Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Herceptin?
Herceptin®
Assim como os medicamentos antitumorais de modo geral, Herceptin® pode causar reações indesejáveis.
A Tabela 1 a seguir resume as reações adversas que foram relatadas em associação com o uso de Herceptin® isolado ou em combinação com quimioterapia em estudos clínicos. Todos os termos incluídos são baseados na maior porcentagem observada nos estudos clínicos.
Tendo em vista que Herceptin® é comumente utilizado com outros agentes quimioterápicos e radioterapia, geralmente é difícil de confirmar a relação causal dos eventos adversos para um fármaco/radioterapia em particular.
A categoria de frequência correspondente para cada reação adversa ao medicamento é baseada na seguinte convenção:
- Muito comum (≥ 1/10);
- Comum (≥ 1/100 a < 1/10);
- Incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100);
- Rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000);
- Muito rara (< 1/10.000);
- Não conhecida (não pode ser estimada com base nos dados disponíveis).
Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade.
Tabela 1 - Resumo das reações adversas ao medicamento que ocorreram em pacientes tratados com Herceptin® em estudos clínicos
| Classe do sistema orgânico | Reação adversa* | Frequência |
| Infecções e infestações | Nasofaringite | Muito comum |
| Infecção | Muito comum | |
| Influenza (gripe) | Comum | |
| Faringite | Comum | |
| Sinusite | Comum | |
| Rinite | Comum | |
| Infecção do trato respiratório superior | Comum | |
| Infecção do trato urinário | Comum | |
| Sepse neutropênica (infecção associada à diminuição de um dos tipos de glóbulos brancos) | Comum | |
| Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático | Anemia | Muito comum |
| Trombocitopenia (redução das plaquetas, que auxiliam na coagulação do sangue) | Muito comum | |
| Neutropenia febril | Muito comum | |
| Redução da contagem de células brancas sanguíneas / leucopenia | Muito comum | |
| Neutropenia (redução de um dos tipos de glóbulos brancos, responsável pela defesa de infecções) | Muito comum | |
| Distúrbios do sistema imune | Hipersensibilidade (reações alérgicas) | Comum |
| Choque anafilático (reações alérgicas graves, com dificuldade respiratória e queda brusca da pressão arterial) | Rara | |
| Distúrbios metabólicos e nutricionais | Redução de peso | Muito comum |
| Aumento de peso | Muito comum | |
| Redução do apetite | Muito comum | |
| Distúrbios psiquiátricos | Insônia | Muito comum |
| Depressão | Comum | |
| Ansiedade | Comum | |
| Distúrbios do sistema nervoso | Tontura | Muito comum |
| Dor de cabeça | Muito comum | |
| Parestesia (sensibilidade alterada de uma região do corpo, geralmente com formigamento ou dormência) | Muito comum | |
| Hipoestesia (perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do corpo) | Muito comum | |
| Disgeusia (alteração do paladar) | Muito comum | |
| Hipertonia (aumento da rigidez muscular) | Comum | |
| Neuropatia periférica (distúrbio neurológico periférico) | Comum | |
| Sonolência | Comum | |
| Distúrbios oculares | Lacrimejamento (aumento) | Muito comum |
| Conjuntivite | Muito comum | |
| Distúrbios do ouvido e do labirinto | Surdez | Incomum |
| Distúrbios cardíacos | Diminuição da fração de ejeção (quantidade de sangue que o coração consegue enviar para a circulação) | Muito comum |
| +Insuficiência cardíaca (congestiva) (incapacidade do coração bombear a quantidade correta de sangue para o corpo, podendo gerar acúmulo de líquido no pulmão, abdômen e nos membros) | Comum | |
| Cardiomiopatia (distúrbio do músculo cardíaco) | Comum | |
| +1Taquiarritmia supraventricular (distúrbio do ritmo cardíaco que ocasiona no aumento dos batimentos cardíacos) | Comum | |
| 1Palpitação | Comum | |
| Efusão pericárdica (acúmulo anormal de fluidos entre as membranas que envolvem o coração, conhecidas como “pericárdio”) | Incomum | |
| Distúrbios vasculares | Linfedema (inchaço provocado pelo acúmulo de um líquido denominado linfa) | Muito comum |
| Fogachos | Muito comum | |
| +1Pressão baixa | Comum | |
| Pressão alta | Comum | |
| Vasodilatação | Comum | |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino | +Falta de ar | Muito comum |
| Epistaxe (sangramento nasal) | Muito comum | |
| Dor orofaríngea (dor na garganta) | Muito comum | |
| Tosse | Muito comum | |
| Rinorreia (coriza) | Muito comum | |
| Asma | Comum | |
| Distúrbio pulmonar | Comum | |
| +Efusão pleural (acúmulo excessivo de fluido entre as membranas que envolvem o pulmão) | Comum | |
| Pneumonia | Comum | |
| Pneumonite (inflamação pulmonar) | Incomum | |
| Chiado | Incomum | |
| Distúrbios gastrintestinais | Diarreia | Muito comum |
| Vômito | Muito comum | |
| Náusea | Muito comum | |
| Dor abdominal | Muito comum | |
| Dificuldade de digestão | Muito comum | |
| Constipação | Muito comum | |
| Estomatite (inflamação da cavidade bucal) | Muito comum | |
| Distúrbios hepatobiliares | Dano hepatocelular (células do fígado) | Comum |
| Icterícia (aumento de bilirrubinas que provocam coloração amarelada em pele e mucosas) | Rara | |
| Distúrbios de pele e de tecido subcutâneo | Eritema (coloração avermelhada da pele) | Muito comum |
| Rash (erupção cutânea) | Muito comum | |
| Alopecia (redução parcial ou total de pelos ou cabelos em uma determinada área de pele) | Muito comum | |
| Síndrome da eritrodisestesia palmoplantar | Muito comum | |
| Alterações nas unhas | Muito comum | |
| Acne | Comum | |
| Dermatite | Comum | |
| Pele seca | Comum | |
| Sudorese | Comum | |
| Rash maculopapular (erupção cutânea em grande parte do corpo) | Comum | |
| Coceira | Comum | |
| Onicólise (descolamento das unhas) | Comum | |
| Urticária | Incomum | |
| Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo | Dor nas articulações | Muito comum |
| Dor muscular | Muito comum | |
| Artrite (inflamação nas articulações) | Comum | |
| Dor nas costas | Comum | |
| Dor óssea | Comum | |
| Contrações musculares involuntárias | Comum | |
| Dor no pescoço | Comum | |
| Dor nas extremidades | Comum | |
| Distúrbios gerais e condições no local de administração | Astenia (desânimo) | Muito comum |
| Dor torácica | Muito comum | |
| Calafrios | Muito comum | |
| Fadiga | Muito comum | |
| Mal-estar semelhante à gripe | Muito comum | |
| Reação relacionada à infusão | Muito comum | |
| Dor | Muito comum | |
| Febre | Muito comum | |
| Inchaço de mãos e pés | Muito comum | |
| Inflamação da mucosa | Muito comum | |
| Inchaço | Comum | |
| Indisposição | Comum | |
| Danos, intoxicação e complicações de procedimentos | Toxicidade nas unhas | Muito comum |
* As reações adversas ao medicamento são identificadas como eventos que ocorreram com, pelo menos, 2% de diferença, quando comparado ao braço controle em, pelo menos, um dos maiores estudos clínicos randomizados. As reações adversas ao medicamento foram adicionadas à categoria apropriada da classe do sistema orgânico e apresentadas em uma única tabela de acordo com a maior incidência observada em qualquer um dos maiores estudos clínicos.
