Reações Adversas - Oxa Platin

Bula Oxa Platin

Princípio ativo: Oxaliplatina

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Oxa Platin?

A seguinte classificação de frequência CIOMS é utilizada, quando aplicável:

  • Muito comum ≥ 10%;
  • Comum ≥ 1% e <10%;
  • Incomum ≥ 0,1% e < 1%;
  • Raro ≥ 0,01% e < 0,1%;
  • Muito raro < 0,01%;
  • Desconhecido (não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis).

Terapia combinada de oxaliplatina com 5-FU/FA (FOLFOX)

Investigações

Muito comum
  • Elevação da atividade das transaminases e fosfatases alcalinas de leve a moderada.
  • Aumento da bilirrubina.

Infecções e infestações

Comum
  • Sepse neutropênica, incluindo desfechos fatais.
Incomum
  • Sepse, incluindo desfechos fatais.

Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático

Muito comum
  • Anemia, neutropenia, trombocitopenia.
  • A frequência aumenta quando Oxaliplatina é administrado (85 mg/m2 a cada 2 semanas) em combinação com 5- fluorouracil +/- ácido folínico, quando comparado com monoterapia (130 mg/m2 a cada 3 semanas), ex. anemia (80% vs 60% dos pacientes), neutropenia (70% vs 15%), trombocitopenia (80% vs 40%).
  • Anemia severa (hemoglobina < 8,0 g/dL) ou trombocitopenia (plaquetas < 50 x 109 /L) ocorrem com frequência similar (< 5% dos pacientes) quando Oxaliplatina é administrado em monoterapia ou em combinação com 5- fluorouracil (5-FU).
  • Neutropenia severa (neutrófilos < 1,0 x 109 /L) ocorre com maior frequência quando Oxaliplatina é administrado em combinação com 5-fluorouracil (5-FU) do que em monoterapia (40% vs < 3% dos pacientes).
Comum
  • Neutropenia febril.
Raro
  • Anemia hemolítica imunoalérgica e trombocitopenia.
  • Coagulação intravascular disseminada (CID), incluindo desfechos fatais.

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Comum

Hipocalcemia.

Distúrbios do sistema nervoso

Muito comum
  • Sintomas neurossensoriais agudos.
    • Estes sintomas normalmente se desenvolvem ao final de 2 horas da infusão de Oxaliplatina ou após algumas horas, diminuem espontaneamente dentro das próximas horas ou dias e frequentemente recorrem em ciclos subsequentes. Eles podem ser precipitados ou exacerbados pela exposição a temperaturas ou objetos frios.
    • Estes são usualmente caracterizados por parestesia transitória, disestesia e hipoestesia. Uma síndrome aguda de disestesia faringolaríngea ocorre em 1-2% dos pacientes e é caracterizada por sensações subjetivas de disfagia ou dispneia/sensação de asfixia, sem qualquer evidência de insuficiência respiratória (sem cianose ou hipóxia) ou de laringoespasmo ou broncoespasmo (sem estridor ou sibilos).
    • Outros sintomas ocasionalmente observados, particularmente de disfunção de nervos cranianos ou podem estar associados com eventos mencionados acima, ou ocorrer também isoladamente, tais como: ptose, diplopia, afonia/disfonia/rouquidão, algumas vezes descrito como paralisia nas cordas vocais, sensação anormal na língua ou disartria, alguma vezes descrito como afasia, dor ocular/dor facial/neuralgia do trigêmeo, redução da acuidade visual, distúrbios no campo visual. Além disso, foram observados os seguintes sintomas: espasmo mandibular/ espasmo muscular/ contrações musculares involuntárias/ contração espasmódica muscular/ mioclono, coordenação anormal/ marcha anormal/ ataxia/ distúrbios de equilíbrio/ rigidez no tórax ou garganta/pressão/desconforto/dor.
  • Disestesia/ parestesia de extremidades e neuropatia periférica.
    • A toxicidade limitante de Oxaliplatina é neurológica. Isto envolve neuropatia sensorial periférica, caracterizada por disestesia periférica e/ou parestesia acompanhada ou não por cãibras, geralmente precipitadas pelo frio (85 a 95% dos pacientes).
    • A duração desses sintomas, que geralmente regridem entre os ciclos de tratamento, aumenta conforme o número de ciclos de tratamento. O início da dor e/ou distúrbio funcional e sua duração são indicações para ajuste na dose ou até mesmo a interrupção do tratamento. Esse distúrbio funcional, que inclui dificuldade na execução de movimentos delicados, é uma possível consequência de dano sensorial. O risco de ocorrência de distúrbio funcional para uma dose cumulativa de aproximadamente 800 mg/m2 (por exemplo, 10 ciclos) é menor ou igual a 15%. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas neurológicos melhoram quando o tratamento é interrompido.
  • Disgeusia.
Raro
  • Disartria.
  • Perda do reflexo do tendão profundo.
  • Sinal de Lhermitte’s.
  • Síndrome de Leucoencefalopatia Posterior Reversível.

