Precauções - Ibuprofeno Comprimido Medley

Bula Ibuprofeno Comprimido Medley

Princípio ativo: Ibuprofeno

Classe Terapêutica: Analgésicos Não Narcóticos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais cuidados devo ter ao usar o Ibuprofeno Comprimido Medley?

Precauções gerais

Efeitos indesejáveis podem ser minimizados através da administração da menor dose eficaz durante o menor tempo necessário para o controle dos sintomas. Como outros anti-inflamatórios não-esteroidais, ibuprofeno pode mascarar os sinais de infecção.

Hemorragia, ulceração e perfuração gastrintestinais

Deve ser administrado com cautela a pacientes com histórico de úlcera péptica ou de outra doença gastrintestinal, uma vez que tais condições podem ser aumentadas. Hemorragia, ulceração e perfuração gastrintestinais foram relatadas em relação a todos os anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) a qualquer momento do tratamento. Esses eventos adversos podem ser fatais e podem ocorrer com ou sem sintomas prévios ou histórico de eventos gastrintestinais graves. O risco de hemorragia, ulceração e perfuração gastrintestinais é maior com o aumento das doses de ibuprofeno em pacientes com histórico de úlceras, particularmente se complicadas com hemorragia ou perfuração, e em idosos. Esses pacientes devem iniciar o tratamento na menor dose disponível. Terapia combinada com agentes protetores do estômago deve ser considerada para estes pacientes, assim como para pacientes que requeiram o tratamento em combinação a ácido acetilsalicílico ou outros fármacos que aumentem o risco gastrintestinal.

Pacientes com histórico de doença gastrintestinal, particularmente idosos, devem comunicar ao seu médico qualquer sintoma abdominal (especialmente hemorragia gastrintestinal) no início do tratamento. Se ocorrer hemorragia ou ulceração gastrintestinais em pacientes recebendo ibuprofeno, o tratamento deve ser descontinuado.

Alterações respiratórias

Recomenda-se cuidado ao administrar este medicamento a pacientes com asma brônquica (ou história prévia), pois foi relatado que ibuprofeno pode provocar broncoespasmo (contração do brônquio e chiado) em tais pacientes.

Insuficiências do coração, dos rins e do fígado

O uso de anti-inflamatórios não-esteroidais pode levar à deterioração da função renal (do rim), por isso, recomenda-se cuidado ao administrar ibuprofeno à pacientes com insuficiência do coração, dos rins ou do fígado. A dose deve ser mantida tão baixa quanto possível e a função do rim deve ser monitorada nestes pacientes.

Efeitos cardiovascular e cerebrovascular

Este medicamento deve ser administrado com cautela a pacientes com histórico de insuficiência cardíaca ou hipertensão arterial (pressão alta), pois foi relatado edema (inchaço) associado à administração de ibuprofeno.

Dados epidemiológicos sugerem que o uso de ibuprofeno, particularmente na dose mais alta (2400 mg diariamente) e em tratamento de longa duração, pode estar associado a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos (trombose) com infarto do miocárdio ou derrame. Estudos epidemiológicos não sugerem que doses baixas de ibuprofeno (≤ 1200 mg diariamente) estejam associadas com o aumento do risco de eventos trombóticos (tromboses) arteriais, particularmente infarto do miocárdio.

Pacientes com hipertensão (aumento de pressão arterial) não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, isquemia cardíaca estabelecida, distúrbio arterial periférico e/ou distúrbio cérebro-vascular podem ser tratados com ibuprofeno após avaliação cuidadosa. Avaliação similar deve ser feita antes do início do tratamento de longa duração em pacientes com fatores de risco para doença cardiovascular (isto é, hipertensão (pressão alta), hiperlipidemia (problema de colesterol e triglicérides), diabetes mellitus e tabagismo).

Efeitos na pele

Reações de pele graves, algumas delas fatais, como a dermatite esfoliativa, Síndrome de Stevens-Johnson e necrose epidérmica tóxica, foram relatadas raramente com o uso de anti-inflamatórios não esteroidais. Aparentemente, o risco de ocorrência dessas reações adversas é maior no início da terapia. Na maioria dos casos, o início de tais reações ocorreu no primeiro mês de tratamento. A administração de ibuprofeno deve ser interrompida aos primeiros sinais de rachaduras na pele, lesões em mucosas ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade.

Efeitos do rim

Recomenda-se cautela ao iniciar o tratamento com ibuprofeno em pacientes com desidratação significativa. Assim como os demais anti-inflamatórios não-esteroidais, a administração prolongada de ibuprofeno resultou em necrose papilar e outras alterações patológicas renais. Os pacientes que apresentam maior risco para esta reação são aqueles com função renalalterada, insuficiência cardíaca, disfunção do fígado, pacientes em uso de diuréticos e idosos. A descontinuação do tratamento com o anti-inflamatório não-esteroidal é seguida tipicamente do retorno às condições pré-tratamento.

Efeitos hematológicos

O ibuprofeno, assim como outros anti-inflamatórios não-esteroidais, pode inibir a agregação plaquetária e prolongar o tempo de sangramento em indivíduos normais.

Meningite asséptica

Raramente foi observada meningite asséptica em pacientes sob tratamento com ibuprofeno. Embora isto possa ocorrer mais provavelmente em pacientes portadores de lúpus eritematoso sistêmico ou outras doenças do tecido conjuntivo, foi relatada em pacientes que não apresentavam doença crônica subjacente.

Este medicamento não deve ser utilizado concomitantemente com bebidas alcoólicas.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Uso em idosos

Em pacientes idosos há um aumento da frequência de reações adversas aos anti-inflamatórios não-esteroidais, como o ibuprofeno, especialmente hemorragia e perfuração, que podem ser fatais.

Nenhum ajuste de dose é necessário a não ser que o paciente apresente diminuição da função dos rins ou fígado sendo o ajuste de dose feito individualmente.

Uso pediátrico

O uso de ibuprofeno comprimidos revestidos 400 mg é recomendado apenas para crianças maiores de 12 anos de idade.

Uso na gravidez

O uso de ibuprofeno durante a gravidez deve ser, se possível, evitado. Considerando os efeitos conhecidos de anti-inflamatórios não-esteroidais no sistema cardiovascular fetal, o uso de ibuprofeno no final da gravidez deve ser evitado. A administração de ibuprofeno não é recomendada durante o parto ou trabalho de parto, pois o início do parto pode ser atrasado, sua duração prolongada e há aumento na tendência de sangramento da mãe e do bebê.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso na lactação

Nos limitados estudos disponíveis, ibuprofeno aparece no leite materno em baixas concentrações. Não é recomendado para mulheres que estejam amamentando.

O que você está sentindo?

Use o BulaBot para fins informativos.