Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Revirax?

As mais freqüentes e sérias reações adversas incluem anemia (na maioria das vezes requerendo transfusões), neutropenia e leucopenia. Elas ocorrem com maior freqüência com doses mais altas (1200-1500 mg/dia) e nos pacientes com AIDS (especialmente quando a reserva de medula óssea é baixa antes do tratamento), particularmente em pacientes com contagens de células CD4+ inferiores a 100/mm3.A redução da dose ou a suspensão do tratamento pode ser necessária (ver Posologia).
A incidência de neutropenia foi também aumentada em pacientes com neutropenia ou anemia preexistentes, naqueles com baixos níveis de vitamina B12 e naqueles que tomavam paracetamol concomitantemente. A ocorrência de toxicidade hematológica apresentou-se relacionada inversamente ao número de linfócitos CD4 (T4), hemoglobina e contagem de granulócitos, quando da admissão ao estudo, e diretamente relacionada à dose e duração do tratamento. A freqüência de granulocitopenia e anemia, de acordo com os níveis de CD4 (T4) dos pacientes, é demonstrada na tabela a seguir:
Níveis de CD4 (T4) no pré-tratamento
< 200/mm3 > 200/mm3
Anormalidade Zidovudina (n = 113) Placebo (n = 105) Zidovudina (n = 30) Placebo (n = 30)
Granulocitopenia (< 750/mm3) 47% 10% 10% 3%
Anemia (Hb<7,5 g/dl) 30% 6% 3% 0%

Uma vez que muitos pacientes já eram anêmicos e/ou granulocitopênicos antes do início do tratamento com a zidovudina, o exame de grau de alteração pode ser mais informativo, conforme demostra a tabela a seguir:

Níveis de CD4 (T4) no pré-tratamento
< 200/mm3 > 200/mm3
Anormalidade % de decréscimo a partir da linha de base Zidovudina (n = 113) Placebo (n = 105) Zidovudina (n = 30) Placebo (n = 30)
Granulocitopenia > 50% 55% 19% 40% 13%
Anemia > 25% 45% 14% 10% 10%

A anemia parece ser conseqüência da maturação comprometida de eritrócitos, como foi evidenciado pelo aumento de macrocitose (MCV) durante a administração da droga. Outras ocorrências adversas mais freqüentes incluem náusea, cefaléia, "rash" cutâneo, dor abdominal, febre, mialgia, parestesia, vômito, insônia, astenia, dispepsia, mal-estar e anorexia. Exceto pela náusea, que foi significativamente mais comum em pacientes em tratamento com a zidovudina em todos os estudos, a incidência dessas ocorrências não foi consistentemente relatada para que fosse mais comum do que no grupo de pacientes que receberam placebo.
Cefaléia grave, mialgia e insônia foram comuns em pacientes em estágio inicial de infecção por HIV tratados com zidovudina. Outras ocorrências adversas relatadas incluem sonolência, diarréia, tontura, sudorese, dispnéia, flatulência, paladar desagradável, dor torácica, perda de acuidade mental, ansiedade, aumento da freqüência urinária, depressão, dor generalizada, calafrios, tosse, urticária, prurido e síndrome semelhante à gripe. A incidência dessas e de outras ocorrências ainda mais raras foi semelhante tanto nos pacientes tratados com zidovudina como naqueles que receberam placebo. Dados disponíveis, tanto de estudos controlados com placebo quanto de estudos abertos, indicam que a incidência de náusea e de outras reações adversas freqüentemente relatadas em estudos clínicos diminui consistentemente ao longo do tempo durante as primeiras semanas de tratamento com a zidovudina pode auxiliar na avaliação e controle destas condições:
· miopatia;
· pancitopenia com hipoplasia da medula e trombocitopenia isolada;
· acidose láctica na ausência de hipoxemia, distúrbios hepáticos, tais como: hepatomegalia grave com esteatose, elevação dos níveis sangüíneos de enzimas hepáticas e bilirrubina;
· pancreatite;
· pigmentação das unhas, da pele e da mucosa oral.

Convulsões e outros eventos cerebrais também foram relatados em pacientes recebendo zidovudina em estudos abertos. No entanto, a relação entre estes eventos e o uso da zidovudina é difícil de avaliar. Além disso, o peso da evidência indica um efeito benéfico global da zidovudina em desordens neurológicas associadas ao HIV.

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