Qual a ação da substância do Lastacaft?
Resultados de eficácia
A eficácia clínica foi avaliada em estudos de provocação com alergeno conjuntival. Alcaftadina 0,25% foi mais eficaz do que seu veículo na prevenção do prurido ocular em pacientes com conjuntivite alérgica induzida por uma provocação com alergeno ocular, tanto em 3 minutos quanto 16 horas após a administração do produto.
Características farmacológicas
Alcaftadina 0,25% contém alcaftadina, um antagonista de receptores H1 em solução para uso tópico oftálmico.
O pH da solução é de aproximadamente 7.
Mecanismo de ação
A alcaftadina é um antagonista do receptor H1 e inibidor da liberação de histamina a partir dos mastócitos. Foi também demonstrado que a substância diminui a quimiotaxia e inibe a ativação de eosinófilos.
Farmacocinética
Absorção
Após administração tópica ocular bilateral da solução de alcaftadina a 0,25%, a Cmáx plasmática de alcaftadina foi de aproximadamente 60pg/mL e a Tmáx ocorreu em 15 minutos. As concentrações plasmáticas de alcaftadina estavam abaixo do limite de quantificação (10pg/mL) cerca de 3 horas após a administração. A Cmáx média do metabólito ácido carboxílico foi aproximadamente 3ng/mL e ocorreu cerca de 1 hora após a administração. Em cerca de 12 horas após a administração, as concentrações do ácido carboxílico estavam abaixo do limite de quantificação (100pg/mL). Após administração tópica ocular diariamente, não houve indicação de acúmulo sistêmico ou de alterações na exposição plasmática da alcaftadina ou do metabólito ativo.
Distribuição
A ligação da alcaftadina às proteínas plasmática e do metabólito ativo, é de 39,2% e 62,7%, respectivamente.
Metabolismo
O metabolismo da alcaftadina é mediado por enzimas do sistema citosólico não-CYP450, para produção do metabólito ativo carboxílico.
Excreção
A meia vida de eliminação do metabólito ácido carboxílico é de aproximadamente 2 horas após a administração tópica ocular. Com base nos dados obtidos após administração oral, o metabólito ácido carboxílico é eliminado inalterado, principalmente na urina.
Estudos in vitro mostraram que nem a alcaftadina nem o metabólito ácido carboxílico inibem substancialmente as reações catalizadas pela principais enzimas do sistema CYP-450.
Toxicologia não clínica
Carcinogenicidade, mutagenicidade e alterações da fertilidade
A alcaftadina não foi mutagênica ou genotóxica nos testes de Ames, na avaliação do linfoma ou avaliação micronuclear em camundongos. Verificou-se que a Alcaftadina 0,25% não exerce nenhum efeito sobre a fertilidade em ratos machos e fêmeas, quando administrada em doses orais de até 20mg/kg/dia (aproximadamente 200 vezes maior que a exposição plasmática sistêmica com doses recomendadas para uso oftálmico em humanos).
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)