Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Oxaliplatina Blau?
Pó liofilizado
A incidência das reações adversas está classificada conforme segue:
- Reação muito comum (> 1/10);
- Reação comum (> 1/100 e ≤ 1/10);
- Reação incomum (> 1/1.000 e ≤ 1/100);
- Reação rara (> 1/10.000 e ≤ 1/1.000);
- Reação muito rara (≤ 1/10.000);
- Reações sem frequência conhecida, relatadas no período pós-comercialização.
Cardiovasculares
- Reação Muito Comum (>1/10): Edema (5% monoterapia; 15% terapia combinada).
- Reação Comum (> 1/100 e ≤ 1/10): Taquicardia (2% a 5%).
- Reação sem frequência conhecida: Vasoespasmo Coronariano (síndrome de Kounis), Intervalo QT prolongado, Torsales de Pointes, Angioedema.
Dermatológicas
- Reação Muito Comum (>1/10): Alopecia (3% monoterapia; 67% terapia combinada), Síndrome mão-pé (1% monoterapia; 13% terapia combinada).
Gastrointestinais
- Reação Muito Comum (>1/10): Dor abdominal (monoterapia, 31%; terapia combinada, até 39%), Constipação (terapia combinada, até 32%), Diarreia (monoterapia, 46%; terapia combinada, 76%), Diarreia graus 3 e 4 (monoterapia, 4%; terapia combinada, 11% a 25%), Perda de apetite (monoterapia, 20%; terapia combinada, até 35%), Náusea (monoterapia, 64%; terapia combinada 83%), Estomatite (monoterapia, 14%; terapia combinada, até 42%), Vômito (monoterapia, 37%; terapia combinada, até 64%), Leucopenia (Monoterapia, 13%; terapia combinada, até 85%).
- Reações sem frequência conhecida, relatadas durante período de vigilância pós comercialização: Obstrução íleo intestinal, Colite (incluindo diarreia associada ao Clostridum difficile), Pancreatite aguda.
Hematológicas
- Reação muito comum (>1/10): Anemia (monoterapia, 64%; terapia combinada, até 81%), Neutropenia (todos os graus) (monoterapia, 7%; terapia combinada, até 81%), Neutropenia, graus 3 e 4 (pacientes adultos, terapia combinada, até 53%), Neutropenia febril (terapia combinada, até 12%), Distúrbio granulocitopênico graus 3 e 4 (39-45%), Esplenomegalia (67%), Trombocitopenia (monoterapia, 30%; terapia combinada, até 85%), Leucopenia (todos os graus) (monoterapia, 13%; terapia combinada, até 77%), Leucopenia (grau 3 ou 4) (terapia combinada, 13% a 24%).
- Reação Comum (> 1/100 e ≤ 1/10): Anemia, graus 3 ou 4 (monoterapia, 1%; terapia combinada, até 3%); Trombocitopenia, graus 3 e 4 (monoterapia, 3%; terapia combinada, até 5%).
- Reações sem frequência conhecida: Anemia hemolítica imunoalérgica, Trombocitopenia imunoalérgica.
Hepáticas
- Reação muito comum (>1/10): Fosfatase alcalina anormal (pacientes adultos, terapia combinada, 14 a 16%), Bilirrubina anormal (monoterapia, 13%; terapia combinada, até 20%), ALT/TGP anormal (monoterapia, 36%; terapia combinada, 5 a 31%), AST/TGP anormal (monoterapia, 54%; terapia combinada, 11 a 47%), Aumento da função hepática (pacientes adultos, terapia combinada, 42 a 57%).
- Reações sem frequência conhecida: Hipertensão portal, doença veno-oclusiva hepática (Síndrome da obstrução sinusoidal).
Imunológicas
- Reação muito comum (>1/10): Reação de hipersensibilidade - erupções cutâneas, urticária, eritema, prurido, rubor da face, diarreia associada à perfusão, falta de ar, sudorese, dor no peito, desorientação, síncope, hipotensão e broncoespasmo (monoterapia, graus 3 e 4, 1 a 3%; terapia combinada, todos os graus, 6 a 12%).
