Reações Adversas - Rocefin IV

Bula Rocefin IV

Princípio ativo: Ceftriaxona

Classe Terapêutica: Cefalosporinas Injetáveis

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Rocefin IV?

Estudos clínicos

As reações adversas mais frequentemente reportadas para Rocefin® são eosinofilia (aumento de um tipo de glóbulos brancos que geralmente indicam alergia ou infestação por vermes), leucopenia (redução de glóbulos brancos), trombocitopenia (redução das plaquetas, elemento do sangue que participa da coagulação), diarreia, erupção cutânea e aumento das enzimas hepáticas (substâncias que indicam lesão do fígado no exame de sangue). Os dados para determinar a frequência das reações adversas de Rocefin® foram obtidos de estudos clínicos.

Resumo tabular das reações adversas de estudos clínicos

As reações adversas ao medicamento dos estudos clínicos (Tabela 2) foram listadas de acordo com a classe de sistemas e órgãos MedDRA.

A categoria de frequência correspondente para cada reação adversa ao medicamento é baseada na seguinte convenção:
  • Muito comum (≥1/10),
  • Comum (≥1/100 a <1/10),
  • Incomum (≥1/1.000 a <1/100) ,
  • Rara (≥1/10.000 a <1/1000).

Tabela 2 - Resumo das reações adversas que ocorrem em pacientes tratados com Rocefin® em ensaios clínicos:

Reação AdversaCategoria de frequência
Distúrbios do sangue e do sistema linfático
EosinofiliaComum
LeucopeniaComum
TrombocitopeniaComum
Granulocitopenia (redução de um tipo específico de glóbulos brancos, principalmente os neutrófilos)Incomum
AnemiaIncomum
Coagulopatia (distúrbios de coagulação)Incomum
Distúrbios gastrintestinais
DiarreiaComum
Fezes amolecidasComum
NáuseaIncomum
VômitoIncomum
Distúrbios gerais e condições de administração
Flebite (inflamação da veia)Incomum
Reações no local da administraçãoIncomum
FebreIncomum
Edema (inchaço)Rara
CalafriosRara
Distúrbios hepatobiliares
Aumento das enzimas hepáticasComum
Infecções e infestações
Infecção fúngica no trato genitalIncomum
Colite pseudomembranosa (inflamação do intestino causada pela multiplicação excessiva de certas bactérias depois do uso de antibióticos de amplo espectro)Rara
Investigações
Aumento da creatinina sérica (substância que indica lesão dos rins no exame de sangue)Incomum
Distúrbios do sistema nervoso
CefaleiaIncomum
TonturaIncomum
Distúrbios renais e urinários
Hematúria (presença de sangue na urina)Rara
Glicosúria (presença de açúcar na urina)Rara
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
Broncoespasmo (chiado no peito, sibilos)Rara
Distúrbios de pele e tecido subcutâneo
Erupção cutâneaComum
Prurido (coceira)Incomum
Urticária (lesões avermelhadas na pele)Rara

Experiência Pós-comercialização

As reações adversas a seguir foram identificadas durante o período de pós-comercialização de Rocefin®. Essas reações foram reportadas por uma população de tamanho incerto, portanto, não é possível estimar com segurança sua frequência e/ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao fármaco.

  • Problemas gastrintestinais: pancreatite (inflamação do pâncreas), estomatite (inflamação da mucosa oral) e glossite (inflamação da língua).
  • Alterações hematológicas: casos isolados de agranulocitose (quando a medula óssea deixa de produzir um tipo de glóbulos brancos, principalmente os neutrófilos) foram relatados, a maior parte deles após 10 dias de tratamento e doses totais de 20 g ou mais.
  • Reações cutâneas: pustulose exantemática generalizada aguda (lesões avermelhadas com pus, disseminadas por todo o corpo) e casos isolados de reações cutâneas graves, como eritema multiforme (lesões generalizadas de pele com formatos diversos, incluindo manchas vermelhas, bolhas, nódulos avermelhados), síndrome de Stevens Johnson ou Síndrome de Lyell / necrólise epidérmica tóxica (manifestações cutâneas de quadros graves de hipersensibilidade, em que o paciente apresenta lesões extensas de bolhas e descamação da pele, como se fosse uma grande queimadura).
  • Alterações no sistema nervoso: convulsão, encefalopatia.
    Encefalopatia reversível foi relatada com o uso de cefalosporinas, incluindo ceftriaxona, particularmente quando altas doses são administradas em pacientes com insuficiência renal e fatores predisponentes adicionais, como idade avançada, distúrbios pré-existentes do sistema nervoso central.
  • Infecções e infestações: superinfecção.
  • Outros efeitos colaterais raros: pedra na vesícula, icterícia (amarelão) , kernicterus (um tipo de icterícia grave com comprometimento cerebral), oligúria (diminuição do volume urinário), reações anafiláticas e anafilactoides (reações alérgicas graves que podem levar ao óbito, com inchaço no trato respiratório que impede a respiração e choque).
    O ultrassom da vesícula biliar pode mostrar imagens de sedimento (que podem ser confundidas com cálculos) que desaparecem com a suspensão do medicamento.
  • Interação com cálcio: em recém-nascidos que receberam Rocefin® e soluções que continham cálcio, foi relatado um pequeno número de casos fatais, nos quais um material cristalino foi observado nos pulmões e rins durante a autópsia. Em alguns desses casos, a mesma linha de infusão intravenosa foi usada para Rocefin® e para as soluções contendo cálcio, e em algumas dessas vias de infusão, foi observado um precipitado. Pelo menos uma fatalidade foi relatada com um recém-nascido no qual Rocefin® e soluções que continham cálcio foram administrados em diferentes momentos, em vias de infusão diferentes; e nenhum material cristalino foi observado na autópsia desse neonato. Não houve relatos semelhantes em pacientes não neonatos.
  • Casos de precipitação de ceftriaxona no trato urinário foram relatados, principalmente em crianças que foram tratadas com altas doses (por exemplo, doses maiores ou iguais a 80 mg/kg/dia ou com dose total excedendo 10 g), e que apresentavam outros fatores de risco (por exemplo desidratação, confinamento a cama). Esse evento pode ser assintomático ou sintomático, e pode levar à obstrução da uretra e insuficiência renal aguda, mas é geralmente reversível com a descontinuação de Rocefin®.
  • Efeitos colaterais locais: em raros casos, reações de flebite (inflamação da veia) ocorrem após administração intravenosa. Estas podem ser minimizadas pela prática de injeção lenta do produto (2 – 4 min).
  • Investigações: resultados falso positivos para os testes de Coombs (usado no diagnóstico de doenças autoimunes e doença hemolítica do recém-nascido), galactosemia (doença hereditária no qual o corpo não consegue transformar galactose em glicose) e métodos não enzimáticos para determinação da glicose.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

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