Quais cuidados devo ter ao usar o Minoxidil Turbo FSL Farma?
Se administrado isoladamente, Minoxidil pode provocar, em poucos dias, retenção significativa de sal e água, produzindo edema de declive, turgência da face, olhos e mãos; distensão das veias do pescoço, hepatomegalia e refluxo hepatojugular positivo. O raio X do tórax pode também revelar engurgitamento vascular pulmonar.
A condição clínica de alguns pacientes com insuficiência cardíaca sintomática pode deteriorar nessas circunstâncias. O tratamento diurético isolado ou em combinação com ingestão restrita de sal minimizará esta resposta. Respostas refratárias a essas medidas podem exigir descontinuação temporária da terapia com Minoxidil por 1 ou 2 dias, durante os quais pode haver perda parcial do controle de pressão sanguínea.
Pode haver desenvolvimento de angina pectoris em pacientes com doença não detectada da artéria coronária, a não ser que se previna a taquicardia induzida por Minoxidil com fármacos bloqueadores beta-adrenérgicos ou outros supressores adequados do sistema nervoso simpático. Pacientes com angina pectoris instável ou de surgimento recente devem ser protegidos com esses agentes antes do início da terapia com Minoxidil, para se evitar agravamento do quadro. O efeito de redução da pressão sanguínea adiciona-se àquele dos agentes anti-hipertensivos administrados concomitantemente. A interação de Minoxidil com agentes que produzem hipotensão ortostática pode resultar em redução excessiva da pressão sanguínea.
A eficácia deste medicamento depende da capacidade funcional do paciente.
Minoxidil não é recomendado para o tratamento de pacientes com hipertensão lábil, leve ou controlável por doses toleradas de um diurético associado a um outro agente anti-hipertensivo. Não deve ser usado para terapia prolongada de hipertensão já melhorada por cirurgia, isto é, coarctação da aorta, aldosteronismo primário ou estenose unilateral da artéria renal.
Retenção de água e sal
Minoxidil deve ser usado em combinação com um diurético para evitar retenção hídrica, edema e, possivelmente, insuficiência cardíaca congestiva. Hemodiluição pode ocorrer levando a diminuição temporária de contagem de hematócrito, hemoglobina e eritrócitos (há recuperação de cerca de 7% a níveis de pré-tratamento) Retenção hídrica e salina levando a aumento de peso de 1 - 1,5 kg pode diminuir a eficácia de Minoxidil. O peso do paciente e o balanço hidroeletrolítico devem ser monitorados e, em caso de evidência de retenção de fluidos, deve ser instituído um tratamento diurético mais vigoroso exclusivo ou em combinação com ingestão de sal restrita.
Taquicardia
Como o Minoxidil é um vasodilatador, pode ocorrer taquicardia reflexa e, possivelmente, angina pectoris; recomenda-se, portanto, que seja associado ao tratamento um agente beta-bloqueador ou outro supressor do sistema nervoso simpático para prevenir ou minimizar tal resposta.
Alterações no ECG
Aproximadamente 60% dos pacientes apresentam alterações no eletrocardiograma na direção e magnitude das ondas T logo após o início da terapia com Minoxidil. No caso de alterações maiores, pode ser atingido o segmento S-T, porém não há alteração independente nesse segmento, e não há evidência de isquemia do miocárdio. Essas mudanças assintomáticas desaparecem usualmente com a continuidade do tratamento com Minoxidil. O eletrocardiograma reverterá à fase do pré-tratamento se a medicação for descontinuada.
Pericardite, efusão pericárdica e tamponamento
Embora ainda não exista evidência de relação causa-efeito, há vários relatos de pericardite ocorrendo em associação ao Minoxidil.
Efusão pericárdica e, ocasionalmente, tamponamento, foram observados em cerca de 3 - 5% dos pacientes tratados e que não estavam em diálise. Em muitos casos, há evidências de outra etiologia potencial, mas em outros casos nenhuma outra causa estava presente. Os pacientes devem ser observados atentamente para quaisquer sinais ou sintomas sugestivos de efusão pericárdica e, na suspeita desse evento, deve ser realizada uma ecocardiografia. Pode ser necessário tratamento diurético mais vigoroso, diálise, pericardiocentese ou cirurgia. Se houver persistência da efusão, deve-se considerar a retirada do Minoxidil avaliando-se outras maneiras de controlar a hipertensão e o estado clínico do paciente.
Embora em muitos casos, a efusão pericárdica tenha sido associada à doença do teciso conjuntivo, síndrome urêmica, insuficiência cardíaca congestiva, ou retenção hídrica acentuada, há circunstâncias em que estas causas potenciais de efusão não estavam presentes.
Infarto do miocárdio
Minoxidil não foi utilizado em pacientes que tiveram infarto do miocárdio no mês anterior ao tratamento. É possível que uma redução da pressão arterial com Minoxidil possa limitar ainda mais o fluxo sanguíneo para o miocárdio, embora isto possa ser compensado pela diminuição de oxigênio devido à pressão arterial.
Insuficiência renal ou pacientes em diálise
Esses pacientes com insuficiência renal ou em hemodiálise podem requerer doses menores de Minoxidil.
Alterações no ECG, Hipertricose, Hipersensibilidade e Hematológico
Vide item Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Minoxidil?.
Uso em Crianças
O uso em crianças é limitado e as recomendações no item 8. Posologia e Modo de Usar podem ser consideradas apenas como sugestão até este momento. Ajuste cuidadoso da dose é essencial.
Uso durante a Gravidez
Há dados limitados sobre a utilização de Minoxidil em mulheres grávidas. Estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva.O Minoxidil não é recomendado durante a gravidez e em mulheres em idade fértil que não fazem uso de contraceptivos. Hipertricose neonatal tem sido relatada seguido da exposição a Minoxidil durante a gravidez.
Minoxidil deve ser usado durante a gravidez somente se os benefícios potenciais justificarem o risco potencial ao feto.
Minoxidil é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez, portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a Lactação
A excreção de Minoxidil pelo leite materno tem sido relatada. O risco para o lactente não pode ser excluído. A decisão de se interromper a amamentação ou descontinuar / abster-se da terapia com Minoxidil deve ser avaliada em relação ao benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapia para a mulher.
Fertilidade
Num estudo de fertilidade de ratos machos e fêmeas, uma redução dose-dependente da taxa de concepção foi encontrada. O nível sem efeitos adversos observados (NOAEL) para este estudo foi de 1 mg/kg por dia em ratos tratados.
Teratogenicidade tem sido demonstrada em ratos com doses superiores a 80mg/kg/day. A administração oral de Minoxidil tem sido associada com a evidência do aumento da reabsorção fetal em coelhos a doses associadas com a toxicidade materna. Teratogenicidade não foi demonstrada em coelhos.
Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Nenhum estudo sobre o efeito do Minoxidil na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas foi realizado. A capacidade de dirigir ou operar máquinas pode ser influenciada pela resposta individual ao tratamento, particularmente no início da terapia.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)