- Reação sem frequência conhecida: Reação à infusão.
Musculoesqueléticas
- Reação muito comum (>1/10): Dor nas costas (monoterapia, 11%; terapia combinada, 19%).
- Reações sem frequência conhecida: Rabdomiólise.
Neurológicas
- Reação muito comum (>1/10): Disestesia faringolaringeal (1 a 38%), Neuropatia aguda ou persistente (neuropatia geral, 69 a 92%; neuropatia aguda, 56%; neuropatia persistente, 21 a 60%); neuropatias periféricas sensitivas agravadas pelo frio, parestesia (62 a 77%).
- Reação rara (> 1/10.000 e ≤ 1/1.000): Síndrome de leucoencefalopatia posterior reversível (< 0,1%).
- Reação sem frequência conhecida: Ataque isquêmico transitório.
Respiratórias
- Reação muito comum (>1/10): Tosse (monoterapia, 11%; terapia combinada, 35%), dispneia (monoterapia, 13%; terapia combinada, até 20%).
- Reação incomum (> 1/1.000 e ≤ 1/100): Fibrose pulmonar.
- Reação sem frequência conhecida: Pneumonite grave.
Renais
- Reação comum (1/100 e ≤ 1/10): Nefrotoxicidade (5 a 10%).
- Reação sem frequência conhecida: Insuficiência renal aguda, Síndrome hemolítico urêmica, nefrite intersticial aguda, acidose tubular renal.
Outras
- Reação muito comum (>1/10): Fadiga (monoterapia, 61%; terapia combinada, até 70%), Febre (monoterapia, 25%; terapia combinada, até 29%).
- Reação comum (>1/100 e ≤ 1/10): Visão anormal (5 a 6%).
- Reação sem frequência conhecida: Perda de visão transitória, Perda de audição, Sepse.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Solução injetável
- Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- Frequência não conhecida: não podem ser estimados com os dados disponíveis.
Terapia combinada de oxaliplatina com 5-FU/FA (FOLFOX)
Investigações
Muito comum
- Elevação da atividade das transaminases e fosfatases alcalinas (enzimas) de leve a moderada;
- Aumento da bilirrubina (pigmento amarelo produto da degradação da hemoglobina).
Infecções e infestações
Comum
- Sepse neutropênica, incluindo desfechos fatais.
Incomum
- Sepse, incluindo desfechos fatais.
Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático
Muito comum
- Anemia (diminuição do número de células vermelhas no sangue), neutropenia, trombocitopenia.
- A frequência aumenta quando oxaliplatina é administrada (85 mg/m2 a cada 2 semanas) em combinação com 5- fluorouracil +/- ácido folínico, quando comparado à monoterapia (administração isolada de oxaliplatina) (130 mg/m2 a cada 3 semanas), ex. anemia (80% vs 60% dos pacientes), neutropenia (70% vs 15%), trombocitopenia (80% vs 40%);
- Neutropenia severa (hemoglobina < 8,0 g/dL) ou diminuição do número de plaquetas sanguíneas (plaquetas < 50 x 109/L) ocorrem com frequência similar (< 5% dos pacientes) quando oxaliplatina é administrada isoladamente ou em combinação com 5-fluorouracil (5-FU);
- Diminuição severa do número de neutrófilos no sangue (neutrófilos < 1,0 x 109/L) ocorre com maior frequência quando oxaliplatina é administrada em combinação com 5-fluorouracil (5-FU) do que quando administrada isoladamente (40% vs < 3% dos pacientes).
Comum
- Neutropenia febril.
Raro
- Anemia hemolítica imunoalérgica e trombocitopenia (diminuição do número de células vermelhas e plaquetas no sangue em decorrência do aumento da velocidade de destruição destas células, devido a reações imunoalérgicas);
- Coagulação intravascular disseminada (CID), incluindo desfechos fatais.
