Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Losartana Potássica + Hidroclorotiazida Ranbaxy?
Nos estudos clínicos com losartana potássica/hidroclorotiazida, não foram observados efeitos adversos peculiares a essa combinação. Os efeitos adversos foram limitados àqueles anteriormente relatados para losartana potássica e/ou hidroclorotiazida. A incidência global de efeitos adversos relatados com essa combinação foi comparável à observada com placebo. A porcentagem de descontinuações do tratamento também foi comparável à do placebo.
Em geral, o tratamento com losartana potássica/hidroclorotiazida foi bem tolerado. Na maioria dos casos, os efeitos adversos foram leves e de natureza transitória e não exigiram a descontinuação do tratamento.
Em estudos clínicos controlados em hipertensão essencial, o únicio efeito adverso relatado como relacionado ao medicamento foi tontura, que ocorreu a uma incidência maior do que a observada com placebo em 1% ou mais dos pacientes que receberam losartana potássica/hidroclorotiazida.
Em estudos clínicos controlados que envolveram pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular esquerda, a losartana, muitas vezes em combinação com hidroclorotiazida, foi geralmente bem tolerada. Os efeitos mais comuns relacionadas ao medicamento foram tontura, astenia/fadiga e vertigem.
Reações Pós-comercialização
As seguintes reações adversas foram relatadas após a comercialização com Losartana Potássica + Hidroclorotiazida e/ou em estudos clínicos ou uso pós-comercialização com componentes individuais:
- Neoplasmas benignos, malignos e inespecíficos (incluindo cistos e pólipos): câncer de pele não melanoma (carcinoma basocelular, carcinoma de células escamosas).
- Distúrbios do sangue e do sistema linfático: trombocitopenia, anemia, anemia aplástica, anemia hemolítica, leucopenia, agranulocitose.
- Distúrbios do Sistema Imune: reações anafiláticas, angioedema, incluindo edema de laringe e glote com obstrução das vias aéreas e/ou edema de face, lábios, faringe e/ou língua em pacientes que receberam losartana; alguns destes pacientes apresentaram anteriormente angioedema com outros medicamentos, inclusive com inibidores da ECA.
- Distúrbios metabólicos e nutricionais: anorexia, hiperglicemia, hiperuricemia, desequilíbrio eletrolítico, incluindo hiponatremia e hipocalemia.
- Distúrbios psiquiátricos: insonia, inquietação.
- Distúrbios do Sistema Nervoso: disgeusia, cefaleia, enxaqueca, parestesia.
- Distúrbios oculares: xantopsia, visão turva momentânea.
- Distúrbios cardíacos: palpitação e taquicardia.
- Distúrbios vasculares: efeitos ortostáticos dose-dependentes, angeíte necrosante (vasculite) (vasculite cutânea).
- Distúrbios respiratórios, toráxicos e mediastinais: tosse, congestão nasal, faringite, distúrbio sinuvial, infecção das vias aéreas superiores, desconforto respiratório (incluindo pneumonite e edema pulmonar).
- Distúrbios gastrintestinais: dispepsia, dor abdominal, irritação gástrica, cólicas, diarreia, constipação, náusea, vômitos, pancreatite, sialodenite.
- Distúrbios hepato-biliares: hepatite, icterícia (icterícia colestática intra-hepática).
- Distúrbios da pele e do tecidos sub-cutâneos: erupção cutânea, prurido, púrpura (incluindo púrpura de Henoch-Schoenlein), necrólise epidermal tóxica, urticária, eritrodermia, fotossensibilidade, lúpus cutâneo eritematoso.
- Distúrbios dos tecidos musculoesquelético e conjuntivo: dor nas costas, cãimbras musculares, espasmos musculares, mialgia, artralgia.
- Distúrbios renais e urinários: glicosúria, disfunção renal, nefrite intersticial, insuficiência renal.
- Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama: disfunção erétil/impotência.
- Distúrbios gerais e alterações no local de administração: dor no peito, edema/inchaço, mal-estar, febre, fraqueza.
- Investigações: anormalidades da função hepática.
Neoplasmas
Câncer de pele não melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma de células escamosas).
Baseado nos dados disponíveis de estudos epidemiológicos, foi observada uma associação dose dependente cumulativa entre a hidroclorotiazida e o câncer de pele não melanoma.
O maior estudo incluiu uma população composta por 71.533 casos de carcinoma basocelular e 8.629 casos de carcinoma de células escamosas, correspondendo a 1.430.833 e 172.462 controles populacionais, respectivamente. A utilização de dose cumulativa elevada de hidroclorotiazida (≥50.000 mg) foi associada a uma razão de probabilidade ajustada (OR) de 1,29 (IC 95%: 1,23-1,35) para o carcinoma basocelular e de 3,98 (IC 95%: 3,68-4,31) para o carcinoma de células escamosas. Foi observada uma relação dose–resposta cumulativa tanto para carcinoma basocelular como para carcinoma de células escamosas. Outro estudo avaliou a associação entre o câncer de lábio e a exposição à hidroclorotiazida: 633 casos de câncer de lábio foram pareados com 63.067 controles populacionais. Uma relação dose–resposta cumulativa foi demonstrada com uma razão de probabilidade ajustada (OR) de 2,1 (95% CI: 1,7-2,6) para o uso constante, aumentando para uma razão de probabilidade ajustada (OR) de 3,9 (IC 95%: 3,0-4,9) para uso aumentado (≥ 25.000 mg) e um OR de 7,7 (IC 95%: 5,7-10,5) para a dose cumulativa mais alta (≥ 100.000 mg).
Achados de Testes Laboratoriais
Em estudos clínicos controlados, alterações clínicas importantes nos parâmetros laboratoriais padrão foram raramente associadas à administração de Losartana Potássica + Hidroclorotiazida. Hipercalemia (potássio sérico > 5,5 mEq/L) ocorreu em 0,7% dos pacientes; nesses estudos, porém, não foi necessária a descontinuação de Losartana Potássica + Hidroclorotiazida em razão da hipercalemia. Raramente ocorreram elevações de ALT, em geral solucionadas com a descontinuação do tratamento.
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos - VIGIMED, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)