Qual a ação da substância do Propan?
Resultados de Eficácia
Em estudo realizado com o uso de cloridrato de buclizina associado a vitaminas durante o período de 2 meses, na maioria dos 46 pacientes (94%), houve estimulação do apetite e aumento do peso corporal. O aumento do peso corporal no período considerado variou de 600 gramas a 10 quilos (SILVA, 1968).
Caracteríticas Farmacológicas
Sua ação eutrófica e estimulante do crescimento e desenvolvimentos orgânicos são explicadas pela atividade de seus componentes:
A buclizina, um derivado piperazínico com ações orexígena, antihistamínica e antiemética, possui acentuado efeito orexígeno, a semelhança de alguns outros anti-histamínicos. O mecanismo dessa ação estimulante do apetite ocorre devido à alteração da atividade serotoninérgica no centro do apetite no hipotálamo. Sua leve ação sedativa contribui também para reforçar o efeito orexígeno. A buclizina possui ainda um discreto efeito antimuscarínico central (CASTELAR, 1966).
A lisina, um aminoácido essencial, é de máxima importância para o anabolismo protéico e equilíbrio nitrogenado, sobretudo durante o crescimento (CAMILO-COURA, 1968).
A tiamina (Vit. B1) ajuda a liberar energia dos carboidratos, necessária para o bom funcionamento das células nervosas e do coração. Auxilia também na formação de hormônios e glóbulos vermelhos. A tiamina tem como metabólito ativo o pirofosfato de tiamina, que age no metabolismo dos carboidratos como coenzima na descarboxilação dos alfacetoácidos, como piruvato e alfacetoglutarato e na utilização da pentose no desvio da hexose monofosfato. A necessidade está relacionada com a velocidade metabólica e é aumentada quando o carboidrato é a fonte de energia.
Sua absorção gastrintestinal é dependente de transporte ativo, podendo ser por difusão passiva em grandes concentrações. Sua excreção, quando ultrapassada sua capacidade de absorção, é pela urina (MARTINDALE, 2009).
A riboflavina (Vit. B2), na mucosa intestinal é transformada em flavina mononucleotídeo (FMN) que, no fígado, é convertido à flavina adenina dinucleotídeo (FAD). FMN e FAD atuam como coenzimas, que são necessárias para a respiração tecidual normal. A riboflavina participa também na ativação da piridoxina e conversão do triptofano em ácido nicotínico. Pode estar compreendida na manutenção da integridade dos eritrócitos. O excedente da riboflavina que não foi absorvido é eliminado intacto pela urina e também pelas bactérias intestinais (MARTINDALE, 2009).
O cloridrato de piridoxina (Vit. B6) exerce importante papel no metabolismo dos ácidos graxos essenciais, assim como no metabolismo de vários aminoácidos, especialmente o triptofano.
Tem um nível de absorção sérico, após ingestão oral, em torno de 1,25 horas. Sua absorção ocorre na porção jejunal do tubo gastrintestinal e possui uma meia-vida longa de aproximadamente 15 a 20 dias. Sua excreção é urinária (MARTINDALE, 2009).
A cianocobalamina (Vit. B12) atua como coenzima em várias funções metabólicas, incluindo o metabolismo de gorduras e carboidratos e a síntese de proteínas. É necessária no crescimento, replicação celular, hematopoese e síntese de nucleoproteínas e mielina, devido seus efeitos sobre o metabolismo de metionina, ácido fólico e ácido melônico. É absorvida facilmente no trato gastrintestinal, exceto em casos de síndrome de má absorção. A eliminação ocorre predominantemente pelas fezes, já que a eliminação pela urina é processa-se lentamente (SILVA, 1998).
O ácido nicotínico é convertido, in vivo, à nicotinamida. Esta é componente de duas coenzimas: nicotinamida adenina dinucleotídio (NAD) e nicotinamida adenina dinucleotídio fosfato (NADP). Estas coenzimas são necessárias para a respiração tecidual, glicogenólise e metabolismo de lipídios, aminoácidos, proteínas e purinas. É absorvida em todas as porções do trato intestinal e é distribuída para todos os tecidos. Sua excreção é urinária. (MARTINDALE, 2009).
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)