Quais cuidados devo ter ao usar o Pencilin V?
Reações de hipersensibilidade sérias e ocasionalmente fatais foram registradas em pacientes sob tratamento com penicilinas. Indivíduos com história de hipersensibilidade a múltiplos alérgenos são mais susceptíveis a estas reações.
Embora a anafilaxia seja mais frequente como consequência da terapêutica injetável, há casos em que ela ocorreu com a administração oral de penicilinas.
Antes de iniciar o tratamento com penicilinas, deve-se investigar o aparecimento de possível reação de hipersensibilidade à penicilina, cefalosporina e outros alérgenos. Caso ocorra reação alérgica, o tratamento com a droga deve ser interrompido e a administração de drogas usuais como aminas vasoativas, anti-histamínicos e corticosteroides é recomendada.
Reações anafiláticas intensas requerem tratamento de emergência com adrenalina, oxigênio, corticosteroides endovenosos e controle respiratório, incluindo entubação, se necessário.
Deve-se usar penicilina cautelosamente em indivíduos com história de alergia e/ou asma.
A via oral de administração não deve ser descartada a não ser em casos de doença grave, náusea, vômito, cardioespasmo ou hipermotilidade intestinal. Alguns pacientes não absorvem quantidades terapêuticas de penicilina administrada oralmente.
Em infecções estreptocócicas, o tratamento deve ser suficiente para eliminar os microrganismos (mínimo de 10 dias), caso contrário, as sequelas da doença estreptocócica poderão surgir.
Deve-se realizar cultura ao término do tratamento, para determinar se os estreptococos foram totalmente erradicados. A possibilidade de superinfecção por patogênicos micóticos ou bacterianos deve ser avaliada, quando o produto for utilizado por tempo prolongado. Nestes casos deve-se instituir terapêutica adequada.
Uso durante a Gravidez
Penicilinas atravessam rapidamente a barreira placentária. O efeito para o feto, caso exista, não é conhecido.
Apesar de serem consideradas seguras, as penicilinas só devem ser administradas a mulheres grávidas quando estritamente necessário.
Categoria B.
Os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas; ou então, os estudos em animais revelaram riscos, mas que não foram confirmados em estudos controlados em mulheres grávidas.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas, sem orientação médica, ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a lactação
Pequenas quantidades de Fenoximetilpenicilina foram detectadas no leite materno. O efeito para a criança, caso exista, não é conhecido.
Deve-se ter cautela quando Fenoximetilpenicilina é administrada a mulheres que estejam amamentando.
Uso em pacientes portadores de diabetes
Este medicamento contém sacarose. (para a forma farmacêutica “pó para solução oral”).
Uso em portadores de insuficiência hepática e/ou renal
Pode haver acúmulo de Fenoximetilpenicilina em pacientes com comprometimento da função renal.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas
Não há evidências de que o Fenoximetilpenicilina diminua a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)