Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Resfriol maior do que a recomendada?
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Em casos de superdosagem, procure imediatamente um médico ou centro de intoxicação O suporte médico é fundamental para adultos e crianças, mesmo que se os sinais e sintomas de intoxicação não estiverem presentes.
Nos casos de ingestão excessiva de paracetamol acima de 10 g (ou 25 comprimidos), o paciente deve ser monitorizado até que o médico esteja certo de não haver hepatotoxicidade.
Os sinais de superdose incluem:
- Vômitos;
- Náuseas;
- Dor no quadrante superior do abdome;
- Palidez cutânea.
As evidências clínicas e laboratoriais da hepatoxicidade podem não ser aparentes até 48 a 72 horas após a ingestão, portanto recomenda-se que o paciente fique em observação durante esse período.
O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível:
O estômago deve ser esvaziado imediatamente através de aspiração gástrica e lavagem, ou por indução da emese com xarope de ipeca.
A estimativa da quantidade ingerida, principalmente se fornecida pelo paciente, não é um dado confiável. Portanto, a determinação da concentração sérica de paracetamol deve ser obtida o mais rápido possível, mas não antes de 4 horas após a ingestão.
Determinação da função hepática deve ser obtida inicialmente e a seguir a cada 24 horas. O antídoto N-acetilcisteína (fluimucil 20%), deve ser administrado com urgência e dentro das 16 primeiras horas após a ingestão para se obter bons resultados.
O seguinte esquema pode ser utilizado, usando N-acetilcisteína injetável:
Dose inicial de 150 mg/kg de peso, intravenosa por 15 minutos, seguida de infusão de 50 mg/kg de peso em 500 ml de dextrose 5% por 4 horas e a seguir 100mg/kg de peso em 1 litro de dextrose 5% nas próximas 16 horas ( totalizando 300 mg/kg de peso em 20 horas).
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)