleato de Timolol ainda não está claramente estabelecido, embora um estudo com fluoresceína e estudos tonográficos indiquem que sua ação predominante possa estar relacionada à redução na formação do humor aquoso.

Entretanto, em alguns estudos, foi também observado ligeiro aumento na facilidade de escoamento.

Ao contrário dos mióticos, Maleato de Timolol reduz a pressão intraocular com pouco ou nenhum efeito na acomodação ou no tamanho pupilar.

Portanto, as alterações da acuidade visual em decorrência de acomodação aumentada são incomuns; visão turva ou embaçada e cegueira noturna produzidas pelos mióticos não são evidentes. Além disso, em pacientes com catarata, a incapacidade de ver ao redor das opacidades lenticulares quando a pupila está contraída por mióticos é evitada. Quando o tratamento com mióticos for trocado por Maleato de Timolol, pode ser necessário avaliar a acuidade visual assim que os efeitos dos mióticos tiverem desaparecido.

Farmacologia Clínica

Mecanismo de ação

O Maleato de Timolol é um agente bloqueador não seletivo de receptor betadrenérgico, que não apresenta atividades simpatomimética intrínseca, depressora miocárdica direta ou anestésica local (estabilizadora da membrana) significativas. O Maleato de Timolol combina-se de forma reversível com uma parte da membrana celular, o receptor betadrenérgico, inibindo assim a resposta biológica usual que ocorreria com o estímulo desse receptor. Esse antagonismo competitivo específico bloqueia o estímulo dos receptores betadrenérgicos pelas catecolaminas, apresentando atividade de estímulo betadrenérgico (agonista), quer se originem de uma fonte endógena ou exógena. A reversão desse bloqueio pode ser conseguida pelo aumento da concentração do agonista, que irá restaurar a resposta biológica usual.

Farmacocinética

Em um estudo de concentração plasmática do fármaco realizado em seis indivíduos, determinou-se a exposição sistêmica ao Maleato de Timolol após administração de Maleato de Timolol 0,5% duas vezes ao dia. A média de concentração plasmática máxima após a administração matinal foi de 0,46 ng/mL e após administração vespertina foi de 0,35 ng/mL.

Farmacodinâmica

O bloqueio do receptor betadrenérgico reduz o débito cardíaco tanto em indivíduos saudáveis como em pacientes com doença cardíaca. Em pacientes com comprometimento grave da função miocárdica, o bloqueio do receptor betadrenérgico pode inibir o efeito estimulatório do sistema nervoso simpático, necessário para manter a função cardíaca adequada.

O bloqueio do receptor betadrenérgico dos brônquios e bronquíolos resulta em aumento da resistência das vias aéreas, decorrente da não reação da atividade parassimpática. Esse efeito em pacientes com asma ou outras condições broncoespásmicas é potencialmente perigoso.

Solução gel oftálmica

Maleato de Timolol reduz a pressão intraocular elevada e normal, associada ou não ao glaucoma. A pressão intraocular elevada é fator de risco importante na patogênese da perda de campo visual glaucomatoso. Quanto mais elevada a pressão intraocular, maior a probabilidade de perda do campo visual glaucomatoso e de lesão ao nervo óptico. O início de ação de Maleato de Timolol em geral é rápido, ocorre aproximadamente 20 minutos após a aplicação tópica no olho. A redução máxima da pressão intraocular com Maleato de Timolol ocorre em duas a quatro horas. Uma redução significativa se manteve por até 24 horas com a solução oftálmica de Maleato de Timolol 0,25% ou 0,5%.

Essa duração prolongada da ação permite o controle da pressão intraocular durante as horas usuais de sono. Repetidas observações no decorrer do período de três anos indicam que o efeito redutor da pressão intraocular do Maleato de Timolol é bem mantido.

O Maleato de Timolol é um bloqueador não seletivo dos receptores betadrenérgicos e não apresenta atividade simpatomimética intrínseca, depressora miocárdica direta ou anestésica local (estabilizadora da membrana) significativa. O mecanismo preciso da ação redutora da pressão intraocular do Maleato de Timolol não está claramente estabelecido. Um estudo com fluoresceína e estudos tonográficos indicam que sua ação predominante pode estar relacionada à redução na formação do humor aquoso. Entretanto, em alguns estudos, foi também observado ligeiro aumento na facilidade de escoamento.

Ao contrário dos mióticos, o Maleato de Timolol reduz a pressão intraocular com pouco ou nenhum efeito na acomodação ou no tamanho pupilar. Portanto, alterações na acuidade visual em decorrência de acomodação aumentada são incomuns e a visão turva ou embaçada e cegueira noturna causadas pelos mióticos não são evidentes. Além disso, em pacientes com catarata, a incapacidade de ver ao redor das opacidades do cristalino quando a pupila está contraída por mióticos é evitada. Quando o tratamento com mióticos for trocado por Maleato de Timolol, pode ser necessário avaliar a acuidade visual depois que os efeitos dos mióticos tiverem cessado.

Mecanismo de Ação

O Maleato de Timolol combina-se de forma reversível com uma parte da membrana celular, o receptorbetadrenérgico, inibindo assim a resposta biológica usual que ocorreria com a estimulação desse receptor. Este antagonismo competitivo específico bloqueia a estimulação dos receptores betadrenérgicos por catecolaminas com atividade betadrenérgica (agonista), quer se originem de fonte endógena ou exógena.

A reversão desse bloqueio pode ser obtida pelo aumento da concentração do agonista, que irá restaurar a resposta biológica usual.

Farmacocinética

Em um estudo de concentração plasmática do fármaco, em seis indivíduos, determinou-se a exposição sistêmica ao Maleato de Timolol após administração uma vez ao dia, pela manhã, de Maleato de Timolol a 0,5%. A concentração plasmática média máxima após essa dose matinal foi de 0,28 ng/mL.

Farmacodinâmica 

O bloqueio do receptor betadrenérgico reduz o débito cardíaco tanto em indivíduos sadios como em pacientes cardiopatas. Em pacientes com comprometimento grave da função miocárdica, o bloqueio do receptor betadrenérgico pode inibir o efeito estimulante do sistema nervoso simpático necessário para manter a função cardíaca adequada.

O bloqueio do receptor betadrenérgico nos brônquios e bronquíolos resulta em aumento da resistência das vias aéreas pela ausência de oposição à atividade parassimpática. Esse efeito, em pacientes com asma ou outras afecções broncoespásmicas, é potencialmente perigoso.

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