+ Denota as reações adversas que foram relatadas em associação com resultado fatal.
1 Denota as reações adversas que são relatadas amplamente em associação com reações relacionadas com a infusão. Porcentagens específicas para esses eventos não estão disponíveis.
Imunogenicidade
No estudo clínico de câncer de mama inicial na neoadjuvância-adjuvância, com mediana de acompanhamento excedendo 70 meses, 10,1% (30/296) dos pacientes do braço tratado com Herceptin® IV desenvolveram anticorpos contra trastuzumabe. Os anticorpos anti-trastuzumabe neutralizantes foram detectados em amostras pós nível basal em 2 de 30 pacientes do braço tratado com Herceptin® IV.
A relevância clínica desses anticorpos é desconhecida. A presença de anticorpos anti-trastuzumabe não teve impacto na farmacocinética, eficácia [determinada pela resposta patológica completa (RpC) e sobrevida livre de doença (SLD)] e segurança (determinada pela ocorrência de reações relacionadas à infusão, RRAs) de Herceptin® IV.
Informações adicionais sobre reações adversas selecionadas
Reações relacionadas à infusão e hipersensibilidade
As reações relacionadas à infusão, tais como calafrios e/ou febre, dispneia, hipotensão, sibilância, broncoespasmo, taquicardia, redução na saturação de oxigênio e insuficiência respiratória foram observadas em todos os estudos clínicos com trastuzumabe.
Pode ser difícil diferenciar, clinicamente, as reações relacionadas à infusão de reações de hipersensibilidade.
O índice de todas as reações relacionadas à infusão de todos os graus variou entre os estudos dependendo da indicação, se trastuzumabe foi administrado em combinação com quimioterapia ou como monoterapia e a metodologia de coleta de dados.
No câncer de mama metastático, o índice das reações relacionadas à infusão variou de 49% a 54% no braço com trastuzumabe, em comparação com 36% a 58% no braço comparador (o qual deve incluir outra quimioterapia). Reações graves (grau 3 ou maior) variaram de 5% a 7% no braço com trastuzumabe, em comparação com 5% a 6% no braço comparador.
No câncer de mama inicial, o índice das reações relacionadas à infusão variou de 18% a 54% no braço com trastuzumabe, em comparação com 6% a 50% no braço comparador (o qual deve incluir uma outra quimioterapia). Reações graves (grau 3 ou maior) variou de 0,5% a 6% no braço com trastuzumabe, em comparação com 0,3% a 5% no braço comparador.
No tratamento do câncer de mama inicial na neoadjuvância-adjuvância (BO22227), os índices de reações relacionadas à infusão estiveram de acordo com o descrito acima e foi de 37,2% no braço tratado com Herceptin® IV. Reações graves de grau 3 relacionadas à infusão foi de 2,0% no mesmo braço durante o período de tratamento. Não houve reações relacionadas à infusão de graus 4 ou 5.
Reações anafilactoides foram observadas em casos isolados.
Disfunção cardíaca
Insuficiência cardíaca congestiva (NYHA Classe II-IV) é uma reação adversa comum a Herceptin® e associada com resultados fatais. Sinais e sintomas de disfunção cardíaca, tais como falta de ar, ortopneia (dificuldade respiratória quando está na posição deitada), exacerbação da tosse, edema pulmonar, galope S3 (quando o médico na ausculta percebe três batimentos cardíacos em vez de dois, como seria o normal) ou redução na fração de ejeção ventricular (quantidade de sangue que o coração consegue enviar para a circulação), foram observados em pacientes tratados com Herceptin®.
Câncer de mama metastático
Dependendo dos critérios utilizados para definir a insuficiência cardíaca, a incidência de sintomas nos estudos clínicos principais, realizados em pacientes com doença metastática, variou entre 9% e 12% no grupo de pacientes tratados com Herceptin® + paclitaxel, comparado com 1% - 4% no grupo de pacientes tratados com paclitaxel isolado. Para a monoterapia com Herceptin® o índice foi de 6% - 9%. O índice mais elevado de disfunção cardíaca foi observado em pacientes tratados concomitantemente com Herceptin® + antraciclina/ciclofosfamida (27%) e foi significativamente mais elevado que o do grupo tratado somente com antraciclina/ciclofosfamida (7% - 10%). Em outro estudo com monitoramento prospectivo da função cardíaca, a incidência de insuficiência cardíaca sintomática foi de 2,2% em pacientes recebendo Herceptin® e docetaxel, comparado com 0% nos pacientes recebendo docetaxel isoladamente. A maioria dos pacientes (79%) que desenvolveram disfunção cardíaca nesses estudos apresentou melhora após receber o tratamento padrão para insuficiência cardíaca.
Câncer de mama inicial (adjuvância)
Nos três estudos clínicos principais na adjuvância com a administração de trastuzumabe em combinação com quimioterapia, a incidência de disfunção cardíaca de grau 3/4 (insuficiência cardíaca congestiva sintomática) foi similar em pacientes que estavam recebendo somente quimioterapia e em pacientes que estavam recebendo Herceptin® sequencialmente após um taxano (0,3 a 0,4%). O índice foi maior em pacientes que estavam recebendo Herceptin® concomitantemente a um taxano (2,0%). Em 3 anos, o índice de eventos cardíacos em pacientes recebendo AC → P (doxorrubicina mais ciclofosfamida seguidos por paclitaxel) + H (trastuzumabe) foi estimado em 3,2%, comparado com 0,8% em pacientes tratados com AC → P. Nenhum aumento na incidência cumulativa de eventos cardíacos foi observado em 5 anos de acompanhamento adicionais.
Em 5,5 anos, os índices de eventos cardíacos sintomáticos ou FEVE foram 1,0%, 2,3% e 1,1%, respectivamente, nos braços de tratamento com AC → D (doxorrubicina mais ciclofosfamida seguidos por docetaxel), AC → DH (doxorrubicina mais ciclofosfamida seguidos por docetaxel mais trastuzumabe), e DCarbH (docetaxel, carboplatina e trastuzumabe). Para insuficiência cardíaca congestiva sintomática (NCI-CTC Grau 3-4), os índices de 5 anos foram 0,6%, 1,9% e 0,4%, respectivamente, nos braços de tratamento AC → D, AC → DH e DCarbH. O risco global de desenvolvimento de eventos cardíacos sintomáticos foi baixo e similar para pacientes nos braços de tratamento com AC → D e DCarbH. Com relação aos braços de tratamento AC → D e DCarbH, houve aumento do risco de desenvolvimento de eventos cardíacos sintomáticos para pacientes do braço de tratamento AC → DH, sendo discernível por aumento contínuo no índice cumulativo de eventos cardíacos sintomáticos ou FEVE de até 2,3% em comparação com aproximadamente 1% nos dois braços comparadores (AC → D e DCarbH).