Distúrbios do metabolismo e nutrição
Comum
- Hipocalcemia (redução dos níveis de cálcio no sangue).
Distúrbios do sistema nervoso
Muito comum
- Sintomas neurossensorias agudos (da função da sensibilidade do sistema nervoso periférico).
- Estes sintomas normalmente se desenvolvem ao final de 2 horas da administração de oxaliplatina ou após algumas horas, diminuem espontaneamente dentro das próximas horas ou dias e frequentemente recorrem em ciclos subsequentes. Eles podem ser precipitados ou exacerbados pela exposição a temperaturas ou objetos frios.
- Estes são usualmente caracterizados por parestesia transitória (sensação anormal, e por vezes transitória, de ardor), disestesia e hipoestesia (diminuição de várias formas de sensibilidade).
- Uma síndrome aguda com disestesia faringolaríngea (sensação anormal de ardor ou formigamento na faringe e na laringe) ocorre em 1-2% dos pacientes e é caracterizada por sensações subjetivas de disfalgia (dificuldade para engolir) ou dispneia ou laringoespasmo (de espasmos da laringe) broncoespasmo (contração dos brônquios e bronquíolos, sem ruídos respiratórios).
- Outros sintomas ocasionalmente observados, particularmente de disfunção de nervos do crânio ou podem estar associados com os eventos mencionados acima, ou ocorrer também isoladamente, tais como: ptose (queda da pálpebra), diplopia (visão dupla), afonia (perda da fala)/disfonia (dificuldade ou dor durante a fala/rouquidão), algumas vezes descrito como paralisia nas cordas vocais, sensação anormal na língua ou disartria (dificuldade de articular as palavras), algumas vezes descrito como afasia (dificuldade em compreender ou expressar a linguagem falada), dor ocular (nos olhos)/dor facial/neuralgia do trigêmeo (dor aguda no nervo trigêmeo), redução da acuidade visual (percepção visual), distúrbios no campo visual. Além disso, foram observados os seguintes sintomas: espasmo mandibular (da mandíbula)/ espasmo muscular/ contrações musculares involuntárias/ contração espasmódica muscular (contração com espasmos)/mioclonia (contrações involuntárias e de ritmo e amplitude irregulares, seguidas por relaxamento de um músculo ou grupo de músculos), coordenação anormal/ marcha anormal/ ataxia (falta de coordenação dos movimentos)/ distúrbios de equilíbrio/ rigidez no tórax ou garganta/pressão/desconforto/dor.
- Disestesia, parestesia de extremidades (formigamento ou coceira, percebida nas extremidades e sem motivo aparente) e neuropatia periférica.
- A toxicidade limitante de oxaliplatina é neurológica. Isto envolve doença neuropatia sensorial periférica caracterizada por disestesia periférica e/ou parestesia acompanhada ou não por cãibras, geralmente precipitadas pelo frio (85 a 95% dos pacientes).
- A duração desses sintomas, que geralmente regridem entre os ciclos de tratamento, aumenta conforme o número de ciclos. O início da dor e/ou distúrbio funcional e sua duração são indicações para ajuste na dose ou até mesmo a interrupção do tratamento (vide item 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?). Esse distúrbio funcional, que inclui dificuldade na execução de movimentos delicados, é uma possível consequência de dano sensorial. O risco de ocorrência de distúrbio funcional para uma dose cumulativa de aproximadamente 800 mg/m2 (por exemplo, 10 ciclos) é menor ou igual a 15%. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas no sistema nervoso melhoram quando o tratamento é interrompido.
- Disgeusia (distúrbio do sentido gustativo).
Raro
- Disartria;
- Perda do reflexo do tendão profundo;
- Sinal de Lhermitte’s (sensação de choques pelo corpo que surge quando a pessoa flexiona o pescoço);
- Síndrome de Leucoencefalopatia Posterior Reversível.
