Como o Ivermectan Pet funciona?
Ivermectan® Pet é um medicamento antiparasitário à base de ivermectina, substância amplamente utilizada para o tratamento e combate aos parasitas internos e externos dos animais domésticos. A ivermectina causa paralisia e morte dos parasitas susceptíveis pelo aumento da liberação do neurotrans-missor GABA (ácido gama-aminobutírico). A ivermectina oral possui excelente absorção e distribuição nos tecidos, exceto no uido cérebro-espinhal, o que garante sua baixa toxicidade.O correto diagnóstico das indicações acima contribui para o sucesso no tratamento com Ivermectan® Pet.
Farmacocinética
A ivermectina é uma avermectina pertencente ao grupo das lactonas macrocíclicas. Após a administração oral as concentrações plasmáticas são diretamente proporcionais à dose. A concentração plasmática máxima é atingida em aproximadamente quatro ou seis horas após a administração da dose oral, com a meia vida plasmática de 36 horas. A metabolização da ivermectina é hepática e a maior concentração tissular (tecidos) é encontrada no fígado e no tecido adiposo. A ivermectina quando utilizada sob as dosagens recomendadas, não atravessa com facilidade a barreira hematoencefalica devido ao seu alto peso molecular e às glicoproteinas-P presentes no local, que atuam limitando o acesso do medicamento ao cerebro dos animais. Entretanto, existem relatos de neurotoxicidade em cães da raça collie, pelo fato de apresentarem mutação no gene responsável pela produção dessas glicoproteinas-P. A ivermectina e/ou seus metabólitos são excretados quase exclusivamente nas fezes em um período estimado de 12 dias e menos de 1% da dose administrada é excretada na urina na forma conjugada ou inalterada.
Farmacodinâmica
A ivermectina imobiliza os vermes induzindo uma paralisia da musculatura. A paralisia é mediada pela potencialização e/ou ativação direta dos canais de cloro sensíveis às avermectinas, controlados pelo glutamato. Esses canais estão presentes somente nos nervos e células musculares dos invertebrados e uma vez potencializados, acarretam aumento da permeabilidade da membrana celular aos íons cloreto, com hiperpolarização dos nervos ou células musculares, resultando na paralisia e em seguida na morte do parasita. As avermectinas podem também interagir com canais de cloro mediados por outros neurotransmissores como o ácido gama-aminobutírico (GABA). A atividade seletiva do medicamento contra os parasitas e sua segurança podem ser atribuídas ao fato de nos mamíferos, os canais iônicos mediados pelo GABA só estão presentes no cérebro, e a ivermectina não atravessa a barreira hematoencefálica em situações normais.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)