Quando Herceptin® foi administrado após a conclusão da quimioterapia adjuvante, insuficiência cardíaca NYHA Classe III-IV foi observada em 0,6% dos pacientes no braço que receberam Herceptin® por um ano após mediana de acompanhamento de 12 meses. Após a mediana de 3,6 anos de acompanhamento, a incidência de insuficiência cardíaca congestiva grave e disfunção ventricular esquerda após a terapia com Herceptin® permaneceu abaixo de 0,8% e 9,8%, respectivamente.
No estudo BO16348, após uma mediana de acompanhamento de 8 anos, a incidência de insuficiência cardíaca congestiva grave (NYHA Classe III-IV) no braço tratado com Herceptin® por um ano, foi de 0,8%, e o índice de disfunção ventricular esquerda assintomática e sintomática leve foi de 4,6%.
A reversibilidade da insuficiência cardíaca congestiva grave (definida como uma sequência de pelo menos dois valores consecutivos de FEVE ≥ 50% após o evento) foi evidente em 71,4% dos pacientes tratados com Herceptin® . A reversibilidade da disfunção ventricular esquerda assintomática e sintomática leve foi demonstrada em 79,5% dos pacientes. Aproximadamente 17% dos eventos relacionados à disfunção cardíaca ocorreram após a conclusão do tratamento com Herceptin® .
Na análise conjunta dos estudos NSAPB-B31 e NCCTG N9831, com uma mediana de acompanhamento de 8,1 anos para o grupo AC→PH (doxorrubicina mais ciclofosfamida, seguido de paclitaxel mais trastuzumabe), a incidência por paciente de um novo início de disfunção cardíaca, determinada pela FEVE, permaneceu inalterada em comparação com a análise feita no grupo AC→PH sob mediana de acompanhamento de 2,0 anos: 18,5% dos pacientes no grupo AC→PH com uma redução de FEVE de ≥ 10% a até menos que 50%. A reversibilidade da disfunção ventricular esquerda foi reportada em 64,5% dos pacientes que apresentaram ICC sintomática no grupo AC→PH, sendo assintomática no último acompanhamento, e 90,3% tento uma recuperação completa ou parcial da FEVE.
Câncer de mama inicial (neoadjuvância-adjuvância)
No estudo clínico pivotal MO16432, Herceptin® foi administrado concomitantemente com quimioterapia neoadjuvante incluindo três ciclos de doxorrubicina (dose cumulativa de 180 mg/m2). A incidência de disfunção cardíaca sintomática foi de até 1,7% no braço com Herceptin®.
No estudo clínico pivotal BO22227, Herceptin® foi administrado concomitantemente com quimioterapia neoadjuvante incluindo quatro ciclos de epirrubicina (dose cumulativa de 300 mg/m2); na mediana de acompanhamento excedendo 70 meses, a incidência de insuficiência cardíaca / insuficiência cardíaca congestiva foi de 0,3% no braço tratado com Herceptin® IV.
Câncer gástrico avançado
A maioria das reduções na fração de ejeção do ventrículo esquerdo – quantidade de sangue que sai do ventrículo esquerdo (FEVE) observadas no estudo BO18255 foi assintomática, com exceção de um paciente no braço contendo Herceptin®, cuja queda da FEVE coincidiu com insuficiência cardíaca.
Toxicidade hematológica (relacionada ao sangue)
Câncer de mama
A toxicidade hematológica é infrequente após a administração de Herceptin® IV como monoterapia nos pacientes em tratamento da doença metastática.
Houve aumento na toxicidade hematológica em pacientes tratados com a combinação de Herceptin® com paclitaxel, comparados com pacientes que receberam paclitaxel isoladamente.
A toxicidade hematológica foi também aumentada em pacientes que receberam Herceptin® e docetaxel, em comparação com docetaxel isolado. A incidência de neutropenia febril/septicemia neutropênica (diminuição de glóbulos brancos com febre/infecção generalizada com diminuição de glóbulos brancos) também foi aumentada em pacientes tratados com Herceptin® mais docetaxel.
Câncer gástrico avançado
Os eventos adversos de grau ≥ 3 mais frequentemente relatados que ocorreram com taxa de incidência de, pelo menos, 1% por tratamento clínico, os quais foram classificados sob a classe do sistema orgânico relacionada aos distúrbios do sistema linfático e sangue, são mostrados abaixo.
Tabela 2 - Eventos adversos de grau ≥ 3 frequentemente reportados nos distúrbios do sangue e do sistema linfático
| - | Fluoropirimidina / cisplatina (N = 290) (% de pacientes em cada braço de tratamento) | Trastuzumabe / fluoropirimidina / cisplatina (N = 294) (% de pacientes em cada braço de tratamento) |
| Neutropenia(redução de um tipo de glóbulo branco do sangue) | 30% | 27% |
| Anemia | 10% | 12% |
| Neutropenia febril (febre na vigência de redução de um tipo de glóbulo branco) | 3% | 5% |
| Trombocitopenia | 3% | 5% |
A porcentagem total de pacientes que tiveram uma reação adversa (de grau ≥ 3 NCI-CTCAE versão 3.0) que tenha sido classificada sob essa classe do sistema orgânico foi de 38% no braço FP e 40% no braço FP+H.
Em geral, não houve diferenças significativas na hematotoxicidade entre o braço de tratamento e o braço comparador.
Toxicidade hepática (relacionado ao fígado) e renal
Câncer de mama
Toxicidade hepática grau 3 ou 4, segundo os critérios da OMS, foi observada em 12% dos pacientes após a administração de Herceptin® IV como agente único, em pacientes que receberam tratamento para a doença metastática. Essa toxicidade foi associada com a progressão da doença no fígado em 60% dos pacientes.
Toxicidade hepática grau 3 ou 4, segundo os critérios da OMS, foi menos frequentemente observada entre pacientes que receberam Herceptin® IV e paclitaxel que entre os pacientes que receberam paclitaxel isoladamente (7% comparado com 15%).
Nenhuma toxicidade renal grau 3 ou 4, segundo os critérios da OMS, foi observada.
Câncer gástrico avançado
No estudo BO18255, não houve diferenças significativas na toxicidade hepática e renal observados entre dois braços de tratamento.
Diarreia
Câncer de mama
Dos pacientes tratados com Herceptin® como monoterapia para tratamento da doença metastática 27% apresentaram diarreia. Aumento na incidência de diarreia, principalmente de gravidade leve a moderada, tem sido também observado nos pacientes que receberam Herceptin® em combinação com paclitaxel, em comparação com pacientes que receberam paclitaxel isoladamente.
No estudo BO16348, 8% dos pacientes tratados com Herceptin® apresentaram diarreia durante o primeiro ano de tratamento.
