Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Liliya?
Resumo do perfil de segurança
O Letrozol foi bem tolerado de forma geral em todos os estudos, tanto em primeira linha como em segunda linha no tratamento do câncer de mama avançado, bem como no tratamento adjuvante de câncer de mama inicial e no tratamento adjuvante estendido em mulheres que receberam terapia prévia padrão com tamoxifeno.
Aproximadamente um terço das pacientes tratadas com Letrozol nos cenários metastático e neoadjuvante, aproximadamente 75% das pacientes no cenário adjuvante (tanto para os braços de Letrozol e tamoxifeno com uma duração média de tratamento de 60 meses), e aproximadamente 80% dos pacientes no cenário adjuvante estendido (tanto para os braços de Letrozol e placebo, numa duração média de tratamento de 60 meses) apresentaram reações adversas. Geralmente as reações adversas observadas são principalmente de natureza leve a moderada, sendo a maioria associada à privação de estrógeno.
Os relatos de reações adversas mais frequentes nos estudos clínicos foram: ondas de calor, artralgia, náuseas e fadiga.
Muitas das reações adversas podem ser atribuídas às consequências farmacológicas normais da privação de estrógeno (por ex. ondas de calor, alopécia e sangramento vaginal). As seguintes reações adversas ao medicamento, listadas na tabela 9, foram reportadas a partir de estudos clínicos e de experiências pós-comercialização com Letrozol.
As reações adversas estão dispostas por ordem de frequência, onde as mais frequentes aparecem primeiro, usando a seguinte convenção:
- Muito comum (≥ 10%),
- Comum (≥ 1%, < 10%),
- Incomum (≥ 0,1%, < 1%),
- Rara (≥ 0,01%, <0,1%),
- Muito rara (< 0,01%), não conhecidas (não podem se estimadas a partir dos dados disponíveis).
Tabela 9 – Resumo tabulado das reações adversas ao medicamento a partir dos estudos clínicos e de experiência pós comercialização com Letrozol
Infecções e infestações | |
Incomum | Infecção do trato urinário |
Neoplasmas benignos, malignos e não especificados (incluindo cistos e pólipos) | |
Incomum | Dor tumoral1 |
Distúrbios nos sistemas sanguíneo e linfático | |
Incomum | Leucopenia |
Distúrbios no sistema imunológico | |
Desconhecida | Reação anafilática |
Distúrbios metabólicos e nutricionais | |
Muito comum | Hipercolesterolemia |
Comuns | Anorexia, aumento do apetite |
Distúrbios psiquiátricos | |
Comum | Depressão |
Incomuns | Ansiedade (incluindo nervosismo), irritabilidade |
Distúrbios no sistema nervoso | |
Comuns | Dor de cabeça, tontura |
Incomuns | Sonolência, insônia, alterações de memória, disestesia (incluindo parestesia, hipoestesia), distúrbio no paladar, acidente cerebrovascular, síndrome do túnel do carpo |
Distúrbios oculares | |
Incomuns | Catarata, irritação ocular, visão embaçada |
Distúrbios cardíacos | |
Comum | Palpitações |
Incomuns | Taquicardia, eventos isquêmicos cardíacos (incluindo nova angina ou agravamento de angina, angina exigindo cirurgia, infarto do miocárdio e isquemia do miocárdio) |
Distúrbios vasculares | |
Muito comum | Ondas de calor |
Comum | Hipertensão |
Incomum | Tromboflebite (incluindo tromboflebite venosa superficial e profunda) |
Raras | Embolia pulmonar, trombose arterial, infarto vascular cerebral |
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais | |
Incomuns | Dispneia, tosse |
Distúrbios gastrintestinais | |
Comuns | Náusea, vômito, dispepsia, constipação, diarreia, dor abdominal |
Incomuns | Estomatite, boca seca |
Distúrbios hepatobiliares | |
Incomuns | Aumento das enzimas hepáticas, hiperbilirrubina, icterícia |
Muito rara | Hepatite |
Distúrbios na pele e tecido subcutâneo | |
Muito comum | Hiperhidrose |
Comuns | Alopecia, pele seca, erupção cutânea (rash) (incluindo rash eritematoso, maculopapular, psoriaseforme e vesicular) |
Incomuns | Prurido, urticária |
Desconhecidas | Angioedema, necrólise epidérmica tóxica, eritema multiforme |
Distúrbios musculoesquelético e dos tecidos conjuntivos | |
Muito comum | Artralgia |
Comuns | Mialgia, dor óssea, osteoporose, fraturas ósseas, artrite, dores nas costas |
Desconhecida | Dedo em gatilho |
Distúrbios urinários e renais | |
Incomum | Polaciúria |
Distúrbios do sistema reprodutivo e mamas | |
Comum | Hemorragia vaginal |
Incomuns | Descarga vaginal, ressecamento vaginal e dor nas mamas |
Distúrbios gerais e condições no local de administração | |
Muito comum | Fadiga (incluindo astenia, mal-estar) |
Comum | Edema periférico |
Incomuns | Edema geral, pirexia, ressecamento da mucosa, sede |
Laboratorial | |
Comum | Aumento de peso |
Incomum | Perda de peso |
Lesões, envenenamento e complicações de procedimento | |
Comum2 | Queda3 |
1 Reações adversas reportadas somente em presença de metástases.
2 Frequência determinada com base em dados do estudo FACE.
3 Em alguns casos, queda pode ser reportado como uma consequência de outros eventos adversos tais como tontura e vertigem.
Descrição das reações adversas ao medicamento selecionadas
Reações Adversas Cardíacas
No tratamento adjuvante, em adição aos dados apresentados na tabela 5, os seguintes eventos adversos foram relatados para Letrozol e tamoxifeno, respectivamente (duração mediana do tratamento de 5 anos): angina requerendo cirurgia (1,0% versus 1,0%); insuficiência cardíaca (1,1% versus 0,6%), hipertensão (5,6% versus 5,7%), acidente vascular cerebral (AVC)/ataque isquêmico transitório (AIT) (2,1% versus 1,9%). No tratamento adjuvante estendido para Letrozol (duração mediana do tratamento de 5 anos) e placebo (duração mediana de tratamento de 3 anos), respectivamente: angina requerendo cirurgia (0,8% versus 0,6%), nova angina ou agravamento da angina (1,4% versus 1,0 %); infarto do miocárdio (1,0% versus 0,7%); evento tromboembólico* (0,9% versus 0,3%); AVC/ataque isquêmico transitório* (1,5% versus 0,8%) foram relatados.
Eventos marcados com * são estatisticamente significativamente diferentes nos dois braços de tratamento.
Reações adversas esqueléticas
Para dados esqueléticos de segurança no tratamento adjuvante, por favor, consulte a Tabela 5.
No tratamento adjuvante estendido, significativamente mais pacientes tratados com Letrozol apresentaram fraturas ósseas ou osteoporose (10,4% fraturas ósseas e 12,2% osteoporose) do que pacientes no braço placebo (5,8% e 6,4%, respectivamente). A duração mediana do tratamento foi 5 anos para Letrozol, comparado com 3 anos para o placebo.
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos - VIGIMED, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)