Qual a ação da substância do Imunoglucan?
Resultados de Eficácia
As pesquisas indicam que o uso de Glucana reduz a susceptibilidade às infecções dos animais tratados com ciclofosfamida; estimula a produção de IL-1, amplia a resposta imune pela estimulação do T-helper; estimula os macrófagos do fígado a formar estruturas granulomatosas, retarda o crescimento de vários tipos de tumores (leucemia mielogênica aguda, adenocarcinomas, melanomas por células B), quando injetada por via intravenosa ou intralesional. A regressão dos tumores promovida pela Glucana é sempre acompanhada de necrose das células tumorais e de infiltrado de células monocíticas.
A Glucana exerce ação antitumoral por vários mecanismos:
- Estimulação do sistema mononuclear fagocítico, estimulação dos linfócitos Th1; proliferação do tecido de granulação fibroblástico; diminuição do tamanho dos granulomas existentes na esquistossomose, modificando sua morfologia e composição. Agrava as reações nos enxertos xenogênicos e ativa as reações enxertohospedeiro.
Estudo de SARINHO (Allergy, 2009; Allergologia ET Immunopathologia, 2009) em pacientes asmáticos que usaram Glucana demonstrou aumento dos níveis séricos da IL-10, indicando a possibilidade de restaurar a função Th2, modulando, deste modo, a sensibilização alérgica.
Características Farmacológicas
Glucana contém Glucana (ß-1,3-D-glicopiranose), biopolímero com peso molecular em torno de 6.500 Dalton, extraído da parede celular do Saccharomyces cerevisiae, através de hidrólise e processos físicos. A Glucana não possui ação tóxica nem atividade imunogênica e, como propriedade farmacológica, estimula as defesas do sistema mononuclear fagocítico contra infecções por vírus, bactérias, protozoários e fungos patogênicos.
Aumenta a imunocompetência do sistema imune; amplia a atividade dos macrófagos na modulação da resposta imune, de modo inespecífico; reforça o poder imunogênico do antígeno, quando injetado associado; modula a resposta humoral e celular, e estimula as respostas primárias e secundárias contra inúmeros antígenos. Estimula o sistema timodependente e aumenta as células formadoras de colônias de macrófagos e granulócitos do baço e da medula óssea.
Estas propriedades indicam que a Glucana, usada como agente imunoterápico, pode estimular o crescimento do número de células efetoras viáveis; produzir necroses de células tumorais por meio de injeções intralesionais, e reduzir, de modo significante, o infiltrado de monócitos.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)