Câncer gástrico avançado
No estudo BO18255, 109 pacientes (37%) que participam do braço de tratamento contendo Herceptin® versus 80 pacientes (28%) no braço comparador tiveram algum grau de diarreia. O critério de gravidade usando NCI-CTCAE v3.0, a porcentagem de pacientes que tiveram diarreia grau ≥ 3 foi de 4% no braço FP versus 9% no braço FP+H.
Infecção
Aumento na incidência de infecções, principalmente infecções leves do trato respiratório superior de pouca importância clínica, ou infecção de cateter, foi observado em pacientes tratados com Herceptin®.
Experiência pós-comercialização
As seguintes reações adversas foram identificadas na experiência pós-comercialização com Herceptin®.
Tabela 3 - Reações adversas relatadas durante a pós-comercialização
| Classe do sistema orgânico | Reação adversa |
| Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático | Redução da protrombina (substância que auxilia a coagulação sanguínea) |
| Trombocitopenia imune | |
| Distúrbios do sistema imune | Reações anafilactoides (reações que lembram anafilaxia, porém com mecanismo diferente, que podem cursar com inchaços, reações cutâneas, coceira, dificuldade para respirar, dores abdominais e choque) |
| Reação anafilática (reação alérgica repentina, que pode cursar com rash cutâneo, sensações de formigamento, coceira, inchaço, sibilos e dificuldade respiratória) | |
| Distúrbios metabólicos e nutricionais | Síndrome de lise tumoral (destruição de células do tumor e sua liberação no organismo que pode causar aumento de ácido úrico, potássio, fosfato e diminuição de cálcio no sangue) |
| Distúrbios oculares | Madarose (perda ou queda dos cílios) |
| Distúrbios cardíacos | Choque cardiogênico (pressão muito baixa, porque o coração não consegue manter a circulação) |
| Taquicardia (aumento da frequência cardíaca) | |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino | Broncoespasmo (contratura da musculatura dos brônquios, causando estreitamento da luz bronquial e dificuldades para respirar) |
| Redução na saturação de oxigênio | |
| Insuficiência respiratória | |
| Doença pulmonar intersticial | |
| Infiltração pulmonar | |
| Síndrome do desconforto respiratório agudo | |
| Desconforto respiratório | |
| Fibrose pulmonar (substituição do tecido pulmonar normal por tecido cicatricial) | |
| Hipóxia (concentração reduzida de oxigênio nos tecidos) | |
| Edema de laringe (inchaço na garganta) | |
| Distúrbios renais e urinários | Glomerulonefropatia (doença dos glomérulos, unidade funcional dos rins) |
| Insuficiência renal (problema nos rins) | |
| Condições de gravidez, puerpério e perinatal | Hipoplasia pulmonar (pulmão pouco desenvolvido) |
| Hipoplasia renal (rim pouco desenvolvido) | |
| Oligoâmnio (líquido amniótico em quantidade diminuída) |
Eventos adversos
A Tabela 4 indica os eventos adversos que historicamente foram relatados em pacientes que receberam Herceptin®.
Tendo em vista que não há evidência de relação causal entre Herceptin® e esses eventos, eles são considerados como não esperados para o propósito de relatórios de segurança de Farmacovigilância.
Tabela 4 - Eventos adversos
| Classe do sistema orgânico | Evento adverso |
| Infecções e infestações | Meningite |
| Bronquite | |
| Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático | Leucemia (câncer no sangue) |
| Distúrbios do sistema nervoso | Distúrbio cerebrovascular (alteração do cérebro por distúrbios vasculares) |
| Letargia | |
| Coma | |
| Distúrbios da orelha e labirinto | Vertigem |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino | Soluço |
| Falta de ar ao realizar esforços | |
| Distúrbios gastrintestinais | Gastrite |
| Pancreatite (inflamação do pâncreas) | |
| Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo | Dor muscular e nos ossos |
| Distúrbios renais e urinários | Disúria (dor ao urinar) |
| Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama | Dor nas mamas |
| Distúrbios gerais e condições no local de administração | Desconforto torácico |
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Herceptin® SC
Resumo do perfil de segurança
Entre as reações adversas mais graves e/ou frequentes relatadas com o uso de Herceptin® SC e Herceptin® (via intravenosa) até a data encontram-se a disfunção cardíaca, reações relacionadas à administração, hematoxicidade (em particular neutropenia), infeções e reações adversas pulmonares.
O perfil de segurança de Herceptin® SC foi semelhante, no geral, ao perfil de segurança conhecido de Herceptin® (via intravenosa).
Eventos adversos graves [definidos de acordo com o National Cancer Institute Common Terminology Criteria for Adverse Events (NCI CTCAE grau ≥ 3) versão 3.0] foram igualmente distribuídos entre Herceptin® SC e Herceptin® (via intravenosa).
Algumas reações adversas foram notificadas com uma frequência superior com a formulação subcutânea, incluindo:
Eventos adversos graves identificados durante a hospitalização do paciente ou em seu prolongamento, infecções de ferida pós-operatória, relações relacionadas à administração e hipertensão.
Lista de reações adversas
Assim como os medicamentos antitumorais de modo geral, Herceptin® SC pode causar reações indesejáveis.
A Tabela 1 a seguir resume as reações adversas que foram relatadas em associação com o uso de Herceptin® SC ou Herceptin® (via intravenosa) isolado ou em combinação com quimioterapia em estudos clínicos. Todos os termos incluídos são baseados na maior porcentagem observada nos estudos clínicos.
Tendo em vista que Herceptin® SC e Herceptin® (via intravenosa) são comumente utilizados com outros agentes quimioterápicos e radioterapia, geralmente é difícil de confirmar a relação causal dos eventos adversos para um fármaco/radioterapia em particular.
A categoria de frequência correspondente para cada reação adversa ao medicamento é baseada na seguinte convenção:
- Muito comum (≥ 1/10);
- Comum (≥ 1/100 a < 1/10);
- Incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100);
- Rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000);
- Muito rara (< 1/10.000);
- Não conhecida (não pode ser estimada com base nos dados disponíveis).
Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade.