Distúrbios oculares

Raro
  • Acuidade visual reduzida transitoriamente, distúrbios do campo visual, neurite óptica.
  • Perda de visão transitória, reversível após descontinuação do tratamento.

Distúrbios auditivos e do labirinto

Raro
  • Surdez.

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais

Muito comum
  • Tosse.
Comum
  • Soluço.
Raro
  • Doença pulmonar intersticial aguda, algumas vezes fatal, fibrose pulmonar.

Distúrbios gastrintestinais

Muito comum
  • Náusea, vômito, diarreia.
    • Desidratação, hipocalemia, acidose metabólica, íleo paralítico, obstrução intestinal e distúrbios renais podem estar associados à diarreia/vômitos severos, particularmente quando Oxaliplatina é combinado com 5-fluorouracil (5-FU).
  • Estomatite, mucosite.
  • Dor abdominal.
Comum
  • Hemorragia gastrintestinal.
Raro
  • Colite, incluindo diarreia por Clostridium difficile.
  • Pancreatite.

Distúrbios urinário e renal

Muito raro
  • Necrose tubular aguda, nefrite intersticial aguda e insuficiência renal aguda.

Distúrbios nos tecidos cutâneo e subcutâneo

Comum
  • Alopecia (< 5% dos pacientes, em monoterapia).

Distúrbios musculoesquelético e do tecido conjuntivo

Muito comum
  • Dor nas costas. No caso de tal reação adversa, hemólise, que tem sido raramente relatada, deve ser investigada.
Comum
  • Artralgia.

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Muito comum
  • Anorexia.
  • Hiperglicemia.

Distúrbios vasculares

Muito comum
  • Epistaxe.
Comum
  • Trombose venosa profunda.
  • Eventos tromboembólicos. incluindo embolia pulmonar.
  • Hipertensão.

Distúrbios gerais e condições no local da aplicação

Muito comum
  • Fadiga.
  • Febre, rigidez (tremores), devido à infecção (com ou sem neutropenia febril) ou possivelmente do mecanismo imunológico.
  • Astenia.
  • Reações no local da injeção.
    • Foram relatadas reações no local da injeção incluindo dor local, rubor, edema e trombose.
    • O extravasamento também pode resultar em dor local e inflamação, que podem ser severas e conduzir a complicações incluindo necrose, especialmente quando Oxaliplatina é infundido através de uma veia periférica.

Distúrbios do sistema imunológico

Muito comum
  • Reações alérgicas como: rash cutâneo (particularmente urticária), conjuntivite, rinite.
Comum
  • Reações anafiláticas incluindo broncoespasmo, angioedema, hipotensão, sensação de dor no peito e choque anafilático.

Distúrbios hepatobiliares

Muito raro
  • Síndrome de obstrução hepática sinusoidal, também conhecida como doença veno-oclusiva do fígado ou manifestações patológicas relacionadas como distúrbio hepático, incluindo peliose hepática, hiperplasia regenerativa nodular, fibrose perisinusoidal. As manifestações clínicas podem ser hipertensão portal e/ou elevação das transaminases.

Experiência pós-comercialização com frequência não conhecida

Infecções e infestações
  • Choque séptico, incluindo desfechos fatais.
Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático
  • Síndrome hemolítica urêmica.
  • Pancitopenia autoimune.
  • Pancitopenia.
  • Leucemia aguda.
Distúrbios do sistema nervoso
  • Convulsão.
  • Isquemia e distúrbio cerebrovascular hemorrágico.
Distúrbios cardíacos
  • Prolongamento do intervalo QT, que pode levar a arritmias ventriculares incluindo Torsades de Pointes, que podem ser fatais.
  • Síndrome coronariana aguda incluindo infarto do miocárdio, arteriospasmo coronário e parada cardíaca.
  • Arritmias cardíacas incluindo bradiarritmia, taquicardia e fibrilhação auricular.
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
  • Laringoespasmo.
  • Pneumonia e broncopneumonia, incluindo desfechos fatais.

Distúrbios gastrointestinais

  • Isquemia intestinal, incluindo desfechos fatais.
  • Esofagite.
  • Úlcera duodenal e complicações, como úlcera duodenal hemorrágica ou perfuração, que podem ser fatais.
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
  • Rabdomiólise, incluindo desfechos fatais.
Distúrbios do sistema imunológico
  • Hipersensibilidade tardia.
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo
  • Vasculite de hipersensibilidade.
Lesão, envenenamento e complicações processuais
  • Queda e lesões causadas por queda.

