Como usar - Premexede

Bula Premexede

Princípio ativo: Pemetrexede Dissódico

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Como usar o Premexede?

Considerações importantes

Pemetrexede Dissódico deve ser administrado mediante a supervisão de um médico qualificado e experiente no uso de agentes antineoplásicos. Como com outros agentes antineoplásicos potencialmente tóxicos, o manuseio e preparação das soluções para infusão de Pemetrexede Dissódico devem ser feitos com precaução, na capela de fluxo laminar. O uso de luvas é recomendado. Se a solução de Pemetrexede Dissódico entrar em contato com a pele, lavar o local imediatamente e completamente com água e sabão. Se Pemetrexede Dissódico entrar em contato com mucosas, enxaguá-las abundantemente com água. Várias diretrizes publicadas estão disponíveis sobre o manuseio e classificação de agentes antineoplásicos. Não há um consenso se todos os procedimentos descritos nos diferentes guias são necessários ou recomendados.

Pemetrexede Dissódico não é vesicante. Não há um antídoto específico para o extravasamento de Pemetrexede Dissódico. Até o momento, houve alguns relatos de extravasamento de Pemetrexede Dissódico, que não foram avaliados como graves. O extravasamento de Pemetrexede Dissódico deve ser tratado conforme a prática padrão local para extravasamento de agentes não vesicantes.

Preparo para a administração da infusão intravenosa

  • Usar técnica asséptica durante a reconstituição e posterior diluição de Pemetrexede Dissódico para administração intravenosa;
  • Calcular a dose e o número de frascos necessários de Pemetrexede Dissódico. Cada frasco contém 100 mg ou 500 mg de Pemetrexede Dissódico, além de um excesso de Pemetrexede Dissódico para possibilitar a obtenção mais exata da quantidade declarada no rótulo;
  • Antes da administração, reconstituir o frasco de 500 mg de Pemetrexede Dissódico com 20 mL de cloreto de sódio injetável a 0,9% (sem conservante), o que resulta numa solução contendo 25 mg/mL de Pemetrexede Dissódico. Reconstituir cada frasco de 100 mg com 4,2 mL de cloreto de sódio injetável a 0,9% (sem conservante), o que resulta numa solução contendo 25 mg/mL de Pemetrexede Dissódico. Girar suavemente cada frasco até que o pó esteja completamente dissolvido. A solução resultante é clara e pode ter coloração amarelada ou verde-amarelada sem afetar a qualidade do produto. O pH da solução reconstituída de Pemetrexede Dissódico está entre 6,6 e 7,8. É necessária diluição posterior;
  • O volume adequado da solução reconstituída de Pemetrexede Dissódico deve ser diluído posteriormente para 100 mL com cloreto de sódio injetável a 0,9% (sem conservante) e administrado como infusão intravenosa em 10 minutos;
  • Produtos parenterais devem ser inspecionados visualmente quanto a partículas e descoloração antes da administração. Se forem observadas partículas, não administrar;
  • Pemetrexede Dissódico, bem como o diluente recomendado, não contêm agentes antimicrobianos. Por esse motivo, recomenda-se que as soluções reconstituídas e de infusão sejam utilizadas imediatamente após o preparo. A estabilidade química e física das soluções reconstituídas e de infusão de Pemetrexede Dissódico foi demonstrada por até 24 horas após a reconstituição inicial, quando armazenadas à temperatura entre 2 e 8ºC. Descartar qualquer porção não usada.

A reconstituição e posterior diluição antes da infusão intravenosa somente é recomendada com cloreto de sódio injetável a 0,9% (sem conservante). Pemetrexede Dissódico é fisicamente incompatível com diluentes que contenham cálcio, incluindo Ringer Lactato e Ringer, que não devem ser, portanto, usados. A coadministração de Pemetrexede Dissódico com outras drogas e diluentes não foi estudada e, portanto, não é recomendada.

Posologia do Pemetrexede Dissódico


Mesotelioma Pleural Maligno

Uso combinado com cisplatina

A dose recomendada de Pemetrexede Dissódico é de 500 mg/m2, administrada por infusão intravenosa em 10 minutos, no primeiro dia de cada ciclo de 21 dias. A dose recomendada de cisplatina é 75 mg/m2 por infusão intravenosa em 2 horas, iniciando-se aproximadamente 30 minutos após o final da administração de Pemetrexede Dissódico no primeiro dia de cada ciclo de 21 dias. Os pacientes devem receber hidratação apropriada antes e/ou após receberem cisplatina. O tratamento com Pemetrexede Dissódico deve ser continuado até a progressão da doença de base.

Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas com Histologia de Células Não Escamosas localmente avançado ou metastático

Uso combinado com cisplatina

A dose recomendada de Pemetrexede Dissódico é de 500 mg/m2, administrada por infusão intravenosa em 10 minutos, no primeiro dia de cada ciclo de 21 dias. A dose recomendada de cisplatina é 75 mg/m2 por infusão intravenosa, iniciando aproximadamente 30 minutos após o final de administração de Pemetrexede Dissódico no primeiro dia de cada ciclo de 21 dias. Pacientes devem receber hidratação apropriada antes e/ou após receberem cisplatina. O tratamento com Pemetrexede Dissódico deve ser continuado até a progressão da doença de base.

Uso combinado com pembrolizumabe e quimioterapia à base de platina

A dose recomendada de Pemetrexede Dissódico, quando administrada com pembrolizumabe e quimioterapia à base de platina para o tratamento inicial de CPCNP não escamoso, metastático em pacientes com clearance de creatinina (calculado pela fórmula de Cockcroft-Gault) de 45 mL/min ou mais, é de 500 mg/m2 administrada por infusão intravenosa em 10 minutos, depois de pembrolizumabe e antes da carboplatina ou cisplatina, no primeiro dia de cada ciclo de 21 dias por 4 ciclos. Após completar a terapia à base de platina, o tratamento com ALIMTA, com ou sem pembrolizumabe, deve ser administrado até progressão da doença ou toxicidade inaceitável. Veja também as bulas de pembrolizumabe e da carboplatina ou cisplatina.

Agente isolado

A dose recomendada de Pemetrexede Dissódico é de 500 mg/m2, administrada por infusão intravenosa em 10 minutos, no primeiro dia de cada ciclo de 21 dias. O tratamento com Pemetrexede Dissódico deve ser continuado até a progressão da doença de base.

Regime pré-medicação

Corticosteroides

Erupção cutânea foi relatada em pacientes que não receberam corticosteroide previamente. O pré-tratamento com dexametasona (ou equivalente) reduz a incidência e intensidade das reações cutâneas. Nos estudos clínicos, 4 mg de dexametasona foram administrados por via oral, duas vezes ao dia (8 mg ao dia), no dia anterior, no dia da administração e no dia seguinte à dose de Pemetrexede Dissódico.

Suplementação vitamínica

Para reduzir a toxicidade, pacientes tratados com Pemetrexede Dissódico devem ser instruídos a tomar diariamente uma dose oral baixa de ácido fólico ou polivitamínico com ácido fólico. Pelo menos 5 doses de ácido fólico (uma dose ao dia por 5 dias) devem ter sido administradas durante o período de 7 dias antes da primeira dose de Pemetrexede Dissódico, e a dose de ácido fólico deve ser administrada diariamente durante todo o tratamento, devendo ser interrompida quando se completarem 21 dias após a última dose do tratamento com Pemetrexede Dissódico. Os pacientes também devem receber uma injeção intramuscular de vitamina B12 uma semana antes da primeira dose de Pemetrexede Dissódico e, então, a cada 3 ciclos (ou a cada 9 semanas). As injeções subsequentes de vitamina B12 podem coincidir com o dia da administração de Pemetrexede Dissódico. Nos estudos clínicos, a dose de ácido fólico utilizada variou de 350 a 1.000 mcg (0,35 a 1 mg) e a dose de vitamina B12 foi de 1.000 mcg. A dose oral de ácido fólico mais comumente usada nos estudos clínicos foi de 400 mcg (0,4 mg).

Monitoramento laboratorial e recomendações para a redução da dose

Monitoramento

É recomendado que os pacientes sejam monitorados com hemograma completo, incluindo contagem diferencial e de plaquetas, antes de cada dose de Pemetrexede Dissódico. Os exames bioquímicos periódicos devem ser feitos para avaliar as funções hepática e renal.

A contagem absoluta de neutrófilos (CAN) deve ser > 1.500 células/mm3 e de plaquetas > 100.000 células/mm3 antes da administração de cada ciclo.

Recomendações para redução da dose

O ajuste da dose no início de cada ciclo subsequente ao primeiro deve ser baseado no nadir da contagem hematológica ou na toxicidade não hematológica máxima no ciclo anterior. O tratamento pode ser adiado para permitir a recuperação. À recuperação, os pacientes devem continuar o tratamento, usando as diretrizes das Tabelas 12 a 14 para o uso de Pemetrexede Dissódico como agente isolado ou em combinação com a cisplatina.