Tabela 1 - Resumo das reações adversas ao medicamento que ocorreram em pacientes tratados com Herceptin®
| Classe do sistema orgânico | Reação adversa* | Frequência |
| Infecções e infestações | Nasofaringite | Muito comum |
| Infecção | Muito comum | |
| Influenza (gripe) | Comum | |
| Faringite | Comum | |
| Sinusite | Comum | |
| Rinite | Comum | |
| Infecção do trato respiratório superior | Comum | |
| Infecção do trato urinário | Comum | |
| Sepse neutropênica (infecção associada à diminuição de um dos tipos de glóbulos brancos) | Comum | |
| Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático | Anemia | Muito comum |
| Trombocitopenia (redução das plaquetas, que auxiliam na coagulação do sangue) | Muito comum | |
| Neutropenia febril | Muito comum | |
| Redução da contagem de células brancas sanguíneas / leucopenia | Muito comum | |
| Neutropenia (redução de um dos tipos de glóbulos brancos, responsável pela defesa de infecções) | Muito comum*** | |
| Distúrbios do sistema imune | Hipersensibilidade (reações alérgicas) | Comum |
| Choque anafilático (reações alérgicas graves, com dificuldade respiratória e queda brusca da pressão arterial) | Rara | |
| Distúrbios metabólicos e nutricionais | Redução de peso | Muito comum |
| Aumento de peso | Muito comum | |
| Redução do apetite | Muito comum | |
| Distúrbios psiquiátricos | Insônia | Muito comum |
| Depressão | Comum | |
| Ansiedade | Comum | |
| Distúrbios do sistema nervoso | Tontura | Muito comum |
| Cefaleia (dor de cabeça) | Muito comum | |
| Parestesia (sensibilidade alterada de uma região do corpo, geralmente com formigamento ou dormência) | Muito comum | |
| Hipoestesia (perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do corpo) | Muito comum | |
| Disgeusia (alteração do paladar) | Muito comum | |
| 1Tremor | Muito comum | |
| Hipertonia (aumento da rigidez muscular) | Comum | |
| Neuropatia periférica (distúrbio neurológico periférico) | Comum | |
| Sonolência | Comum | |
| Distúrbios oculares | Lacrimejamento (aumento) | Muito comum |
| Conjuntivite | Muito comum | |
| Olho seco (olho sem lágrima) | Comum | |
| Distúrbios do ouvido e do labirinto | Surdez | Incomum |
| Distúrbios cardíacos | Diminuição da fração de ejeção (quantidade de sangue que o coração consegue enviar para a circulação) | Muito comum |
| 1Palpitação | Comum*** | |
| 1Batimento cardíaco irregular | Muito comum | |
| 1Palpitação cardíaca | Muito comum | |
| +Insuficiência cardíaca (congestiva) (incapacidade do coração bombear a quantidade correta de sangue para o corpo, podendo gerar acúmulo de líquido no pulmão, abdômen e nos membros) | Comum | |
| Cardiomiopatia (distúrbio do músculo cardíaco) | Comum | |
| +1Taquiarritmia supraventricular (distúrbio do ritmo cardíaco que ocasiona no aumento dos batimentos cardíacos) | Comum | |
| Efusão pericárdica (acúmulo anormal de fluidos entre as membranas que envolvem o coração, conhecidas como “pericárdio”) | Incomum | |
| Distúrbios vasculares | Linfedema (inchaço provocado pelo acúmulo de um líquido denominado linfa) | Muito comum |
| Fogachos | Muito comum | |
| +1Hipotensão (pressão baixa) | Comum*** | |
| 1Hipertensão (pressão alta) | Comum*** | |
| Vasodilatação | Comum | |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino | +Dispneia (falta de ar) | Muito comum |
| Epistaxe (sangramento nasal) | Muito comum | |
| Dor orofaríngea (dor na garganta) | Muito comum | |
| Tosse | Muito comum | |
| Rinorreia (coriza) | Muito comum | |
| +1Chiado*** | Incomum*** | |
| Asma | Comum | |
| Distúrbio pulmonar | Comum | |
| +Efusão pleural (acúmulo excessivo de fluido entre as membranas que envolvem o pulmão) | Comum | |
| +Pneumonia*** | Comum | |
| Pneumonite (inflamação pulmonar) | Incomum | |
| Distúrbios gastrintestinais | Diarreia | Muito comum |
| Vômito | Muito comum | |
| Náusea | Muito comum | |
| Dor abdominal | Muito comum | |
| Dispepsia (dificuldade de digestão) | Muito comum | |
| Constipação | Muito comum | |
| Estomatite (inflamação da cavidade bucal) | Muito comum | |
| 1Inchaço labial (inchaço dos lábios) | Muito comum | |
| Hemorroida (varizes no reto) | Comum | |
| Boca seca | Comum | |
| Distúrbios hepatobiliares | Dano hepatocelular (células do fígado) | Comum |
| Hepatite (inflamação do fígado) | Comum | |
| Desconforto hepático (dor no fígado) | Comum | |
| Icterícia (aumento de bilirrubinas que provocam coloração amarelada em pele e mucosas) | Rara | |
| Distúrbios de pele e de tecido subcutâneo | Eritema (coloração avermelhada da pele) | Muito comum |
| Rash (erupção cutânea) | Muito comum | |
| Alopecia (redução parcial ou total de pelos ou cabelos em uma determinada área de pele) | Muito comum | |
| Síndrome da eritrodisestesia palmoplantar | Muito comum | |
| Distúrbio ungueal (alterações nas unhas) | Muito comum | |
| 1Inchaço facial (inchaço do rosto) | Muito comum | |
| Acne | Comum | |
| Dermatite | Comum | |
| Pele seca | Comum | |
| Hiperidrose (sudorese) | Comum | |
| Rash maculopapular (erupção cutânea em grande parte do corpo) | Comum | |
| Coceira | Comum | |
| Onicólise (descolamento das unhas) | Comum | |
| Equimose (hematoma) | Comum | |
| Urticária | Incomum | |
| Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo | Artralgia (dor nas articulações) | Muito comum |
| Mialgia (dor muscular) | Muito comum | |
| 1Rigidez muscular (músculo duro) | Muito comum | |
| Artrite (inflamação nas articulações) | Comum | |
| Dor nas costas | Comum | |
| Dor óssea | Comum | |
| Espasmos musculares (contrações musculares involuntárias) | Comum | |
| Dor no pescoço | Comum | |
| Dor nas extremidades | Comum | |
| Distúrbios gerais e condições no local de administração | Astenia (desânimo) | Muito comum |
| Dor torácica | Muito comum | |
| Calafrios | Muito comum | |
| Fadiga | Muito comum | |
| Mal-estar semelhante à gripe | Muito comum | |
| Reação relacionada à infusão | Muito comum | |
| Dor | Muito comum | |
| Pirexia (febre) | Muito comum | |
| Edema periférico (inchaço de mãos e pés) | Muito comum | |
| Inflamação da mucosa | Muito comum | |
| Edema (inchaço) | Comum | |
| Dor no local da injeção** | Comum | |
| Indisposição | Comum | |
| Danos, intoxicação e complicações de procedimentos | Toxicidade ungueal (danos nas unhas) | Muito comum |
| Condições renal e urinário | Distúrbio renal (alteração dos rins) | Comum |
| Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama | Inflamação mamária / mastite (inflamação da mama) | Comum |
| Danos, intoxicação e complicações de procedimentos | Contusão | Comum |
* As reações adversas ao medicamento são identificadas como eventos que ocorreram com, pelo menos, 2% de diferença, quando comparado ao braço controle em, pelo menos, um dos maiores estudos clínicos randomizados.
** Dor no local da injeção foi identificada como uma reação adversa ao medicamento no braço subcutâneo do estudo BO22227. As reações adversas ao medicamento foram adicionadas à categoria apropriada da classe do sistema orgânico e apresentadas em uma única tabela de acordo com a maior incidência observada em qualquer um dos maiores estudos clínicos.
*** Informação baseada em dados de estudos clínicos e do período pós-comercialização.
+ Denota as reações adversas que foram relatadas em associação com resultado fatal.
