Como usar o Hynalgin?
Hynalgin® Injetável pode ser administrado por via intravenosa ou intramuscular.
Para assegurar que a administração injetável de dipirona possa ser interrompida ao primeiro sinal de reação anafilática/anafilactoide (reação alérgica grave e imediata que pode levar à morte) e para minimizar o risco de reações hipotensivas (pressão baixa) isoladas, é necessário que os pacientes estejam deitados e sob supervisão médica. Além disto, a administração intravenosa deve ser muito lenta, a uma velocidade de infusão que não exceda 1 mL (500 mg de dipirona)/minuto, para prevenir reações hipotensivas.
Incompatibilidades/compatibilidades
Hynalgin® pode ser diluído em solução de glicose a 5%, solução de cloreto de sódio a 0,9% ou solução de Ringer-lactato. Entretanto, tais soluções devem ser administradas imediatamente, uma vez que suas estabilidades são limitadas.
Devido à possibilidade de incompatibilidade, a solução de dipirona não deve ser administrada juntamente com outros medicamentos injetáveis.
A escolha da dose e da via de administração deve ser feita exclusivamente sob orientação médica e em função do efeito analgésico desejado e das condições do paciente. Em muitos casos, a administração oral (dipirona comprimidos, solução oral ou gotas) ou retal (dipirona supositórios) é suficiente para obter analgesia satisfatória.
Quando for necessário um efeito analgésico de início rápido ou quando a administração por via oral ou retal é contraindicada, recomenda-se a administração de Hynalgin® injetável por via intravenosa ou intramuscular.
O tratamento pode ser interrompido a qualquer instante sem provocar danos ao paciente, inerentes à retirada da medicação.
Quando da escolha da via de administração, deve-se considerar que a via parenteral está associada com maior risco de reações anafiláticas/anafilactoides.
Caso a administração parenteral de dipirona seja considerada em crianças entre 3 e 11 meses de idade, deve- se utilizar apenas a via intramuscular.
Visto que reações de hipotensão após administração da forma injetável podem ser dose-dependentes, a indicação de doses únicas maiores do que 1 g de dipirona por via parenteral deve ser cuidadosamente considerada.
Se o efeito de uma única dose for insuficiente ou após o efeito analgésico ter diminuído, a dose pode ser repetida respeitando-se o modo de usar e a dose máxima diária, conforme descrito abaixo.
As seguintes dosagens são recomendadas:
Adultos e adolescentes acima de 15 anos
- Em dose única de 2 a 5 mL (intravenosa e intramuscular); dose máxima diária de 10 mL.
Crianças e lactentes (que estão sendo amamentadas)
- Em crianças com idade inferior a 1 ano, Hynalgin® Injetável deve ser administrada somente pela via intramuscular.
As crianças devem receber Hynalgin® Injetável conforme seu peso segundo a orientação deste esquema:
| Peso | Intravenosa (IV) | Intramuscular (IM) |
| Lactentes de 5 a 8 kg | -- | 0,1 - 0,2 mL |
| Crianças de 9 a 15 kg | 0,2 - 0,5 mL | |
| Crianças de 16 a 23 kg | 0,3 - 0,8 mL | |
| Crianças de 24 a 30 kg | 0,4 - 1,0 mL | |
| Crianças de 31 a 45 kg | 0,5 - 1,5 mL | |
| Crianças de 46 a 53 kg | 0,8 - 1,8 mL | |
Caso necessário, Hynalgin® Injetável pode ser administrada até 4 vezes ao dia.
Não há estudos dos efeitos de Hynalgin® Injetável administrada por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via intravenosa ou intramuscular, conforme recomendado pelo médico.
Em pacientes com insuficiência nos rins ou no fígado
- Recomenda-se que o uso de altas doses de dipirona seja evitado, uma vez que a taxa de eliminação é reduzida nestes pacientes. Entretanto, para tratamento em curto prazo não é necessária redução da dose. Não existe experiência com o uso de dipirona em longo prazo em pacientes com insuficiência nos rins ou no fígado.
Em pacientes idosos e pacientes debilitados
- Deve-se considerar a possibilidade das funções do fígado e dos rins estarem prejudicadas.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)