Reações Adversas - Levetiracetam Apsen

Bula Levetiracetam Apsen

Princípio ativo: Levetiracetam

Classe Terapêutica: Antiepilépticos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Levetiracetam Apsen?

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Dor de cabeça, sonolência; 
  • Nasofaringite (inflamação aguda ou crônica da mucosa nasal da nasofaringe).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Astenia (fraqueza); 
  • Fadiga (sensação de cansaço); 
  • Anorexia* (perda de apetite); 
  • Depressão, hostilidade, agressividade, insônia, nervosismo, irritabilidade; 
  • Convulsão, desordem do equilíbrio, tontura, tremor; 
  • Vertigem (sensação de estar rodando); 
  • Tosse; 
  • Dor abdominal, diarreia, dispepsia (indigestão), vômito, náusea; 
  • Rash (erupção na pele).

* O risco de anorexia é mais alto quando o topiramato é administrado com levetiracetam.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizaram este medicamento)

  • Trombocitopenia (redução do número de plaquetas); 
  • Aumento de peso; 
  • Instabilidade emocional/mudança de humor, agitação; 
  • Amnésia (perda de memória), coordenação anormal/ataxia cerebelar (impedimento dos movimentos coordenados), distúrbio de atenção (perda de concentração), prejuízo de memória; 
  • Diplopia (visão dupla), visão borrada; 
  • Eczema (inflamação na pele), prurido (coceira na pele); 
  • Mialgia (dor no músculo); 
  • Ferimento.

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizaram este medicamento)

  • Infecção; 
  • Distúrbios de personalidade, pensamento anormal; 
  • Hipercinesia (hiperatividade).

Reações adversas com frequências não conhecidas

  • Pancitopenia (número reduzido de todas as células do sangue e plaquetas), com supressão da medula óssea em alguns casos; 
  • Agranulocitose (redução acentuada de granulócitos, um tipo de glóbulo branco); 
  • Leucopenia (redução de glóbulos brancos);
  • Neutropenia (redução de neutrófilos, um tipo de glóbulo branco); 
  • Prolongamento do intervalo QT (medido no eletrocardiograma); 
  • Reação ao medicamento com eosinofilia (redução do número de eosinófilos, um tipo de glóbulo branco) e sintomas sistêmicos, reações anafiláticas; 
  • Hiponatremia (baixa concentração de sódio no sangue); 
  • Perda de peso; 
  • Suicídio, tentativa de suicídio e ideação suicida, distúrbios psicóticos, alterações do comportamento, alucinação, ira, delírio, ansiedade, confusão, ataque de pânico; 
  • Parestesia (sensação de formigamento), coreoatetose (associação de movimentos involuntários contínuos, uniformes e lentos e rápidos), discinesia (movimentos repetitivos involuntários), letargia, alteração na maneira de andar, agravamento das crises epilépticas; 
  • Teste anormal da função hepática, falência hepática, hepatite; 
  • Alopecia (perda de cabelo), síndrome de Stevens-Johnson (erupção extensa com bolhas e descamação da pele), necrólise epidérmica tóxica (forma mais grave da síndrome de Stevens-Johnson), eritema multiforme (erupção cutânea, que pode formar bolhas e assemelha-se a alvos pequenos) e angioedema; 
  • Fraqueza muscular, rabdomiólise (destruição de fibras musculares) e aumento da enzima creatina fosfoquinase no sangue; 
  • Pancreatite (inflamação do pâncreas); 
  • Dano renal agudo.

A prevalência de rabdomiólise e aumento da enzima creatina-fosfoquinase no sangue é significativamente mais alta em pacientes japoneses em relação aos pacientes não japoneses.

Casos raros de prolongamento do intervalo QT (medido no eletrocardiograma) foram observados na vigilância pós-comercialização.

Evidências também sugerem uma possível predisposição da população japonesa à síndrome neuroléptica maligna (SNM).

Casos raros de desenvolvimento de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) em pacientes com histórico subjacente de TOC ou transtornos psiquiátricos foram observados na vigilância pós-comercialização.

As reações de hipersensibilidade (sensibilidade aumentada) ao medicamento (também conhecidas como Reações Medicamentosas com eosinofilia (quantidade anormalmente alta de eosinófilos no sangue) e sintomas sistêmicos, DRESS) foram observadas em pacientes tratados com alguns medicamentos antiepilépticos. Essas reações podem se manifestar de diferentes formas, mas geralmente vêm acompanhadas de febre e erupção na pele, podendo afetar diversos órgãos do corpo. Casos raros foram relatados com o uso de levetiracetam e em caso de suspeita de reação de hipersensibilidade ao medicamento, o levetiracetam deve ser descontinuado.

Espera se que as reações adversas de levetiracetam comprimido revestido de liberação prolongada sejam similares àquelas observadas com comprimidos de liberação imediata.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

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