1 Denota as reações adversas que são relatadas amplamente em associação com reações relacionadas com a administração. Porcentagens específicas para esses eventos não estão disponíveis.
Imunogenicidade
No estudo clínico de câncer de mama inicial na neoadjuvância-adjuvância, com mediana de acompanhamento excedendo 70 meses, 10,1% (30/296) dos pacientes do braço tratado com Herceptin® (via intravenosa) e 15,9% (47/295) dos pacientes do braço tratado com Herceptin® SC desenvolveram anticorpos contra trastuzumabe. Os anticorpos neutralizantes anti-trastuzumabe foram detectados em amostras pós nível basal em 2 de 30 pacientes do braço tratado com Herceptin® (via intravenosa) e em 3 de 47 pacientes do braço com Herceptin® SC.
A relevância clínica desses anticorpos é desconhecida. A presença de anticorpos anti-trastuzumabe não teve impacto na farmacocinética, eficácia [determinada pela resposta patológica completa (RpC) e sobrevida livre de doença (SLD)] e segurança (determinada pela ocorrência de reações relacionadas à administração, RRAs) de Herceptin® (via intravenosa) e Herceptin® SC.
Reações relacionadas à administração e hipersensibilidade
As reações relacionadas à administração, tais como calafrios e/ou febre, dispneia, hipotensão, sibilância, broncoespasmo, taquicardia, redução na saturação de oxigênio e insuficiência respiratória foram observadas em todos os estudos clínicos com trastuzumabe e para ambas as formulações IV e SC.
Pode ser difícil diferenciar, clinicamente, as reações relacionadas à administração de reações de hipersensibilidade.
O índice de todas as reações relacionadas à administração de todos os graus variou entre os estudos dependendo da indicação, se trastuzumabe foi administrado em combinação com quimioterapia ou como monoterapia e a metodologia de coleta de dados.
No câncer de mama metastático, o índice das reações relacionadas à administração variou de 49% a 54% no braço com trastuzumabe, em comparação com 36% a 58% no braço comparador (o qual deve incluir outra quimioterapia). Reações graves (grau 3 ou maior) variaram de 5% a 7% no braço com trastuzumabe, em comparação com 5% a 6% no braço comparador.
No câncer de mama inicial, o índice das reações relacionadas à administração variou de 18% a 54% no braço com trastuzumabe, em comparação com 6% a 50% no braço comparador (o qual deve incluir uma outra quimioterapia). Reações graves (grau 3 ou maior) variou de 0,5% a 6% no braço com trastuzumabe, em comparação com 0,3% a 5% no braço comparador
No tratamento do câncer de mama inicial na neoadjuvância-adjuvância (BO22227), os índices de reações relacionadas à administração estiveram de acordo com o descrito acima e foi de 37,2% no braço tratado com Herceptin® (via intravenosa) e 47,8% no braço com Herceptin® SC. O índice de reações graves de grau 3 relacionadas à administração foi de 2,0% e 1,7% no braço tratado com Herceptin® (via intravenosa) e Herceptin® SC, respectivamente, durante a fase de tratamento. Não houve reações relacionadas à administração de graus 4 ou 5.
Reações anafilactoides foram observadas em casos isolados.
Disfunção cardíaca
Insuficiência cardíaca congestiva (NYHA Classe II-IV) é uma reação adversa comum a Herceptin® SC e Herceptin® (via intravenosa) e associada com resultados fatais. Sinais e sintomas de disfunção cardíaca, tais como falta de ar, ortopneia (dificuldade respiratória quando está na posição deitada), exacerbação da tosse, edema pulmonar, galope S3 (quando o médico na ausculta percebe três batimentos cardíacos em vez de dois, como seria o normal) ou redução na fração de ejeção ventricular (quantidade de sangue que o coração consegue enviar para a circulação), foram observados em pacientes tratados com Herceptin® SC ou Herceptin® (via intravenosa).
Câncer de mama metastático
Dependendo dos critérios utilizados para definir a insuficiência cardíaca, a incidência de sintomas nos estudos clínicos principais, realizados em pacientes com doença metastática variou entre 9% e 12% no grupo de pacientes tratados com Herceptin® (via intravenosa) + paclitaxel, comparado com 1% - 4% no grupo de pacientes tratados com paclitaxel isoladamente. Para a monoterapia com Herceptin® (via intravenosa) o índice foi de 6% - 9%. O índice mais elevado de disfunção cardíaca foi observado em pacientes tratados concomitantemente com Herceptin® (via intravenosa) + antraciclina/ciclofosfamida (27%) e foi significativamente mais elevado que o do grupo tratado somente com antraciclina/ciclofosfamida (7% – 10%). Em outro estudo com monitoramento prospectivo da função cardíaca, a incidência de insuficiência cardíaca sintomática foi de 2,2% em pacientes recebendo Herceptin® (via intravenosa) e docetaxel, comparado com 0% nos pacientes recebendo docetaxel isoladamente. A maioria dos pacientes (79%) que desenvolveram disfunção cardíaca nesses estudos apresentou melhora após receber o tratamento padrão para insuficiência cardíaca.
Câncer de mama inicial (adjuvância)
Nos três estudos clínicos principais na adjuvância com a administração de trastuzumabe em combinação com quimioterapia, a incidência de disfunção cardíaca de grau 3/4 (insuficiência cardíaca congestiva sintomática) foi similar em pacientes que estavam recebendo somente quimioterapia e em pacientes que estavam recebendo Herceptin® (via intravenosa) sequencialmente após um taxano (0,3% a 0,4%). O índice foi maior em pacientes que estavam recebendo Herceptin® (via intravenosa) concomitantemente a um taxano (2,0%). Em 3 anos, o índice de eventos cardíacos em pacientes recebendo AC → P (doxorrubicina mais ciclofosfamida seguidos por paclitaxel) + H (trastuzumabe) foi estimado em 3,2%, comparado com 0,8% em pacientes tratados com AC → P. Nenhum aumento na incidência cumulativa de eventos cardíacos foi observado em 5 anos de acompanhamento adicionais.
Em 5,5 anos, os índices de eventos cardíacos sintomáticos ou FEVE foram 1,0%, 2,3% e 1,1%, respectivamente, nos braços de tratamento com AC → D (doxorrubicina mais ciclofosfamida seguidos por docetaxel), AC → DH (doxorrubicina mais ciclofosfamida seguidos por docetaxel mais trastuzumabe), e DCarbH (docetaxel, carboplatina e trastuzumabe). Para insuficiência cardíaca congestiva sintomática (NCI-CTC Grau 3-4), os índices de 5 anos foram 0,6%, 1,9% e 0,4%, respectivamente, nos braços de tratamento AC → D, AC → DH e DCarbH. O risco global de desenvolvimento de eventos cardíacos sintomáticos foi baixo e similar para pacientes nos braços de tratamento com AC → D e DCarbH. Com relação aos braços de tratamento AC → D e DCarbH, houve aumento do risco de desenvolvimento de eventos cardíacos sintomáticos para pacientes do braço de tratamento AC → DH, sendo discernível por aumento contínuo no índice cumulativo de eventos cardíacos sintomáticos ou FEVE de até 2,3% em comparação com aproximadamente 1% nos dois braços comparadores (AC → D e DCarbH).
