Ação da Substância - Rubenti

Bula Rubenti

Princípio ativo: Mebeverina

Classe Terapêutica: Antiespasmódicos e Anticolinérgicos Puros

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Qual a ação da substância do Rubenti?

Resultados de Eficácia


Alguns dados clínicos da Mebeverina foram obtidos durante as décadas de 70 e 80, desde então as recomendações para desenho dos estudos clínicos mudaram consideravelmente.

A eficácia de Mebeverina foi avaliada em mais de 1500 pacientes. Os critérios de avaliação da eficácia foram:

  • Avaliação clínica global, dor abdominal, mudanças no hábito de evacuação e alterações em outros sintomas relacionados à síndrome do intestino irritável (SII). Muitos pacientes relataram melhorias consideráveis com o uso de Mebeverina, o que constitui valor terapêutico considerável por tratar-se de uma doença dolorosa. Uma meta análise com cinco estudos clínicos placebo controlados demonstrou melhora, na avaliação global, significativamente maior com uso de Mebeverina do que com placebo (odds ratio 2,04, p<0,01) (Poynard, et al., 1994). Um estudo placebo controlado falhou em demonstrar vantagem no uso de Mebeverina em comparação com placebo. Este f ato não pode ser usado na avaliação da eficácia do medicamento devido a falhas no desenho do estudo.

Em estudos com comparadores ativos, a Mebeverina, assim como os comparadores, melhorou a sintomatologia em relação ao início do tratamento. Na maioria dos estudos, a melhora dos sintomas com o uso de Mebeverina ou comparadores foi semelhante. Os estudos abertos, baseline-controlados, demonstraram que a maioria dos pacientes se beneficiou com o tratamento com Mebeverina. Quase todos os estudos demonstraram melhora geral assim como melhora dos sintomas, particularmente, da dor abdominal. Não houve diferenças relevantes entre a s diferentes formulações testadas.

Referências Bibliográficas:

POYNARD, T.; NAVEAU, S.; MORY, B.; et al.Meta-analysis of smooth muscle relaxants in the treatment of irritable bowel syndrome. Aliment Pharmacol Ther 1994; 8: 499-510.

Características Farmacológicas


Propriedades farmacodinâmicas

Mecanismo de ação e efeitos farmacodinâmicos

A Mebeverina é um antiespasmódico musculotrópico com ação direta sobre a musculatura lisa do trato gastrointestinal, sem afetar a motilidade intestinalnormal. O exato mecanismo de ação é desconhecido, m as mecanismos múltiplos, tais como a redução da permeabilidade dos canais de íon, o bloqueio da recaptação de noradrenalina, o efeito anestésico local, alterações na absorção de água podem contribuir para o efeito local da Mebeverina no trato gastrointestinal. Através destes mecanismos, a Mebeverina tem efeitos antiespamódicos, resultando na normalização da motilidade intestinal sem exercer um relaxamento permanente das células do músculo liso no trato gastrointestinal(chamado de hipotonia).Os efeitos colaterais sistêmicos, como observados com anticolinérgicos comuns, estão ausentes.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A Mebeverina é rapidamente e completamente absorvida após administração oral das cápsulas. A formulação de liberação modificada permite a administração em duas doses diárias.

Distribuição

Não ocorre acúmulo significativo após doses múltiplas.

Biotransformação

O cloridrato de Mebeverina é metabolizado principalmente pelas esterases, responsáveis inicialmente pela quebra das ligações estéricas em ácido verátrico e Mebeverina alcoólica.

O principal metabólito presente no plasma é o DMAC (ácido carboxílico desmetilado).

A meia-vida de eliminação do DMAC no estado de equilíbrio é de 5,77h.Durante doses múltiplas (200 mg, 2 vezes ao dia) a Cmáx do DMAC é 804 ng/mL e a Tmáx é cerca de 3 horas.

A biodisponibilidade relativa das cápsulas de liberação modificada parece ser ideal com uma proporção média de 97%.

Eliminação

A Mebeverina não é excretada de forma inalterada, mas metabolizada completamente; os metabólitos são excretados quase que completamente. O ácido verátrico é excretado na urina, a Mebeverina alcoólica também é excretada na urina; parcialmente como o correspondente ácido carboxílico (MAC) e parcialmente como ácido carboxílico desmetilado (DMAC).

População pediátrica

Não foram conduzidos estudos farmacocinéticos com Mebeverina em crianças.

Dados de segurança pré-clínica

Efeitos em estudos de dose repetida após doses orais e parenterais indicaram o envolvimento do sistema nervoso central na excitação comportamental, principalmente tremores e convulsões. No cão, a espécie mais sensível, estes efeitos foram observados com doses orais equivalentes a 3 vezes a dose clínica máxima recomendada de 400 mg/dia, baseada em comparações da área de superfície corporal (mg/m2).

A toxicidade reprodutiva da Mebeverina não foi suficientemente investigada em estudos com animais. Não há indicação de potencial teratogênico em ratos e coelhos. Entretanto, efeitos embriotóxicos (redução no tamanho da prole, aumento na incidência de reabsorção) foram observados em ratos com doses equivalentes a duas vezes a dose clínica máxima. Este efeito não foi observado em coelhos.

Efeitos na fertilidade masculina ou feminina não foram observados em ratos com doses equivalentes à dose clínica máxima.

Em testes de genotoxicidade convencionais, a Mebeverina não apresentou efeitos genotóxicos. Não foram realizados estudos carcinogênicos.

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