Quais cuidados devo ter ao usar o Solução Glicofisiológica Baxter?
Reações de hipersensibilidade
Reações de hipersensibilidade incluindo anafilaxia (reações alérgicas) foram relatadas com o uso da solução glicofisiológica.
Deve-se parar imediatamente a infusão em casos de aparecimento de sinais ou sintomas de hipersensibilidade.
Deve ser iniciado tratamento de suporte adequado, de acordo com os sintomas e sinais clínicos.
Soluções contendo glicose podem ser usadas com precaução em pacientes com alergia conhecida a milho ou a produtos contendo milho.
Hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue)
A infusão de soluções com solução glicofisiológica pode resultar em hipocalemia. A solução glicofisiológica deve ser usada em cuidado especial em pacientes com ou em risco de hipocalemia, monitoramento clínico pode ser garantido, em casos de:
- Pacientes com alcalose metabólica (pH do sangue elevado);
- Pacientes com paralisia tireotóxica periódica (fraqueza muscular temporária) a administração com glicose intravenosa tem sido associada no agravamento de hipocalemia;
- Pacientes com aumento de perdas gastrointestinais (por exemplo: diarreia, vômito);
- Dieta prolongada baixa de potássio;
- Pacientes com hiperaldosteronismo primário (excesso de aldosterona);
- Pacientes tratados com medicamentos que aumentam o risco de hipocalemia (por exemplo: diuréticos, agonista de beta-2 ou insulina).
Uso em pacientes com risco de retenção de sódio, fluidos ou inchaço
Solução glicofisiológica deve ser usada com cuidado especial em pacientes com ou em risco de:
- Hipernatremia (alta concentração de sódio no sangue);
- Hipercloremia (alta concentração de cloro no sangue);
- Acidose metabólica (pH do sangue diminuído);
- Hipervolemia (aumento do volume de sangue);
- Condições que podem causar retenção de sódio sobrecarga de fluidos ou inchaço (central e periférico), como em pacientes com:
- Hiperaldosteronismo primário e hiperaldosteronismo secundário associado a por exemplo: hipertensão (aumento da pressão arterial), insuficiência cardíaca congestiva, doença hepática (incluindo cirrose), doença renal (incluindo estenose da artéria renal, nefroesclerose) ou pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial durante a gestação);
- Medicamentos que podem aumentar o risco de retenção de sódio e líquidos, tais como corticosteroides.
Risco de hiperosmolaridade, eletrólitos no soro e desequilíbrio hídrico
Dependendo do volume e taxa de infusão, da condição clínica do paciente e a capacidade de metabolizar a glicose, a administração intravenosa de solução glicofisiológica pode causar:
- Hiperosmolaridade, diurese osmótica e desidratação;
- Alterações dos eletrólitos como: hiponatremia (baixa concentração de sódio no sangue), hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue), hipofosfatemia (baixa concentração de fosfato no sangue) e hipomagnesia (baixa concentração de magnésio do sangue);
- Desequilíbrio ácido-base;
- Hidratação excessiva, por exemplo, estado de congestão pulmonar incluindo inchaço central e periférico;
- Aumento na concentração de glicose no soro está associado com aumento da pressão osmótica no soro. Diurese osmótica associada com hiperglicemia pode causar ou contribuir para o desenvolvimento de desidratação e perdas de eletrólitos.
Uso em paciente com risco de desequilíbrio de sódio
As infusões intravenosas de glicose são geralmente soluções isotônicas. No corpo, no entanto, fluidos contendo glicose podem se tornar fisiologicamente extremamente hipotônicos devido à rápida metabolização da glicose.
A monitorização do sódio sérico é particularmente importante para fluidos hipotônicos. A solução glicofisiológica tem uma osmolaridade de 560 mOsm/L.
Dependendo da tonicidade da solução, do volume e da taxa de infusão, e dependendo da condição clínica subjacente do paciente e da capacidade de metabolizar glicose, a administração intravenosa de glicose pode causar distúrbios eletrolíticos, o mais importante, hiponatremia hiperosmótica ou hiposmótica.
Deve-se utilizar infusão de alto volume sob monitorização específica em pacientes com insuficiência cardíaca ou pulmonar, e em pacientes com liberação de vasopressina não osmótica (incluindo SIHAD), devido ao risco de hiponatremia hospitalar.
Solução glicofisiológica deve ser administrada em cuidado especial em crianças, pacientes idosos, mulheres, pós-operatório e em pacientes com polidipsia psicogênica.
Avaliações clínicas e medidas periódicas laboratoriais podem ser necessárias para monitorar alterações no equilíbrio líquido, concentrações de eletrólitos e equilíbrio ácido-base durante a terapia parenteral prolongada ou sempre que a condição do paciente ou a taxa de administração justificar tal evolução.
Hiperglicemia
A rápida administração de solução de glicose pode produzir hiperglicemia substancial e síndrome hiperosmolar.
Para evitar hiperglicemia a taxa de infusão não deve exceder a capacidade de uso de glicose no paciente.
Para reduzir o risco de complicações associadas a hiperglicemia, a taxa de infusão deve ser ajustada, se os níveis de glicose no sangue exceder níveis considerados aceitáveis para o paciente.
