Reações Adversas - Mirtz para Gatos Agener União

Bula Mirtz para Gatos Agener União

Princípio ativo: Mirtazapina

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Mirtz para Gatos Agener União?

Pacientes deprimidos apresentam vários sintomas associados com a própria doença. Por isso, algumas vezes, é difícil determinar quais sintomas resultaram da própria doença ou do tratamento com Mirtazapina.

As reações adversas relatadas mais comumente, ocorrendo em mais de 5% dos pacientes tratados com Mirtazapina em estudos clínicos randomizados controlados com placebo (ver abaixo) são sonolência, sedação, boca seca, aumento de peso, aumento de apetite, tontura e fadiga.

Todos os estudos randomizados controlados com placebo em pacientes (incluindo indicações diferentes do transtorno de depressão maior) foram avaliados com relação às reações adversas de Mirtazapina. A meta-análise considerou 20 estudos, com uma duração de tratamento planejada de até 12 semanas, incluindo 1.501 pacientes (134 indivíduos-anos) recebendo doses de mirtazapina de até 60 mg e 850 pacientes (79 indivíduos-anos) recebendo placebo. Fases de extensão desses estudos clínicos foram excluídas para manter a comparabilidade ao tratamento com placebo.

A Tabela 1 apresenta a incidência, por categoria, das reações adversas que ocorreram nos estudos clínicos, com frequência estatisticamente mais significativa durante o tratamento com Mirtazapina do que com placebo, acrescentada por reações adversas de relatos espontâneos. A frequência das reações adversas dos relatos espontâneos é baseada no índice de relatos desses eventos nos estudos clínicos. A frequência das reações adversas dos relatos espontâneos que não foram observadas em pacientes dos estudos clínicos randomizados controlados com placebo, mas que foram observadas com mirtazapina, foi classificada como “não conhecida”.

Tabela 1. Reações adversas de Mirtazapina

Classe de órgãos e sistemas

Muito comum (≥ 1/10)Comum (≥ 1/100 a < 1/10)Incomum (≥ 1/1000 a < 1/100)Rara (≥ 1/10000 a < 1/1000)

Frequência não conhecida

Distúrbios do sangue e do sistema linfático

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Depressão da medula óssea (granulocitopenia, agranulocitose, anemia aplástica e trombocitopenia); Eosinofilia

Distúrbios endócrinos

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Hiperprolactinemia (e sintomas relacionados, como galactorréia e ginecomastia)

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Aumento do peso1; Aumento de apetite1---

Hiponatremia

Distúrbios psiquiátricos

-Sonhos anormais; Confusão; Ansiedade2, 5; Insônia3,5Pesadelos2; Mania; Agitação2; Alucinações; Inquietação psicomotora (incl. acatisia, hipercinesia)Agressão

Ideação suicida6; Comportamento suicida6; Sonambulismo

Distúrbios do sistema nervoso

Sonolência1, 4; Sedação1, 4; Cefaleia2Letargia1; Tontura; TremorParestesia2; Pernas inquietas; SíncopeMioclonia

Convulsões (crises); Síndrome serotonínica; Parestesia oral; Disartria

Distúrbios vasculares

-Hipotensão ortostáticaHipotensão2--

Distúrbios gastrintestinais

Boca secaNáusea3; Diarreia2; Vômito2; Constipação1Hipoestesia oralPancreatite

Edema bucal; Salivação aumentada

Distúrbios hepatobiliares

---Elevações nas atividades da transaminase sérica-

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

-Exantema2--

Síndrome de Stevens-Johnson; Dermatite bolhosa; Eritema multiforme; Necrólise epidérmica tóxica

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo

-Artralgia; Mialgia; Dor lombar1--

Rabdomiólise7

Distúrbios renais e urinários

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Retenção urinária

Distúrbios gerais e condições no local de administração

-Edema periférico1; Fadiga--

Edema generalizado; Edema localizado

Investigações

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Aumento da creatina quinase

1 Nos estudos clínicos, esses eventos ocorreram mais frequentemente (estatisticamente significativos) durante o tratamento com Mirtazapina do que com placebo.
2 Nos estudos clínicos, esses eventos ocorreram mais frequentemente durante o tratamento com placebo do que com Mirtazapina, mas não com frequência estatisticamente mais significativa.
3 Nos estudos clínicos, esses eventos ocorreram mais frequentemente (estatisticamente significativos) durante o tratamento com placebo do que com Mirtazapina.
4 Nota: a redução da dose geralmente não leva a menos sonolência/sedação, mas pode prejudicar a eficácia antidepressiva.
5 Em tratamentos com antidepressivos em geral, ansiedade e insônia (que podem ser sintomas da depressão) podem se desenvolver ou se tornar piores. No tratamento com Mirtazapina, foi relatado o desenvolvimento ou piora da ansiedade e da insônia.
6 Foram relatados casos de ideação suicida e comportamentos suicidas durante o tratamento com Mirtazapina ou no início ou após a descontinuação do tratamento.
7 Foram relatados casos de rabdomiólise associados à síndrome serotonínica e à superdose de múltiplas drogas. Neste último, uma associação causal com a Mirtazapina não pode ser verificada.

Nas avaliações laboratoriais em estudos clínicos foram observados aumentos transitórios nas transaminases e na gama-glutamiltransferase (entretanto, não foram relatados eventos adversos associados, estatisticamente significativamente mais frequentemente com Mirtazapina do que com placebo).

População Pediátrica

Os seguintes eventos adversos foram observados comumente em estudos clínicos conduzidos em crianças: ganho de peso, urticária e
hipertrigliceridemia.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos - VigiMed, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

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