Terapia combinada de oxaliplatina com 5-FU/FA (FOLFOX) e bevacizumabe

A segurança do tratamento de primeira linha de oxaliplatina combinada com 5-FU/FA e bevacizumabe foi avaliada em 71 pacientes com câncer colorretal metastático (estudo TREE). Além dos eventos adversos esperados com o regime de tratamento FOLFOX, os eventos adversos relatados com a combinação de FOLFOX/bevacizumabe incluíram hemorragia (45,1%; G3/4: 2,8%), proteinúria (11,3%, G3/4: 0%), disfunção de cicatrização de ferida (5,6%), perfuração gastrintestinal (4,2%) e hipertensão (1,4%; G3/4: 1,4%). No estudo TREE, o regime mFOLFOX levou a uma maior incidência de neutropenia grau 3 e 4, porém uma menor incidência de toxicidade gastrintestinal em relação aos outros dois regimes. A incidência de neutropenia de graus 3/4 no estudo TREE-2 foi de 10% e de 49%, conforme a fluoropirimidina associada à oxaliplatina a ao bevacizumabe (capecitabina ou 5FU, respectivamente). Ocorreram poucos casos de neutropenia febril observados nos braços (de 0 – 2% para o regime semanal e a cada 3 semanas até 4% e 3% para o regime mFOLFOX e mFOLFOX + bevacizumabe, respectivamente). Os resultados deste estudo demonstraram a incidência de parestesia ou disestesia de graus 3/4 de 11% com a quimioterapia baseada em oxaliplatina associada ao bevacizumabe, tanto para os pacientes que receberam 5FU, quanto para os pacientes que receberam capecitabina. De acordo com os resultados do estudo NO16966, entre os eventos adversos de qualquer grau cuja incidência foi menor nos braços com bevacizumabe, em relação aos braços tratados com placebo (> 5% de diferença absoluta), incluíram-se: neutropenia (37% contra 43%) e trombocitopenia (13% contra 21%). O estudo NO16966 não reportou separadamente as taxas de neuropatia periférica observadas com o uso de quimioterapia baseada em oxaliplatina combinada ao bevacizumabe. Para informações mais detalhadas sobre a segurança de bevacizumabe, consulte a bula do produto

Terapia combinada de oxaliplatina, epirrubicina e 5-FU (EOF) ou oxaliplatina, epirrubicina e capecitabina (EOX) – reações adversas todos os graus e Grau 3/4

Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático

Muito comum
  • Neutropenia (EOF: 68,4%, G3/4: 29,9%; EOX: 62,9%, G3/4: 27,6%).
  • Anemia (EOF: 65,8%; EOX: 64,2%).
  • Trombocitopenia (EOF: 13,4%; EOX: 21,1%).
  • Neutropenia febril (EOF: 11,5%).
Comum
  • Anemia (EOF G3/4: 6,5%; EOX G3/4: 8,6%).
  • Trombocitopenia (EOF G3/4: 4,3%; EOX G3/4: 5,2%).
  • Neutropenia febril (EOF G3/4: 8,5%; EOX: 9,8%, G3/4: 7,8%).

Distúrbios do sistema nervoso

Muito comum
  • Neuropatia periférica (EOF: 79,6%; EOX: 83,7%).
Comum
  • Neuropatia periférica (EOF G3/4: 8,4%; EOX G3/4: 4,4%).

Distúrbios vasculares

Comum
  • Tromboembolismo (EOF: 7,7%; EOX: 7,5%).

Distúrbios gastrintestinais

Muito comum
  • Náusea e vômitos (EOF: 83,1%, G3/4: 13,8%; EOX: 78,9%, G3/4: 11,4%).
  • Diarreia (EOF: 62,7%, G3/4: 10,7%; EOX: 61,7%, G3/4: 11,9%).
  • Estomatite (EOF: 44,4%; EOX: 38,1%).
Comum
  • Estomatite (EOF G3/4: 4,4%; EOX G3/4: 2,2%).

Distúrbios nos tecidos cutâneo e subcutâneo

Muito comum
  • Alopecia (EOF: 75,4%, G2: 27,7%; EOX: 74,2%, G2: 28,8%).
  • Eritrodisestesia palmo-plantar (EOF: 28,9%; EOX: 39,3%).
Comum
  • Eritrodisestesia palmo-plantar (EOF G3/4: 2,7%; EOX G3/4: 3,1%).

Distúrbios gerais e condições no local da aplicação

Muito comum
  • Letargia (EOF: 90,2%, G3/4: 12,9%; EOX: 96,1%, G3/4: 24,9%).

Para informações mais detalhadas sobre a segurança de epirrubicina, 5-FU e capecitabina, consulte as bulas correspondentes dos produtos.

Terapia combinada de oxaliplatina com leucovorin, irinotecano e 5-fluorouracil (FOLFIRINOX) reações adversas Graus 3 e 4

Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático

Muito comum
  • Neutropenia (45,7%).
Comum
  • Trombocitopenia (9,1%).
  • Anemia (7,8%).
  • Neutropenia febril (5,4%).

Distúrbios vasculares

Comum
  • Tromboembolismo (6,6%).

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Muito comum
  • Fadiga (23,6%).

Distúrbios gastrintestinais

Muito comum
  • Vômitos (14,5%).
  • Diarreia (12,7%).

Distúrbios do sistema nervoso

Comum
  • Neuropatia sensorial (9%).

Distúrbios hepatobiliares

Comum
  • Aumento da alanina aminotransferase (7,3%).

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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