Distúrbios da visão
Raro
- Acuidade visual reduzida transitoriamente, distúrbios do campo visual, neurite óptica (inflamação do nervo óptico);
- Perda de visão transitória, reversível após interrupção do tratamento.
Distúrbios auditivos e do labirinto
Raro
- Surdez.
Distúrbios respiratórios, do tórax e do mediastino
Muito comum
- Tosse.
Comum
- Soluço.
Raro
- Doença pulmonar intersticial aguda, algumas vezes fatal, fibrose pulmonar.
Distúrbios do aparelho digestivo
Muito comum
- Náusea (enjoo), sensação desagradável no estômago, vômito, diarreia.
- Desidratação, hipocalemia, acidose metabólica, íleo paralítico e distúrbios dos rins podem estar associados à diarreia/vômitos severos, particularmente quando oxaliplatina é combinada com 5-fluorouracil (5-FU).
- Estomatite (inflamação da mucosa da boca), mucosite (inflamação dos tecidos moles da boca);
- Dor abdominal.
Comum
- Hemorragia gastrintestinal.
Raro
- Colite (inflamação do intestino grosso), incluindo diarreia pela bactéria Clostridium difficile (colite);
- Pancreatite (inflamação do pâncreas).
Distúrbios da urina e dos rins
Muito raro
- Necrose tubular aguda (morte aguda das células dos túbulos dos rins), nefrite intersticial aguda (inflamação aguda dos rins) e insuficiência renal aguda (redução aguda das funções dos rins).
Distúrbios da pele
Comum
- Alopecia (perda de cabelo) (< 5% dos pacientes, quando oxaliplatina é utilizada isoladamente).
Distúrbios musculoesquelético e das cartilagens
Muito comum
- Dor nas costas. No caso de tal reação adversa, hemólise (destruição das células vermelhas do sangue), que tem sido raramente relatada, deve ser investigada.
Comum
- Artralgia.
Distúrbios metabólicos e nutricionais
Muito comum
- Anorexia (diminuição ou perda da fome acompanhada por uma aversão à comida e incapacidade para comer);
- Hiperglicemia (alta taxa de açúcar no sangue).
Distúrbios vasculares
Muito comum
- Epistaxe (sangramento nasal).
Comum
- Trombose venosa profunda (formação ou presença de um coágulo sanguíneo dentro de uma veia);
- Eventos tromboembólicos, incluindo embolia pulmonar (relacionados à obstrução de um vaso sanguíneo devido a um coágulo de sangue na corrente sanguínea);
- Hipertensão.
Distúrbios gerais e condições no local da aplicação
Muito comum
- Fadiga (cansaço);
- Febre, rigidez (tremores), devido à infecção [com ou sem neutropenia febril (diminuição do número de neutrófilos no sangue, acompanhada de febre)] ou possivelmente do mecanismo imunológico (de defesa do organismo);
- Astenia (fraqueza);
- Reações no local da injeção.
- Foram relatadas reações no local da injeção incluindo dor local, rubor (vermelhidão), edema (inchaço) e trombose (formação de coágulos sanguíneos).
- O extravasamento também pode resultar em dor local e inflamação, que podem ser severas e levar a complicações incluindo necrose (morte celular), especialmente quando oxaliplatina é administrada através de uma veia periférica.
Distúrbios do sistema de defesa do organismo
Muito comum
- Reações alérgicas como: rash cutâneas (vermelhidão na pele), particularmente urticária (erupções na pele que causam coceira), conjuntivite, rinite.
Comum
- Reações anafilática (alérgicas) incluindo broncoespasmo, angioedema (inchaço em região subcutânea ou em mucosas), hipotensão, sensação de dor no peito e choque anafilático.
Distúrbios do fígado e da bile
Muito raro
- Síndrome de obstrução hepática sinusoidal (doença oclusiva das veias do fígado), também conhecida como doença veno-oclusiva do fígado ou manifestações patológicas relacionadas como distúrbio hepático, incluindo peliose hepática (doença vascular do fígado), hiperplasia regenerativa nodular (alteração que ocorre no fígado), fibrose perissinusoidal (cicatrizes no fígado). As manifestações clínicas podem ser hipertensão portal e/ou elevação das transaminases (enzimas).
