Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Sulfato de Atropina Hipolabor?
- Hipersensibilidade: A atropina pode causar anafilaxia;
- Agravamento da cardiopatia isquêmica: Em pacientes com cardiopatia isquêmica, a dose total deve ser restrita a 2 a 3 mg (máximo 0,03 a 0,04 mg/kg) para evitar taquicardia induzida por atropina, aumento da demanda miocárdica de oxigênio e potencial para piorar a isquemia cardíaca ou aumentar o tamanho do infarto;
- Glaucoma agudo: A atropina pode precipitar o glaucoma agudo;
- Obstrução pilórica: A atropina pode converter estenose pilórica orgânica parcial em obstrução completa;
- Retenção urinária completa: A atropina pode levar à retenção urinária completa em pacientes com hipertrofia prostática;
- Tampões viscerais: A atropina pode causar espessamento das secreções brônquicas e formação de tampões viscerais em pacientes com doença pulmonar crônica.
As reações adversas foram identificadas durante o uso pós-aprovação do sulfato de atropina monoidratado. Visto que essas reações são relatadas voluntariamente por uma população de tamanho incerto, nem sempre é possível estimar com segurança sua frequência ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao medicamento.
A maioria dos efeitos colaterais da atropina está diretamente relacionada à sua ação antimuscarínica. Boca seca, visão turva, fotofobia e taquicardia ocorrem com frequência. Anidrose pode produzir intolerância ao calor. Constipação e dificuldade na micção podem ocorrer. Reações de hipersensibilidade ocasionais foram observadas, incluindo erupções cutâneas graves. Íleo paralítico pode ocorrer. Exacerbação de refluxo foi relatado. Doses maiores ou tóxicas podem produzir efeitos tão centrais como a inquietação, tremores, fadiga, dificuldades locomotoras, delírio, seguidos de alucinações, depressão e em última análise, paralisia medular e morte. Grandes doses também podem levar ao colapso circulatório. Nesses casos, o declínio da pressão arterial e a morte por insuficiência respiratória podem ocorrer após paralisia e coma.
- Gastrintestinais: xerostomia, náusea, vômito, disfagia, azia, constipação e íleo paralítico;
- Geniturinário: retenção urinária e impotência;
- Ocular: visão distorcida, midríase, fotofobia, cicloplegia e aumento da pressão ocular;
- Cardiovascular: palpitação, bradicardia (baixas doses de atropina) e taquicardia (altas doses);
- Sistema Nervoso Central: cefaleia, sonolência, fadiga, desorientação, nervosismo, insônia, perda temporária da memória, confusão mental e excitação, especialmente em pacientes geriátricos. Altas doses podem ocasionar estimulação do Sistema Nervoso Central (inquietação e tremores);
- Hipersensibilidade: reações alérgicas severas incluindo anafilaxia, urticária e outras manifestações cutâneas;
- Outros: supressão da lactação, congestão nasal e diminuição da sudorese.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)