Quando Herceptin® (via intravenosa) foi administrado após a conclusão da quimioterapia adjuvante, insuficiência cardíaca NYHA Classe III-IV foi observada em 0,6% dos pacientes no braço que receberam Herceptin® (via intravenosa) por um ano após mediana de acompanhamento de 12 meses. Após a mediana de 3,6 anos de acompanhamento, a incidência de insuficiência cardíaca congestiva grave e disfunção ventricular esquerda após a terapia com Herceptin® (via intravenosa) permaneceu abaixo de 0,8% e 9,8%, respectivamente.
No estudo BO16348, após uma mediana de acompanhamento de 8 anos, a incidência de insuficiência cardíaca congestiva grave (NYHA Classe III-IV) no braço tratado com Herceptin® (via intravenosa) por um ano, foi de 0,8%, e o índice de disfunção ventricular esquerda assintomática e sintomática leve foi de 4,6%.
A reversibilidade da insuficiência cardíaca congestiva grave (definida como uma sequência de pelo menos dois valores consecutivos de FEVE ≥ 50% após o evento) foi evidente em 71,4% dos pacientes tratados com Herceptin® (via intravenosa). A reversibilidade da disfunção ventricular esquerda assintomática e sintomática leve foi demonstrada em 79,5% dos pacientes. Aproximadamente 17% dos eventos relacionados à disfunção cardíaca ocorreram após a conclusão do tratamento com Herceptin® (via intravenosa).
Na análise conjunta dos estudos NSAPB-B31 e NCCTG N9831, com uma mediana de acompanhamento de 8,1 anos para o grupo AC→PH (doxorrubicina mais ciclofosfamida, seguido de paclitaxel mais trastuzumabe), a incidência por paciente de um novo início de disfunção cardíaca, determinada pela FEVE, permaneceu inalterada em comparação com a análise feita no grupo AC→PH sob mediana de acompanhamento de 2,0 anos: 18,5% dos pacientes no grupo AC→PH com uma redução de FEVE de ≥ 10% a até menos que 50%. A reversibilidade da disfunção ventricular esquerda foi reportada em 64,5% dos pacientes que apresentaram ICC sintomática no grupo AC→PH, sendo assintomática no último acompanhamento, e 90,3% tento uma recuperação completa ou parcial da FEVE.
Câncer de mama inicial (neoadjuvância-adjuvância)
No estudo clínico pivotal MO16432, Herceptin® (via intravenosa) foi administrado concomitantemente com quimioterapia neoadjuvante incluindo três ciclos de doxorrubicina (dose cumulativa de 180 mg/m2). A incidência de disfunção cardíaca sintomática foi de 1,7% no braço com Herceptin® (via intravenosa).
No estudo clínico pivotal BO22227, Herceptin® SC ou Herceptin® (via intravenosa) foi administrado concomitantemente com quimioterapia neoadjuvante incluindo quatro ciclos de epirrubicina (dose cumulativa de 300 mg/m2); na mediana de acompanhamento excedendo 70 meses, a incidência de insuficiência cardíaca / insuficiência cardíaca congestiva foi de 0,3% no braço tratado com Herceptin® (via intravenosa) e 0,7% no braço com Herceptin® SC. Em pacientes com peso corpóreo menor (< 59 kg, o menor quartil de peso corpóreo), a dose fixa usada no braço com Herceptin® SC não foi associado com o aumento do risco de eventos cardíacos ou queda significante da FEVE.
Toxicidade hematológica (relacionada ao sangue)
Câncer de mama
A toxicidade hematológica é infrequente após a administração de Herceptin® (via intravenosa) como monoterapia nos pacientes em tratamento da doença metastática.
Houve aumento na toxicidade hematológica em pacientes tratados com a combinação de Herceptin® (via intravenosa) com paclitaxel, comparados com pacientes que receberam paclitaxel isoladamente.
A toxicidade hematológica foi também aumentada em pacientes que receberam Herceptin® (via intravenosa) e docetaxel, em comparação com docetaxel isolado. A incidência de neutropenia febril/septicemia neutropênica (diminuição de glóbulos brancos com febre/infecção generalizada com diminuição de glóbulos brancos) também foi aumentada em pacientes tratados com Herceptin® (via intravenosa) mais docetaxel.
Toxicidade hepática (relacionado ao fígado) e renal
Câncer de mama
Toxicidade hepática grau 3 ou 4, segundo os critérios da OMS, foi observada em 12% dos pacientes após a administração de Herceptin® (via intravenosa) como agente único, em pacientes que receberam tratamento para a doença metastática.
Essa toxicidade foi associada com a progressão da doença no fígado em 60% dos pacientes.
Toxicidade hepática grau 3 ou 4, segundo os critérios da OMS, foi menos frequentemente observada entre pacientes que receberam Herceptin® (via intravenosa) e paclitaxel que entre os pacientes que receberam paclitaxel isoladamente (7% comparado com 15%).
Nenhuma toxicidade renal grau 3 ou 4, segundo os critérios da OMS, foi observada.
Diarreia
Câncer de mama
Dos pacientes tratados com Herceptin® (via intravenosa) como monoterapia para tratamento da doença metastática 27% apresentaram diarreia. Aumento na incidência de diarreia, principalmente de gravidade leve a moderada, tem sido também observado nos pacientes que receberam Herceptin® (via intravenosa) em combinação com paclitaxel, em comparação com pacientes que receberam paclitaxel isoladamente.
No estudo BO16348, 8% dos pacientes tratados com Herceptin® (via intravenosa) apresentaram diarreia durante o primeiro ano de tratamento.
Infecção
Aumento na incidência de infecções, principalmente infecções leves do trato respiratório superior de pouca importância clínica, ou infecção de cateter, foi observado em pacientes tratados com Herceptin® (via intravenosa).
Troca de tratamento de Herceptin® (via intravenosa) para Herceptin® SC e vice-versa
O estudo MO22982 investigou a troca de Herceptin® (via intravenosa) para Herceptin® SC e vice-versa, em pacientes HER2-positivo para câncer de mama inicial, com o objetivo primário de avaliar a preferência do paciente entre a infusão de Herceptin® (via intravenosa) e a injeção de Herceptin® SC. Neste estudo, 2 grupos de pacientes (um usando Herceptin® SC em frasco-ampola e outro usando Herceptin® SC em dispositivo individual) foram avaliados em uma ou duas sequências de tratamento diferentes a cada três semanas (IV → SC, ou SC → IV). Os pacientes não haviam recebido tratamento anterior com Herceptin® (via intravenosa) ou já tinham sido pré-expostos ao Herceptin® (via intravenosa). Em geral, a troca de Herceptin® (via intravenosa) para Herceptin® SC e vice-versa foi bem tolerada. As frequências das reações adversas graves antes da troca, eventos adversos de grau 3 e descontinuações de tratamento devido a eventos adversos, foram menores (< 5%) e similares às pós-trocas. Nenhum evento adverso de graus 4 e 5 foi reportado.