Tabela 13: Alteração da dose de Pemetrexede Dissódico (agente isolado ou em combinação) e cisplatina – Toxicidades Hematológicas

Nadir de CAN < 500/mm3 e nadir de plaquetas > 50.000/mm3

75% da dose anterior (Pemetrexede Dissódico e cisplatina)

Nadir de plaquetas < 50.000/mm3 sem sangramento independentemente da contagem de neutrófilos

75% da dose anterior (Pemetrexede Dissódico e cisplatina)

Nadir de plaquetas < 50.000/mm3 com sangramentoa, independentemente da contagem de neutrófilos

50% da dose anterior (Pemetrexede Dissódico e cisplatina)

a Estes critérios atendem a definição da versão 2.0 do CTC (NCI 1998) do > sangramento Grau 2 do CTC.

Se os pacientes desenvolverem toxicidades não hematológicas (excluindo neurotoxicidade) Grau > 3, o tratamento deve ser suspenso até a resolução da toxicidade ou até que se retorne ao valor basal do paciente, quando do início do tratamento. O tratamento deve ser retomado de acordo com as diretrizes da Tabela 14.

Tabela 14: Alteração da dose de Pemetrexede Dissódico (agente isolado ou em combinação) e cisplatina – Toxicidades Não Hematológicasa,b

-Dose de Pemetrexede Dissódico (mg/m2)

Dose de cisplatina (mg/m2)

Quaisquer toxicidades Graus 3 ou 4, exceto mucosite

75% da dose anterior

75% da dose anterior

Qualquer diarreia que requeira hospitalização (independente do Grau) ou diarreia Graus 3 ou 4

75% da dose anterior

75% da dose anterior

Mucosite Graus 3 ou 4

50% da dose anterior

100% da dose anterior

a Critérios Comuns de Toxicidade (CTC) do National Cancer Institute (NCI).
b Excluindo neurotoxicidade.

No caso de neurotoxicidade, o ajuste de dose recomendado para Pemetrexede Dissódico e cisplatina está descrito na Tabela 14. Os pacientes devem descontinuar a terapia se ocorrer neurotoxicidade Graus 3 ou 4.

Tabela 15: Modificação da dose de Pemetrexede Dissódico (agente isolado ou em combinação) e cisplatina – Neurotoxicidade

Grau de toxicidade (CTC)

Dose de Pemetrexede Dissódico (mg/m2)

Dose de cisplatina (mg/m2)

0 - 1

100% da dose anterior

100% da dose anterior

2

100% da dose anterior

50% da dose anterior

A terapia com Pemetrexede Dissódico deve ser descontinuada se o paciente apresentar qualquer toxicidade hematológica ou não hematológica Graus 3 ou 4 após 2 reduções de dose ou imediatamente, caso ocorra neurotoxicidade Graus 3 ou 4.

Pacientes geriátricos

Nos estudos clínicos, não houve indícios de que pacientes com 65 anos de idade ou mais tivessem risco aumentado de eventos adversos quando comparados a pacientes mais jovens. Nenhuma redução de dose, diferente daquelas recomendadas para todos os pacientes adultos, é especialmente recomendada para essa população de pacientes.

Pacientes com insuficiência renal

Nos estudos clínicos, os pacientes com clearance de creatinina de pelo menos 45 mL/min não necessitaram de ajuste de dose diferente daqueles recomendados para todos os pacientes. Um número insuficiente de pacientes com clearance de creatinina abaixo de 45 mL/min foi tratado, dificultando a recomendação de dose para esse grupo de pacientes. Portanto, pacientes cujo clearance de creatinina seja < 45 mL/min não devem receber Pemetrexede Dissódico [usar a fórmula padrão de Crockcroft e Gault ou a taxa de filtração glomerular (TFG) medida pelo método de clearance sérico Tc99m – DPTA].

Pacientes com insuficiência hepática

Pemetrexede Dissódico não é amplamente metabolizado pelo fígado. Entretanto, pacientes com insuficiência hepática com bilirrubina > 1,5 vezes o limite superior da normalidade (LSN) ou aminotransferase > 3 vezes o LSN (sem metástase hepática) ou > 5 vezes o LSN (com metástases hepáticas) não foram especificamente estudados.

O que você está sentindo?

Use o BulaBot para fins informativos.