Solução glicofisiológica deve ser administrada com precauções em pacientes com:
- Tolerância diminuída a glicose como: diabetes mellitus, disfunção renal, ou na presença de sepsia, trauma ou choque;
- Desnutrição grave (risco de precipitar uma síndrome de realimentação);
- Deficiência em tiamina, em pacientes com alcoolismo crônico (risco de acidose lática grave devido ao metabolismo oxidativo prejudicado de piruvato);
- Distúrbios de hídricos e eletrólitos podem ser agravados devido ao aumento da glicose e/ou carga de água livre.
Outros grupos de pacientes nos quais a solução glicofisiológica deve ser administrado com precauções incluem:
- Pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico. Hiperglicemia tem sido implicado ao aumento de dano cerebral isquêmico prejudicando a recuperação após acidentes vasculares cerebrais isquêmicos agudos.
- Pacientes com traumatismo craniano grave (em particular durante as primeiras 24 horas após o trauma). Hiperglicemia precoce tem sido associada a maus resultados em pacientes com traumatismo craniano grave.
- Recém-nascidos (Ver questões relacionadas à glicemia pediátrica).
A administração intravenosa prolongada de glicose e hiperglicemia associada pode resultar na diminuição da taxa de secreção de insulina estimulada por glicose.
Síndrome de realimentação
A realimentação em pacientes gravemente subnutridos pode resultar na síndrome da realimentação, que é caracterizado pelo deslocamento de potássio, fosforo, magnésio e intracelularmente o paciente torna-se anabólico. A deficiência de tiamina e retenção de líquidos também podem desenvolver. Monitorização cuidadosa e lentamente com o aumento de ingestão de nutrientes, evitando excessos alimentares podem prevenir essas complicações.
Uso em pacientes com ou em risco de insuficiência renal grave
Deve ser administrado com cuidado especial em pacientes com ou em risco de deficiência renal grave. Nesses pacientes a administração de solução glicofisiológica pode resultar na retenção de sódio e/ou excesso de fluidos.
Uso por crianças
A taxa de infusão e o volume dependem da idade, peso, condições clínicas e metabólicas do paciente, terapia concomitante e devem ser determinados por um médico com experiência em fluidoterapia intravenosa pediátrica.
Os recém-nascidos, especialmente aqueles nascidos prematuros e com baixo peso ao nascer, estão em maior risco de desenvolver hipo ou hiperglicemia (diminuição ou aumento da glicose no sangue) e, portanto, precisam de um acompanhamento rigoroso durante o tratamento com soluções de glicose por via intravenosa para garantir o controle glicêmico adequado a fim de evitar possíveis efeitos adversos a longo-prazo.
A hipoglicemia (diminuição da glicose no sangue) no recém-nascido pode causar convulsões prolongadas, coma e danos cerebrais. Hiperglicemia (aumento da glicose no sangue) tem sido associada com hemorragia intraventricular, infecção por bactéria e por fungo de início tardio, retinopatia (doença da retina) da prematuridade, enterocolite (inflamação do intestino) necrosante, displasia broncopulmonar (crescimento anormal dos brônquios e pulmão), prolongamento do tempo de internação e morte.
Hiponatremia pediátrica
Crianças (incluindo recém-nascido e crianças com mais idade) estão em maior risco de desenvolvimento de hiponatremia, bem como para o desenvolvimento de encefalopatia hiponatrêmica. A hiponatremia aguda pode levar a dor de cabeça, náusea, convulsões, letargia e vômito. Pacientes com edema cerebral apresentam risco particular de lesão cerebral grave, irreversível e com risco de vida. Concentrações de eletrólitos de plasma devem ser cuidadosamente monitorizadas na população pediátrica. A rápida correção de hiponatremia é potencialmente perigosa (risco de complicações neurológicas graves). A dosagem e a taxa de administração devem ser determinadas por um médico experiente terapia de fluido intravenoso.
A solução não deve ser administrada simultaneamente com o sangue através do mesmo equipo de administração pela probabilidade de coagulação e hemólise.
Risco de embolia de ar
Não conecte recipientes plásticos flexíveis em série para evitar embolia gasosa devido ao possível ar residual contido no recipiente primário.
A pressurização de soluções intravenosas contidas em recipientes plásticos flexíveis para aumentar as taxas de fluxo pode resultar em embolia aérea se o ar residual no recipiente não for totalmente evacuado antes da administração.
O uso de um conjunto de administração intravenosa ventilada com a ventilação na posição aberta pode resultar em embolia gasosa. Conjuntos de administração intravenosa ventilada com a abertura na posição aberta não devem ser usados com recipientes plásticos flexíveis.
Uso em pacientes idosos
Ao selecionar o tipo de solução de infusão e o volume/velocidade de infusão para pacientes geriátricos, deve se considerar que os pacientes geriátricos geralmente são mais propensos a ter problemas cardíacos, renais e hepáticos e/ou outras doenças associada a terapia concomitante.
Gravidez e Amamentação
A infusão durante o trabalho de parto pode causar hiperglicemia fetal (aumento da glicose no sangue) e acidose metabólica bem como hipoglicemia neonatal (diminuição da glicose no sangue) neonatal devido a produção fetal de insulina.
Deve-se considerar cuidadosamente os riscos e benefícios em potencial para cada paciente específico antes de administra-lo.
Categoria “C” de risco na gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Capacidade de operar e dirigir máquinas
Não há efeitos conhecidos na capacidade de dirigir ou operar máquinas.
Atenção: Este medicamento contém Açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)