Quais cuidados devo ter ao usar o SmofKabiven?
A capacidade de eliminar lipídios é individual e, portanto, deve ser monitorada de acordo com a rotina do médico. Isto, em geral, é feito através da checagem dos níveis de triglicerídeos. A concentração de triglicerídeos no soro sanguíneo não deve exceder 4 mmol/L durante a infusão. Uma superdose pode levar à síndrome da sobrecarga de lipídios.
SmofKabiven, SmofKabiven Peripheral e SmofKabiven Extra Nitrogen devem ser administrados com cautela em condições de comprometimento do metabolismo lipídico, o qual pode acontecer em pacientes com insuficiência renal, diabetes mellitus, pancreatite, função hepática comprometida, hipotireoidismo e sepse.
Este medicamento contém óleo de soja, óleo de peixe e lecitina de ovo, o qual pode, raramente, causar reações alérgicas. Pode-se observar reação alérgica cruzada entre óleo de soja e amendoim.
Para evitar riscos associadas à taxa de infusão muito rápida, recomenda-se o uso de uma infusão contínua e bem controlada, se possível, usando uma bomba volumétrica.
Distúrbios do balanço de fluídos e eletrólitos (por exemplo: altas ou baixas concentrações séricas de eletrólitos) devem ser corrigidas antes do início da infusão.
SmofKabiven, SmofKabiven Peripheral e SmofKabiven Extra Nitrogen devem ser administrados com cautela em pacientes com tendência à retenção de eletrólitos. Recomenda-se monitoramento clínico especial no início de qualquer infusão intravenosa. Caso haja algum sinal de anormalidade, a infusão deve ser interrompida.
Como um elevado risco de infecções está associado ao uso das veias centrais e periféricas, precauções assépticas estritas devem ser adotadas a fim de evitar qualquer contaminação durante a inserção do cateter e manipulação.
Glicose sérica, eletrólitos e osmolaridade, assim como o balanço hídrico, equilíbrio ácido-base e enzimas hepáticas devem ser monitorados.
A contagem de células sanguíneas (hemograma) e a coagulação devem ser monitoradas quando lipídios são administrados por um longo período.
Em pacientes com insuficiência renal, a administração de fosfato e potássio deve ser cuidadosamente controlada para prevenir hiperfosfatemia e hipercalemia.
O seu médico pode necessitar regularmente de fazer análises do sangue para testes da função hepática e outros valores.
A quantidade de eletrólitos individuais a ser adicionada é definida pelas condições clínicas do paciente e pelo monitoramento frequente dos níveis séricos.
A nutrição parenteral deve ser administrada com cautela em pacientes com acidose láctica, fornecimento insuficiente de oxigênio celular e osmolaridade sérica aumentada.
Qualquer sinal ou sintoma de reação anafilática (tais como febre, tremores, rash ou dispnéia) deve levar à imediata interrupção da infusão.
O teor de lipídios de SmofKabiven, SmofKabiven Peripheral e SmofKabiven Extra Nitrogen pode interferir com certos exames laboratoriais (por exemplo, bilirrubina, lactato desidrogenase, saturação de oxigênio, hemoglobina) caso o sangue seja colhido antes da eliminação adequada dos lipídios da corrente sanguínea. Na maioria dos pacientes, os lipídios são eliminados após um intervalo de 5 – 6 horas sem administração de lipídios.
A infusão intravenosa de aminoácidos é acompanhada pelo aumento da excreção urinária de oligoelementos, em particular cobre e zinco. A dosagem de oligoelementos deve ser considerada, especialmente durante uma infusão intravenosa por longo tempo. Deve ser considerada a quantidade de zinco administrada com SmofKabiven, SmofKabiven Peripheral e SmofKabiven Extra Nitrogen.
Em pacientes desnutridos, o início da nutrição parenteral pode acelerar as alterações de fluídos resultando em edema pulmonar e insuficiência cardíaca congestiva, bem como uma redução na concentração sérica de potássio, fósforo, magnésio e vitaminas hidrossolúveis. Estas alterações podem ocorrer dentro de 24 a 48 horas, portanto, recomenda-se cuidado e o início lento da nutrição parenteral neste grupo de pacientes, além de um estreito monitoramento e ajustes apropriados de fluídos, eletrólitos, minerais e vitaminas.
SmofKabiven, SmofKabiven Peripheral e SmofKabiven Extra Nitrogen não devem ser administrados simultaneamente com sangue no mesmo equipo de infusão, devido ao risco de pseudoaglutinação.
Em pacientes com hiperglicemia, pode ser necessária a administração exógena de insulina.
São preparações de composição complexa. Portanto, é altamente recomendável não adicionar outras soluções se a compatibilidade não for comprovada.
Se durante a perfusão tiver febre, erupção na pele, inchaço, dificuldade em respirar, arrepios, suores, náuseas ou vômitos, informe o profissional de saúde imediatamente porque estes sintomas podem ser causados por uma reação alérgica ou porque lhe foi administrado muito medicamento.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Não há recomendações especiais de administração para idosos, no entanto, devem ser consideradas as particularidades do paciente, como função renal e hepática.
Devido à composição da solução de aminoácidos, SmofKabiven, SmofKabiven Peripheral e SmofKabiven Extra Nitrogen não é recomendado para uso em recém-nascidos e crianças abaixo de 2 anos. Não há experiência clínica do uso de SmofKabiven, SmofKabiven Peripheral e SmofKabiven Extra Nitrogen em crianças e adolescentes (entre 2 e 18 anos).
Gravidez e lactação
Não foram realizados estudos específicos para a avaliação da segurança de SmofKabiven, SmofKabiven Peripheral e SmofKabiven Extra Nitrogen durante a gravidez e a lactação. Não há estudos disponíveis da toxicidade reprodutiva em animais. A nutrição parenteral pode se tornar necessária durante a gravidez e lactação. Avaliar com o seu médico o risco/benefício antes da administração de SmofKabiven, SmofKabiven Peripheral e SmofKabiven Extra Nitrogen neste grupo de pacientes.
Categoria de risco na gravidez: C.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Atenção fenilcetonúricos: contém fenilalanina.
Exclusivo Smofkabiven e Smofkabiven Peripheral: Tromboflebites podem ocorrer quando utilizado o acesso venoso periférico. O local de inserção do cateter deve ser avaliado diariamente.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)