Reações Adversas - Lobivon

Bula Lobivon

Princípio ativo: Cloridrato de Nebivolol

Classe Terapêutica: Betabloqueadores Puros

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Lobivon?

As reações adversas estão listadas em separado para hipertensão e para IC devido às diferenças existentes entre estas.

Hipertensão

As reações adversas relatadas, que são na maioria dos casos de intensidade leve a moderada, estão classificadas no quadro e ordenadas pela sua frequência:

Classes de Sistemas de Orgãos

Comum (≥1/100 a <1/10)Incomum (≥1/1000 a ≤ 1/100)Muito rara (≤ 1/10.000)

Desconhecido

Doenças do sistema imunológico

---

Edema angioneurótico, hipersensibilidade

Doenças psiquiátricas

-Pesadelos, depressão--

Doenças do sistema nervoso

Cefaleias, tonturas, parestesia-Síncope-

Afeções oculares

-Diminuição da visão--

Cardiopatias

-Bradicardia, insuficiência cardíaca, redução da condução AV/bloqueio AV--

Vasculopatias

-Hipotensão, claudicação intermitente--

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

DispneiaBroncoespasmo--

Doenças gastrintestinais

Obstipação, náusea e diarreiaDispepsia, flatulência, vômitos--

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

-Prurido, erupção eritematosaAgravamento da psoríase

Urticaria

Doenças dos orgãos genitais e da mama

-Impotência--

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Fadiga, edema---

Com alguns bloqueadores beta-adrenérgicos foram ainda relatadas as seguintes reações adversas:

Alucinações, psicose, confusão, extremidades frias/cianóticas, fenômeno de Raynaud, olhos secos e toxicidade óculo-mucocutânea.

Insuficiência cardíaca

A informação disponível sobre as reações adversas em pacientes com IC provém de um ensaio clínico controlado com placebo que envolveu 1067 pacientes medicados com nebivolol e 1061 pacientes a receber placebo. Neste estudo, 449 pacientes medicados com nebivolol (42,1%) relataram reações adversas possivelmente relacionadas com a terapêutica, comparativamente a 334 pacientes tratados com placebo (31,5%). As reações adversas mais frequentes nos pacientes medicados com nebivolol foram bradicardia e tonturas, ocorrendo ambas em aproximadamente 11% dos pacientes. A frequência das reações nos pacientes que receberam placebo foi aproximadamente 2% e 7%, respectivamente.

Foram relatadas as seguintes incidências para reações adversas (possivelmente relacionadas com o medicamento) e que são consideradas especificamente relevantes no tratamento da insuficiência cardíaca crônica:

  • O agravamento da insuficiência cardíaca ocorreu em 5,8% dos pacientes que tomaram nebivolol contra 5,2% dos pacientes que tomaram placebo;
  • A hipotensão postural foi relatada em 2,1% dos pacientes que tomaram nebivolol contra 1,0% dos pacientes que tomaram placebo;
  • A intolerância ao medicamento ocorreu em 1,6% dos pacientes que tomaram nebivolol contra 0,8% dos pacientes que tomaram placebo;
  • O bloqueio átrio-ventricular de primeiro grau ocorreu em 1,4% dos pacientes que tomaram nebivolol contra 0,9% dos pacientes que tomaram placebo;
  • O edema dos membros inferiores foi relatado em 1,0% dos pacientes que tomaram nebivolol contra 0,2% dos pacientes que tomaram placebo.

Os seguintes efeitos adversos foram identificados através de notificação espontânea sem estimar sua frequência ou estabelecer uma relação causal com o uso de Cloridrato de Nebivolol:

Função hepática anormal (incluindo aumento de TGO, TGP e bilirrubina), edema pulmonar agudo, insuficiência renal aguda, infarto do miocárdio, sonolência e trombocitopenia.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária Notivisa, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

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