Experiência pós-comercialização com frequência não conhecida
Infecções e infestações
- Choque séptico, incluindo desfechos fatais.
Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático
- Síndrome hemolítica urêmica (doença caracterizada por anemia e insuficiência do rim);
- Pancitopenia autoimune (diminuição global de elementos celulares do sangue, glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas, causada por falha no funcionamento do sistema imunológico);
- Pancitopenia (diminuição global de elementos celulares do sangue, glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas);
- Leucemia aguda.
Distúrbios do sistema nervoso
- Convulsão;
- Isquemia (deficiência ou ausência de suprimento sanguíneo e, consequentemente, de oxigênio, em determinado tecido ou órgão) e distúrbio cerebrovascular hemorrágico (derrame cerebral).
Distúrbios cardíacos
- Prolongamento do intervalo QT, que pode levar a arritmias (descompasso dos batimentos do coração) ventriculares incluindo Torsades de Pointes, que podem ser fatais;
- Síndrome coronariana aguda incluindo infarto do miocárdio, espasmo arterial coronário e parada cardíaca;
- Arritmias cardíacas (batimentos cardíacos irregulares) incluindo bradiarritmia (diminuição dos batimentos cardíacos), taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos) e fibrilação auricular (arritmia cardíaca crônica).
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
- Laringoespasmo (espasmos da laringe);
- Pneumonia e broncopneumonia, incluindo desfechos fatais.
Distúrbios gastrointestinais
- Isquemia intestinal, incluindo desfechos fatais;
- Esofagite (inflamação do esôfago);
- Úlcera duodenal e complicações, como úlcera duodenal hemorrágica ou perfuração, que podem ser fatais.
Distúrbios hepatobiliares
- Nódulos anormais não cancerosos no fígado (hiperplasia nodular focal).
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
- Rabdomiólise, incluindo desfechos fatais.
Distúrbios do sistema imunológico
- Hipersensibilidade tardia (alergia ou intolerância tardia).
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo
- Vasculite por hipersensibilidade (inflamação da parede do vaso sanguíneo).
Lesão, envenenamento e complicações processuais
- Queda e lesões causadas por queda.
Terapia combinada de oxaliplatina com 5-FU/FA (FOLFOX) e bevacizumabe
A segurança do primeiro tratamento dos pacientes com câncer colorretal com metástases com a combinação de oxaliplatina, 5-FU/FA e bevacizumabe foi avaliada em 71 pacientes (estudo TREE).
Além dos efeitos colaterais esperados com o regime de tratamento FOLFOX, os efeitos colaterais relatados com a combinação de FOLFOX/bevacizumabe foram hemorragia (sangramento) (45,1%; formas graves: 2,8%), proteinúria (presença de proteína aumentada na urina) (11,3%; formas graves: 0%), comprometimento de dificuldade de cicatrização de ferida (5,6%), perfuração gastrintestinal (4,2%) e hipertensão (1,4%; formas graves: 1,4%).
Neste mesmo estudo, o regime mFOLFOX levou a uma maior incidência de neutropenia de formas graves, porém uma menor incidência de toxicidade gastrintestinal em relação aos outros dois regimes. Ocorreram poucos casos de neutropenia febril observados nos braços (de 0 – 2% para o regime semanal e a cada 3 semanas até 4% e 3% para o regime mFOLFOX e mFOLFOX + bevacizumabe, respectivamente).
Os resultados deste estudo demonstraram a incidência de parestesia, disestesia, de formas graves de 11% com o tratamento utilizando oxaliplatina associada ao bevacizumabe, tanto para os pacientes que receberam 5-FU, quanto para os pacientes que receberam capecitabina.
De acordo com os resultados do estudo NO16966, os efeitos colaterais ocorridos com o tratamento em combinação com o bevacizumabe foram: neutropenia (37%) e trombocitopenia (13%).
