Reações Adversas - Lamotrigina Geolab

Bula Lamotrigina Geolab

Princípio ativo: Lamotrigina

Classe Terapêutica: Antiepilépticos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Lamotrigina Geolab?

As reações adversas identificadas a partir de dados de estudos clínicos de epilepsia e transtorno bipolar foram divididas em duas seções específicas. Reações adversas adicionais identificadas a partir de dados de vigilância pós-comercialização para as duas indicações estão incluídas na seção Dados Pós-Comercialização. Todas as seções devem ser consultadas ao considerar o perfil de segurança global de Lamotrigina.

Utilizou-se a seguinte convenção para classificar as reações adversas:

  • Muito comum: (>1/10); 
  • Comum (>1/100 a 1/1.000 a 1/10.000 a <1/1.000);
  • Incomum (>1/1.000 a 1/10.000 a <1/1.000);
  • Rara (> 1/10.000 a <1/1.000);
  • Muito rara (<1/10.000).

Epilepsia

As reações adversas a seguir foram identificadas durante estudos clínicos para epilepsia e devem ser consideradas junto às observadas nos estudos clínicos para disordem bipolar e nos dados de pós-comercialização para um perfil de segurança global de Lamotrigina.

Reação muito comum (>1/10)

Dor de cabeça, exantema cutâneo1.

Reações comuns (>1/100 e <1/10)

Agressividade, irritabilidade, fadiga, sonolência, insônia, tontura, tremor, náusea, vômito, diarreia.

Reações incomuns (>1/1.000 e <1/100)

Ataxia, diplopia, visão turva.

Reações comuns (>1/100 e 1/1.000 e 1/10.000 e <1.000)

Síndrome de Stevens-Johnson1 , nistagmo.

Reações muito raras (<1/10.000)

  • Necrólise epidérmica tóxica1;
  • Anormalidades hematológicas2 (incluindo neutropenia, leucopenia, anemia, trombocitopenia, pancitopenia, anemia aplástica, agranulocitose), linfadenopatia associada ou não à síndrome de hipersensibilidade3;
  • Síndrome de hipersensibilidade3 (incluindo sintomas como febre, linfadenopatia, edema facial, anormalidades sanguíneas e do fígado, coagulação intravascular disseminada (CID), insuficiência múltipla de órgãos);
  • Tiques, alucinações, confusão;
  • Testes de função hepática aumentados, disfunção hepática4 , insuficiência hepática;
  • Reações semelhantes ao lúpus.

1Em estudos clínicos duplo-cegos em adultos, ocorreram exantemas cutâneos (rashs cutâneos) em até 10% dos pacientes que tomavam Lamotrigina e em 5% dos pacientes que tomavam placebo. Os exantemas cutâneos levaram à suspensão do tratamento com Lamotrigina em 2% dos pacientes. O exantema, normalmente de aparência máculo-papular, geralmente aparece dentro de oito semanas após o início do tratamento, ocorrendo regressão com a suspensão da droga.

Raramente, foram observados exantemas cutâneos graves, incluindo Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (NET, Síndrome de Lyell). Embora na maioria dos casos ocorra pronta recuperação com a suspensão da droga, alguns pacientes experimentam déficit de cicatrização irreversível e, em alguns raros casos, evoluem para o óbito.

O risco de exantema global parece estar associado com:
  • Altas doses iniciais de Lamotrigina;
  • Doses que excedam o escalonamento de doses recomendado na terapia com Lamotrigina;
  • Uso concomitante de valproato.

Exantema tem sido relatado como parte de uma síndrome de hipersensibilidade associada a um padrão variável de sintomas sistêmicos3.

2Anormalidades hematológicas e linfadenopatia pode ou não ser associadas a síndrome de hipersensibilidade3.

3Além disso, exantema também foi relatado como parte da síndrome de hipersensibilidade associado a um padrão variável de sintomas sistêmicos como febre, linfadenopatia, edema facial e anormalidades do sangue e fígado. A síndrome mostra um amplo espectro de gravidade clínica e pode, raramente, levar à síndrome de coagulação intravascular disseminada (CID) e insuficiência múltipla de órgãos. É importante notar que manifestações de hipersensibilidade prematuras (por exemplo, febre e linfadenopatia) podem estar presentes sem que o exantema seja evidente. Se tais sinais e sintomas estiverem presentes, o paciente deverá ser avaliado imediatamente, e a Lamotrigina, descontinuada, caso uma etiologia alternativa não seja estabelecida.

4A disfunção hepática ocorre geralmente associada a reações de hipersensibilidade, mas foram relatados casos isolados sem sinais claros de hipersensibilidade.

Dados pós-comercialização

Esta seção inclui as reações adversas identificadas durante vigilância pós-comercialização para ambas as indicações. Estas devem ser consideradas junto às observadas nos estudos clínicos para disordem bipolar e epilepsia para um perfil de segurança global de Lamotrigina.

Reações muito comuns (>1/10)

Sonolência, ataxia, vertigem, dor de cabeça, diplopia, visão turva, náusea, vômito.

Reações comuns (>1/100 e <1/10)

Nistagmo, tremor, insônia, diarreia.

Reações raras (> 1/10.000 e <1/1000)

Alopecia, meningite asséptica, conjuntivite.

Reações muito raras (<1/10.000)

Agitação, inconstância, distúrbios do movimento, piora da doença de Parkinson6, efeitos extrapiramidais6 , coreoatetose, aumento na frequência das convulsões, pesadelos, linfoistiocitose hemofagocítica, hipogamaglobulinemia.

6Foi relatado que a Lamotrigina pode piorar os sintomas parkinsonianos em pacientes com doença de Parkinson pré-existente. Há relatos isolados de efeitos extrapiramidais e coreoatetose em pacientes sem esta predisposição.

Em casos de eventos adversos, notifique-os ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – Notivisa, disponível em portal.anvisa.gov.br/notivisa, ou à Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Exclusivo Comprimido Dispersível

Transtorno Bipolar

As reações adversas a seguir foram identificadas durante estudos clínicos para disordem bipolar e devem ser consideradas junto às observadas nos estudos clínicos para epilepsia e nos dados de pós-comercialização para um perfil de segurança global de Lamotrigina.

Reações muito comuns (>1/10)

Exantema cutâneo5 , dor de cabeça.

Reações comuns (>1/100 a <1/10)

Agitação, sonolência, vertigem, artralgia, dor, dor lombar.

Reação rara (> 1/10.000 a <1.000)

Síndrome de Stevens Johnson5.

5Quando todos os estudos de transtorno bipolar foram considerados (controlados e não-controlados), ocorreram exantemas em 12 % dos pacientes fazendo uso de Lamotrigina, enquanto que, em estudos clínicos controlados em pacientes com transtorno bipolar, ocorreram exantemas em 8 % dos pacientes tomando Lamotrigina e em 6 % dos pacientes tomando placebo.

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