Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Ofloxacino LFM?
Em geral, o tratamento com Ofloxacino LFM é bem tolerado pelos pacientes.
As reações adversas mais comuns são:
- Trato gastrintestinal - náuseas leves, vômitos e/ou desconforto abdominal. É rara a ocorrência de diarréia.
- Sistema nervoso central - cefaleia leve e tonteira. Raramente ocorrem alucinações, delírios e convulsões.
- Pele - podem ocorrer erupções cutâneas, incluindo reações de fotossensibilidade.
Se tomar mais Ofloxacino LFM do que deveria:
- São de esperar sintomas relacionados com o SNC como confusão, tonturas, alterações da consciência e eventuais convulsões assim como sinais gastrointestinais como náusea e erosões da mucosa.
As frequências são definidas segundo a seguinte convenção:
- Muito comum > 1/10 (> 10%).
- Comum (frequente) > 1/100 e ≤ 1/10 (> 1% e ≤ 10%).
- Pouco frequentes > 1/1.000 e ≤ 1/100 (> 0,1% e ≤ 1%).
- Incomum (infrequente) > 1/1.000 e ≤ 1/100 (> 0,1% e ≤ 1%).
- Rara > 1/10.000 e ≤ 1/1.000 (> 0,01% e ≤ 0,1%).
- Muito rara ≤ 1/10.000 (≤ 0,01%).
Reações anafiláticas/óides, reações mucocutâneas
- Pouco frequentes: prurido, rash, ardor nos olhos, tosse irritante, catarro nasal.
- Raros: reações anafiláticas/óides tais como urticária, angioedema, dispneia/broncoespasmo, rubor, suor, erupção pustular.
- Muito raros: choque anafilático/óide, eritema multiforme, necrose epidérmica tóxica, fotossensibilização, erupção cutânea, púrpura vascular, vasculite que em casos excepcionais pode originar necrose da pele.
- Comunicações isoladas: Síndrome Stevens-Johnson, dispneia grave.
Infecções gastrointestinais
- Pouco frequentes: dor abdominal, diarreia, náuseas, vômitos.
- Raros: anorexia, enterocolite que pode ser hemorrágica em casos isolados.
- Muito raros: Colite pseudomembranosa.
Doenças do metabolismo e nutrição
- Comunicações isoladas: hipoglicemia em diabéticos medicados com agentes hipoglicemiantes.
Neurológicas
- Pouco frequentes: agitação, tonturas/vertigens, cefaleias, transtornos do sono/insônia.
- Raros: reações psicóticas (por ex. alucinação), ansiedade, confusão, pesadelos, depressão, sonolência, distúrbios sensoriais periféricos tais como parestesia, alterações do paladar e do olfato, distúrbios visuais.
- Muito raros: distúrbios auditivos tais como zumbido ou perda de audição, convulsões, sintomas extra-piramidais ou outros distúrbios de coordenação muscular, hipoestesia.
- Comunicações isoladas: reações psicóticas e depressão com comportamento que pode pôr em perigo o próprio doente.
Cardiopatias
- Raros: hipotensão, taquicardia.
- Frequência desconhecida: ritmo cardíaco acelerado, ritmo cardíaco irregular potencialmente fatal, alterações no ritmo cardíaco (denominadas “prolongamento do intervalo QT”, perceptível no ECG, um registo elétrico da atividade do coração).
Durante a infusão de Ofloxacino LFM, pode ocorrer baixa da pressão arterial e taquicardia. A baixa de pressão arterial pode, em casos muito raros, ser grave. Nestes casos deve-se suspender a perfusão de Ofloxacino LFM de imediato.
Infecções musculoesqueléticas
- Raros: tendinite.
- Muito raros: artralgia, mialgia, ruptura de tendão (por ex. tendão de Aquiles); como com outras quinolonas este efeito indesejável pode ocorrer dentro de 48 horas após o inicio do tratamento e ser bilateral.
- Comunicações isoladas: rabdomiólise e/ou miopatia, fraqueza muscular que pode ser de especial importância em doentes com miastenia gravis.
Infecções hepatobiliares
- Raros: aumento das enzimas hepáticas (ALT, AST, LDH, gama-GT e/ou fosfatase alcalina) e/ou bilirrubina.
- Muito raros: hepatite, que pode ser grave.
Doenças renais e urinárias
- Raros: aumento da creatinina sérica.
- Muito raros: insuficiência renal aguda.
- Comunicações isoladas: nefrite intersticial aguda.
Doenças do sangue e do sistema linfático
- Muito raros: anemia hemolítica, leucopenia, eosinofília, trombocitopenia.
- Comunicações isoladas: agranulocitose, pancitopenia, depressão da medula óssea.
Outros
- Pouco frequentes: desenvolvimento de micro-organismos resistentes e sobrecrescimento de fungos.
- Comunicações isoladas: pneumonite alérgica, ataques de porfiria em doentes com porfiria.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC), ou pelo Setor de Farmacovigilância da empresa pelo telefone (21) 3860-2859.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)