O estudo NO16966 não reportou separadamente as taxas de neuropatia periférica observadas com o uso de tratamento com oxaliplatina combinada ao bevacizumabe.
Para informações mais detalhadas sobre a segurança de bevacizumabe, consulte a bula correspondente do produto.
Terapia combinada de oxaliplatina, epirrubicina e 5-FU (EOF) ou oxaliplatina, epirrubicina e capecitabina (EOX) – reações adversas todos os graus e Graus 3/4
Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático
Muito comum
- Neutropenia (EOF: 68,4%, G3/4: 29,9%; EOX: 62,9%, G3/4: 27,6%);
- Anemia (EOF: 65,8%; EOX: 64,2%);
- Trombocitopenia (EOF: 13,4%; EOX: 21,1%);
- Neutropenia febril (EOF: 11,5%).
Comum
- Anemia (EOF G3/4: 6,5%; EOX G3/4: 8,6%);
- Trombocitopenia (EOF G3/4: 4,3%; EOX G3/4: 5,2%);
- Neutropenia febril (EOF G3/4: 8,5%; EOX: 9,8%, G3/4: 7,8%).
Distúrbios do sistema nervoso
Muito comum
- Neuropatia periférica (EOF: 79,6%; EOX: 83,7%).
Comum
- Neuropatia periférica (EOF G3/4: 8,4%; EOX G3/4: 4,4%).
Distúrbios vasculares
Comum
- Tromboembolismo sanguínea (EOF: 7,7%; EOX: 7,5%).
Distúrbios gastrintestinais
Muito comum
- Náusea e vômitos (EOF: 83,1%, G3/4: 13,8%; EOX: 78,9%, G3/4: 11,4%);
- Diarreia (EOF: 62,7%, G3/4: 10,7%; EOX: 61,7%, G3/4: 11,9%);
- Estomatite (EOF: 44,4%; EOX: 38,1%).
Comum
- Estomatite (EOF G3/4: 4,4%; EOX G3/4: 2,2%).
Distúrbios nos tecidos cutâneo e subcutâneo
Muito comum
- Alopecia (EOF: 75,4%, G2: 27,7%; EOX: 74,2%, G2: 28,8%);
- Eritrodisestesia palmo-plantar (Síndrome mão-pé) (EOF: 28,9%; EOX: 39,3%).
Comum
- Eritrodisestesia palmo-plantar (EOF G3/4: 2,7%; EOX G3/4: 3,1%).
Distúrbios gerais e condições no local da aplicação
Muito comum
- Letargia (sonolência aumentada) (EOF: 90,2%, G3/4: 12,9%; EOX: 96,1%, G3/4: 24,9%).
Para informações mais detalhadas sobre a segurança de epirrubicina, 5-FU e capecitabina, consulte as bulas dos produtos.
Terapia combinada de oxaliplatina com leucovorin, irinotecano e 5-fluorouracil (FOLFIRINOX) - reações adversas Graus 3 e 4
Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático
Muito comum
- Neutropenia (diminuição do número de neutrófilos no sangue (45,7%).
Comum
- Trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas no sangue) (9,1%);
- Anemia (7,8%);
- Neutropenia febril (diminuição do número de neutrófilos no sangue, acompanhada de febre) (5,4%).
Distúrbios vasculares
Comum
- Tromboembolismo (obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo de sangue na corrente sanguínea) (6,6%).
Distúrbios metabólicos e nutricionais
Muito comum
- Fadiga (cansaço) (23,6%).
Distúrbios gastrintestinais
Muito comum
- Vômitos (14,5%);
- Diarreia (12,7%).
Distúrbios do sistema nervoso
Comum
- Neuropatia sensorial (doença que afeta um ou vários nervos) (9%).
Distúrbios hepatobiliares (do fígado e da bile)
Comum
- Aumento da alanina aminotransferase (uma enzima presente nas células do fígado) (7,3%).
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)