Ação da Substância - Kolantyl Comprimido

Bula Kolantyl Comprimido

Princípio ativo: Hidróxido de Alumínio + Hidróxido de Magnésio + Trissilicato de Magnésio

Classe Terapêutica: Antiácidos Puros

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Qual a ação da substância do Kolantyl Comprimido?

Resultados da eficácia

A avaliação global e contínua obtida através da farmacovigilância comprova as indicações terapêuticas, a eficácia, a segurança e a tolerabilidade do produto.

Características Farmacológicas

O hidróxido de magnésio administrado oralmente reage relativamente rápido com o ácido clorídrico do estômago formando cloreto de magnésio e água. Aproximadamente 30% dos íons magnésio são absorvidos pelo intestino delgado. O hidróxido de alumínio vagarosamente reage com o ácido clorídrico do estômago formando cloreto de alumínio, sendo que uma pequena parte é absorvida. O alumínio absorvido é eliminado pela urina e pacientes com insuficiência renal tem um risco aumentado pelo acúmulo nos ossos e no SNC, havendo potencial risco de intoxicação por alumínio. A combinação de hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio e trissilicato de magnésio permite a neutralização da acidez gástrica.

O trissilicato de magnésio é um antiácido com propriedades gerais similares as do hidróxido de magnésio. Podendo ser administrado também na forma oral em associação com o hidróxido de magnésio e de alumínio, tem uma absorção mais lenta com o ácido clorídrico do estômago mesmo se oferecido em altas doses. Através do aumento de pH, resultante da reação de neutralização, ocorre alívio dos sintomas de hiperacidez gástrica comum a várias patologias, como: dispepsia, refluxo gastroesofágico, esofagite, gastrite e úlcera péptica. A presença de alimento ou outros fatores que retardam o esvaziamento gástrico prolonga a disponibilidade de hidróxido de alumínio e aumenta a quantidade de cloreto de alumínio formada. É recomendado administrar o produto no intervalo entre as refeições e ao deitar, quando os sintomas de hiperacidez geralmente ocorrem.

Apesar de ser considerado um antiácido não sistêmico, pequena quantidade de hidróxido de alumínio é absorvida (0,1 a 0,5 mg) e excretada na urina, desde que a função renal esteja normal. Pacientes com insuficiência renal estão mais sujeitos ao acúmulo (ossos e sistema nervoso central) e toxicidade por alumínio. Os compostos de alumínio que permanecem no trato gastrointestinal são excretados nas fezes sob a forma de hidróxidos, carbonatos e fosfatos. O hidróxido de alumínio reduz a carga ácida em virtude da reação de neutralização do ácido clorídrico. Desta forma, as quantidades de íons hidrogênio, para retrodifusão através da mucosa gastrointestinal, diminuem.

O mecanismo de ação dos antiácidos inclui o aumento da secreção de bicarbonato e muco, aumento da produção e liberação de prostaglandinas e manutenção da microcirculação. Quando o poder de neutralização ácida é suficiente (pH > 4), tanto a liberação de pepsina quanto a de gastrina é reduzida. Dessa forma, os mecanismos de autorregulação associados à gastrina são acionados para aumentar o tônus do esfíncter inferior do esôfago. Isso explicaria a eficácia dos antiácidos no controle dos sintomas em pacientes com refluxo gastroesofágico.

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