Reações Adversas - Myleran

Bula Myleran

Princípio ativo: Bussulfano

Classe Terapêutica: Agentes Antineoplásicos Alquilantes

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Myleran?

Não existem dados clínicos recentes que possam ser usados para determinar a frequência das reações adversas. A incidência de reações adversas pode variar de acordo com a dose administrada e com o uso concomitante de outros agentes terapêuticos.

Reações muito comuns (ocorrem em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Depressão (redução do funcionamento) da medula óssea dependente de dose, manifestada como leucopenia (diminuição do número de glóbulos brancos do sangue) e, particularmente, trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas, célula do sangue responsável pela coagulação);
  • Infecções nos pulmões;
  • Hiperbilirrubinemia (aumento de um pigmento fabricado no fígado chamado bilirrubina);
  • Anemia (diminuição no número de glóbulos vermelhos no sangue);
  • Doenças no fígado, em altas doses de Myleran;
  • Icterícia (amarelamento da pele e/ou da parte branca dos olhos);
  • Supressão (interrupção do funcionamento normal) dos ovários e falta de menstruação, com sintomas de menopausa em pacientes pré-menopausa com altas doses;
  • Falência grave e persistente dos ovários, incluindo incapacidade de alcançar a puberdade (maturação sexual que marca a entrada na adolescência), após administração de altas doses de Myleran em meninas e pré-adolescentes;
  • Esterilidade (incapacidade de gerar filhos), diminuição do número de espermatozoides (células sexuais masculinas) e atrofia (insuficiência) dos testículos em pacientes homens.

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Leucemia aguda secundária (leucemia de evolução rápida com causa conhecida. Surge após o tratamento da doença inicial, após o tratamento de doença de Hodgkin ou após quimioterapia);
  • Tamponamento cardíaco (compressão do coração devido ao acúmulo de sangue ou líquidos na membrana que recobre o órgão) em pacientes com talassemia (tipo específico de anemia) recebendo altas doses de Myleran;
  • Queda de cabelo, em altas doses de Myleran;
  • Manchas na pele, particularmente em pacientes com tom de pele mais escuro. Essa reação é mais comum no pescoço, parte superior do tronco, mamilos, abdômen e rugas palmares (das palmas das mãos);
  • Hemorragia ou sinais de sangue na urina, em altas doses de Myleran combinadas à ciclofosfamida.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Supressão dos ovários e falta de menstruação com sintomas de menopausa em pacientes pré-menopausa, com doses convencionais.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Anemia aplástica (ou parada do funcionamento da medula ossea e, incapacidade da medula óssea de produzir as células sanguíneas), algumas vezes irreversível, geralmente após doses convencionais durante longos períodos e também com altas doses de Myleran;
  • Convulsões, em altas doses do produto;
  • Alterações oculares e catarata (doença que causa perda de transparência da lente do olho, chamada cristalino);
  • Efeitos gastrintestinais, como enjoo e vômito, diarreia e aftas, com doses convencionais;
  • Alterações na função dos rins e icterícia (amarelamento da parte branca dos olhos ou da pele);
  • Queda de cabelo, em doses convencionais;
  • Reações na pele, incluindo urticária, manchas avermelhadas, manchas avermelhadas com nódulos;
  • Porfiria cutânea tardia (doença que causa a formação de bolhas na pele exposta à luz solar);
  • Rash (erupções na pele);
  • Ressecamento e fragilidade excessiva da pele;
  • Aumento das mamas em homens;
  • Displasia epitelial generalizada (crescimento anormal do tecido da pele e mucosas). Muitas alterações histológicas (dos tecidos) e citológicas (das células) foram observadas em pacientes tratados com Myleran, incluindo displasia generalizada cervical uterina (crescimento do tecido epitelial do colo do útero), brônquica (dos brônquios) e de outros epitélios. Muitos relatos estão relacionados ao tratamento de longo prazo. Porém, anormalidades epiteliais transitórias foram observadas após tratamento de curta duração com altas doses.

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Fraqueza muscular, muito cansaço, perda de apetite, perda de peso;
  • Enjoo, vômito e manchas na pele, assemelhando-se à insuficiência adrenal (doença de Addison).

Informe seu médico ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

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