Como usar o Santropina?
Em geral, a administração intravenosa é preferida, mas a administração subcutânea, intramuscular, endotraqueal e intraóssea é possível.
A posologia deve ser estabelecida a critério médico.
A injeção intravenosa deve ser feita lentamente. De modo geral, recomenda-se:
Dosagem em adultos
Tabela 1: Dosagem recomenda em pacientes adultos:
Uso | Dose Inicial | Tratamento continuado |
Antisialogogo ou outro antivagal (pré-anestesia e durante cirurgia) | 0,5 a 1 mg IV/IM/SC 30 a 60 minutos pré-operatório | Repita conforme a necessidade a cada 4-6 horas. |
| Envenenamento por organofosforados, carbamatos ou cogumelos muscarínicos | 1 a 6 mg IV/IM/ET dependendo da gravidade dos sintomas | Repita conforme a necessidade a cada 3 a 5 minutos. A dose pode ser dobrada a cada administração até obtenção da resposta (broncoespasmo reduzido, oxigenação melhorada e secagem das secreções pulmonares). |
Bradicardia sintomática* | 0,5 mg IV/IM ou 1 a 2 mg ET diluindo em não mais | Conforme a necessidade a cada 3 a 5 minutos |
| --- | de 10 mL de água estéril para injeção ou cloreto de sódio a 0,9% | Dose total máxima: 3 mg |
IV=intravenoso; IM=intramuscular; SC=subcutâneo; ET=endotraqueal
*Não confie na atropina no bloqueio AV de segundo grau ou de terceiro grau tipo II com complexos QRS largos, pois essas bradiarritmias provavelmente não respondem à reversão dos efeitos colinérgicos pela atropina. A atropina não tem efeito sobre a bradicardia em pacientes com corações transplantados.
Dosagem em pacientes pediátricos
Tabela 2: Dosagem recomendada em pacientes pediátricos:
| Uso | Dose Inicial | Tratamento continuado | |
Antisialogogo ou outro antivagal (préanestesia e durante a cirurgia)* | 0,02 mg/kg IV/IM/SC 30-60 minutos no pré-operatório | Repita conforme a necessidade a cada 4-6 horas | |
Dose única máxima | Dose total máxima: | ||
Envenenamento por organofosforado, carbamato ou cogumelos muscarínico | 0,02 a 0,06 mg/Kg IV/IM/IO/ET | Repita conforme a necessidade a cada 5 minutos. | |
Bradicardia sintomática devido ao aumento do tom vagal ou bloqueio de condução AV primário (não secundário a hipóxia )** | 0,02 mg/Kg IV/IO ou 0,04 a 0,06 mg/Kg via tubo endotraqueal seguido de 1 a 5 mL descarga de solução salina normal seguido por 5 ventilações | Repita conforme a necessidade a cada 5 minutos | |
IV=intravenoso; IM=intramuscular; SC=subcutâneo; IO=intraósseo; ET=endotraqueal;
*Evidências disponíveis não apoiam o uso rotineiro de atropina na intubação de emergência de bebês e crianças gravemente doentes, exceto em intubações de emergência específicas quando há maior risco de bradicardia.
**A atropina não tem efeito sobre a bradicardia em pacientes com corações transplantados.
Dosagem em pacientes com cardiopatia isquêmica
Limite a dose total de sulfato de atropina a 0,03 a 0,04 mg/kg.
Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.
Preparo do produto
O profissional da saúde deverá inspecionar, antes de sua utilização, se a solução no interior da ampola está na forma líquida, livre de fragmentos ou de alguma substância que possa comprometer a eficácia e a segurança do medicamento. O profissional não deverá utilizar o produto ao verificar qualquer alteração que possa prejudicar o paciente.
Deve ser administrado por profissionais experientes e em locais onde contenham os equipamentos necessários para emergências.
Administração
A Santropina é apresentada em ampolas de 1 mL contendo 0,25 mg e 2mL contendo 0,50 mg de sulfato de atropina, para administração parenteral (IV, IM ou por via subcutânea).
A administração desse medicamento somente deve ser realizada por profissionais da saúde experientes e em ambiente hospitalar.
Conservação depois de aberto
O eventual conteúdo remanescente na ampola, após a definição da posologia, deve ser desprezado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)