Segurança e tolerabilidade de Herceptin® SC nos pacientes com câncer de mama inicial
A investigação da segurança e tolerabilidade de Herceptin® SC, realizada por meio do estudo MO28048, como uma terapia adjuvante para pacientes com câncer de mama inicial HER2-positivo, recrutados para a coorte de Herceptin® SC em frasco-ampola (N = 1.868 pacientes, incluindo 20 pacientes recebendo terapia neoadjuvante) ou para uma coorte de Herceptin® SC em dispositivo individual (N = 710 pacientes, incluindo 21 pacientes recebendo terapia neoadjuvante). A análise primária incluiu pacientes com uma mediana de acompanhamento de até 23,7 meses. Não foram observados novos sinais de segurança e os resultados foram consistentes com o perfil de segurança conhecido para Herceptin® (via intravenosa) e Herceptin® SC. Adicionalmente, o tratamento de pacientes com peso corpóreo menor com a dose fixa de Herceptin® SC no cenário adjuvante para câncer de mama inicial, não foi associado com o aumento do risco de segurança, de eventos adversos e reações adversas graves, quando comparado com pacientes com peso corpóreo maior. Os resultados finais do estudo BO22227 com mediana de acompanhamento excedendo 70 meses também foram consistentes com o perfil de segurança conhecido para Herceptin® (via intravenosa) e Herceptin® SC e não foram observados novos sinais de segurança.
Experiência pós-comercialização
Tabela 2 - Reações adversas relatadas durante a pós-comercialização
| Classe do sistema orgânico | Reação adversa | Frequência |
| Infecções e infestações | Infecção cutânea (infecção da pele) | Comum |
| Neoplasmas benignos, malignos e não especificados (incluindo cistos e pólipos) | Progressão do neoplasma maligno (aumento do câncer) | Desconhecida |
| Progressão do neoplasma | Desconhecida | |
| Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático | Hipoprotrombinemia (redução da protrombina, substância que auxilia a coagulação sanguínea) | Desconhecida |
| Trombocitopenia imune | Desconhecida | |
| Distúrbios do sistema imune | Reações anafilactoides (reações que lembram anafilaxia, porém com mecanismo diferente, que podem cursar com inchaços, reações cutâneas, coceira, dificuldade para respirar, dores abdominais e choque) | Desconhecida |
| +Reação anafilática (reação alérgica repentina, que pode cursar com rash cutâneo, sensações de formigamento, coceira, inchaço, sibilos e dificuldade respiratória) | Rara | |
| Distúrbios metabólicos e nutricionais | Hipercalemia (aumento do potássio) | Desconhecida |
| Síndrome de lise tumoral (destruição de células do tumor e sua liberação no organismo que pode causar aumento de ácido úrico, potássio, fosfato e diminuição de cálcio no sangue) | Desconhecida | |
| Distúrbios oculares | Madarose (perda ou queda dos cílios) | Desconhecida |
| Hemorragia na retina (sangramento no olho) | Desconhecida | |
| Papiloedema (inchaço do nervo óptico) | Desconhecida | |
| Distúrbios cardíacos | Choque cardiogênico (pressão muito baixa, porque o coração não consegue manter a circulação) | Desconhecida |
| Taquicardia (aumento da frequência cardíaca) | Desconhecida | |
| Ritmo cardíaco de galope (arritmia cardíaca) | Desconhecida | |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino | +Broncoespasmo (contratura da musculatura dos brônquios, causando estreitamento da luz bronquial e dificuldades para respirar) | Desconhecida |
| +Redução na saturação de oxigênio | Desconhecida | |
| +Insuficiência respiratória | Desconhecida | |
| Doença pulmonar intersticial | Desconhecida | |
| +Infiltração pulmonar | Desconhecida | |
| +Síndrome do desconforto respiratório agudo | Desconhecida | |
| +Desconforto respiratório | Desconhecida | |
| +Fibrose pulmonar (substituição do tecido pulmonar normal por tecido cicatricial) | Desconhecida | |
| +Hipóxia (concentração reduzida de oxigênio nos tecidos) | Desconhecida | |
| Edema de laringe (inchaço na garganta) | Desconhecida | |
| +Edema pulmonar agudo (edema agudo do pulmão) | Desconhecida | |
| Ortopneia (falta de ar quando deitado) | Desconhecida | |
| Edema pulmonar (falta de ar causada por problema cardíaco) | Desconhecida | |
| Distúrbios de pele e tecido subcutâneo | Angioedema (inchaço da pele) | Desconhecida |
| Distúrbios renais e urinários | Glomerulonefropatia (doença dos glomérulos, unidade funcional dos rins) | Desconhecida |
| Insuficiência renal (problema nos rins) | Desconhecida | |
| Glomerulonefrite membranosa (inflamação dos rins) | Desconhecida | |
| Condições de gravidez, puerpério e perinatal | Hipoplasia pulmonar (pulmão pouco desenvolvido) | Desconhecida |
| Hipoplasia renal (rim pouco desenvolvido) | Desconhecida | |
| Oligoâmnio (líquido amniótico em quantidade diminuída) | Desconhecida |
+ Denota as reações adversas que foram relatadas em associação com resultado fatal.
1 Denota as reações adversas que são relatadas amplamente em associação com reações relacionadas com a administração. Porcentagens específicas para esses eventos não estão disponíveis.
Eventos adversos
A Tabela 3 indica os eventos adversos que historicamente foram relatados em pacientes que receberam Herceptin® (via intravenosa). Tendo em vista que não há evidência de relação causal entre Herceptin® SC e Herceptin® (via intravenosa) e esses eventos, eles são considerados como não esperados para o propósito de relatórios de segurança de Farmacovigilância.
Tabela 3 - Eventos adversos
| Classe do sistema orgânico | Evento adverso | Frequência |
| Infecções e infestações | Meningite | Desconhecida |
| Bronquite | Desconhecida | |
| Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático | Leucemia (câncer no sangue) | Desconhecida |
| Distúrbios do sistema nervoso | Distúrbio cerebrovascular (alteração do cérebro por distúrbios vasculares) | Desconhecida |
| Letargia | Desconhecida | |
| Coma | Desconhecida | |
| Distúrbios da orelha e labirinto | Vertigem | Desconhecida |
| Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino | Soluço | Desconhecida |
| Falta de ar ao realizar esforços | Desconhecida | |
| Distúrbios gastrintestinais | Gastrite | Desconhecida |
| Pancreatite (inflamação do pâncreas) | Desconhecida | |
| Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo | Dor muscular e nos ossos | Desconhecida |
| Distúrbios renais e urinários | Disúria (dor ao urinar) | Desconhecida |
| Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama | Dor nas mamas | Desconhecida |
| Distúrbios gerais e condições no local de administração | Desconforto torácico | Desconhecida |
+ Denota as reações adversas que foram relatadas em associação com resultado fatal.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)