Qual a ação da substância do Flutivate?
Resultados de Eficácia
Medicamentos contendo Propionato de Fluticasona na asma durante a gravidez
Um estudo epidemiológico retrospectivo observacional de coorte utilizando registros eletrônicos de saúde do Reino Unido foi utilizado para avaliar o risco de malformações congênitas maiores (MFCs) após a exposição ao Propionato de Fluticasona por via inalatória no primeiro trimestre e Propionato de Fluticasona + salmeterol em relação ao corticosteroide inalatório sem Propionato de Fluticasona.
Nenhum comparador placebo foi incluído neste estudo.
Dentro do grupo de asma de 5362 grávidas expostas a corticosteroides inalatórios no primeiro trimestre, foram encontrados 131 MFCs; 1612 (30%) foram expostas ao Propionato de Fluticasona ou salmeterol + Propionato de Fluticasona, das quais foram encontrados 42 MFCs diagnosticados.
A odds ratio ajustada para MFCs diagnosticadas por 1 um ano foi 1,1 (95% IC: 0,5 – 2.3) para mulheres com asma moderada expostas ao Propionato de Fluticasona versus mulheres expostas a corticoides inalatórios sem Propionato de Fluticasona e 1,2 (95% IC: 0,7 – 2,0) para mulheres com asma importante a grave.
Não foi encontrada diferença no risco de MFCs após a exposição no primeiro trimestre ao Propionato de Fluticasona isolado versus salmeterol + Propionato de Fluticasona. Riscos absolutos de MFMs ao longo de todos os estratos de gravidade variaram de 2,0 a 2,9 a cada 100 grávidas expostas ao Propionato de Fluticasona o que é comparável aos resultados de um estudo com 15.840 grávidas não expostas às terapias de asma na General Practice Research Database. (2,8 eventos de MFCs a cada 100 grávidas).
Exclusivo Pó inalatório / Spray
Em um estudo randomizado com 395 pacientes foi comparada a eficácia do Propionato de Fluticasona 2000 mcg versus budesonida 2000 mcg na melhora da função pulmonar e das exacerbações.
A Propionato de Fluticasona foi superior a budesonida no que se refere ao percentual de dias livres de sintomas, gravidade das exacerbações, utilização de medicação de resgate e melhora do VEF1.
A duração das exacerbações foi menor no grupo tratado com Propionato de Fluticasona quando comparado ao grupo tratado com budesonida (18,5 vs 23,6 dias, respectivamente). A Propionato de Fluticasona foi mais efetiva do que a budesonida com melhora clínica significativa da função pulmonar e redução do escore dos sintomas diurnos da asma em pacientes com asma grave.
Referência
HEINIG, JH. et al. The effect of high-dose fluticasone propionate and budesonide on lung function and asthma exacerbations in patients with severe asthma. Respir Med, 93(9): 613-20, 1999.
Estudos clínicos
DPOC
Há uma redução significativa dos sintomas de DPOC e uma melhoria da função pulmonar, independente da idade do paciente, sexo, da função pulmonar, tabagismo ou atopia. Isto pode resultar numa significativa melhoria na qualidade de vida.
Exclusivo Suspensão para nebulização
Um estudo multi-centrico, randomizado, duplo-cego, de grupo paralelo foi realizado por Manjra et al. (2000), a fim de avaliar a eficáciado Propionato de Fluticasona nebulizado quando comparado com prednisolona oral em crianças com exacerbações agudas de asma.
Crianças recrutadas para o estudo com idades de 4 a 16 anos, tiveram o diagnóstico estabelecido de asma, e apresentaram exacerbações agudas de asma (definido como um PFE de 40 a 75% do previsto). Os pacientes foram randomizados para receber os seguintes tratamentos, durante sete dias: Propionato de Fluticasona suspensão para nebulização 1 mg duas vezes ao dia e comprimidos de placebo uma vez ao dia (n = 165), ou placebo da suspensão para nebulização duas vezes por dia e comprimidos de prednisolona, uma vez por dia (2 mg / kg / dia durante 4 dias, em seguida, 1 mg / kg / dia ou a metade da dose original, durante 3 dias, n = 156).
As variáveis primárias de eficácia no estudo, PFE manhã e à noite, aumentaram em ambos os grupos durante o período de tratamento de 7 dias. Assim, a média de PFE matinal (± desvio padrão) aumentou de 178 ± 68 para 255 ± 881 min-1 no grupo Propionato de Fluticasona e de 183 ± 70 para 272 ± 841 min-1 no grupo prednisolona. A média de PFE noite aumentou de 198 ± 81para 236 ± 821 min-1 no grupo Propionato de Fluticasona e de 186 ± 85para 244 ± 861 min-1 no grupo prednisolona. Os pacientes no grupo Propionato de Fluticasona tiveram um aumento significativamente maior da linha de base na média PFE manhã do que aqueles no grupo de prednisolona (771 min-1 vs 441 min-1, respectivamente, IC = 2,1, 16,8, P = 0,034), e um aumento maior em média PFE oite do que os pacientes no grupo de prednisolona (651 min-1 vs 581 min-1, respectivamente), os dois grupos de tratamento eram equivalentes no que diz respeito ao PFE noite, com intervalo de confiança de 90% dentro de ± 15 L min-1 (IC = -3,3, 10,9). Para as variáveis secundárias de eficácia ambos os grupos de tratamento foram semelhantes em termos de escores de sintomas, e reduziram os seguintes sintomas durante o período de tratamento de 7 dias: tosse, produção de escarro, chiado, dispneia, o uso de broncodilatador, e número de despertares noturnos devido à asma. PFE clinica melhorou em ambos os grupos, de tal modo que para os pacientes no grupo Propionato de Fluticasona PFE foi de 179 ± 75 L min-1 no dia 1 e 264 ± 83 L min-1 no dia 7.
Os valores correspondentes para os pacientes no grupo prednisolona foram 170 ± 72 L min-1 e 248 ± 85 L min-1, respectivamente. O aumento do PFE foi significativamente maior para os pacientes no grupo do Propionato de Fluticasona comparado com o grupo de prednisolona (diferença = 11,4 L min-1, IC = 2,8, 20, p = 0,029). Ambos os tratamentos produziram uma melhoria clínica VEF1, CVF e fluxo expiratório forçado entre 25 e 75% da sua capacidade vital (FEF25 a 75%), de tal forma que para o grupo de Propionato de Fluticasona, estes parâmetros aumentaram 0,351, 0,351 e 0,481 sec-1, respectivamente. Os valores correspondentes para o grupo prednisolona foram 0,371, 0,451 e 0,41 sec-1. Não houve diferenças nesses parâmetros entre os grupos. Este estudo demonstrou que, em crianças com exacerbação aguda da asma, Propionato de Fluticasona nebulizada a uma dose de 1 mg duas vezes por dia é pelo menos tão eficaz quanto a prednisolona oral na melhoria dos sintomas e PFE noite, mas é significativamente melhor para a melhoria média PFE e PFE clínica após 7 dias.
Referências
1 - Nikander K, Turpeinen M, Wollmer P. The conventional ultrasonic nebulizer proved inefficient in nebulising a suspension. Journal of Aerosol Medicine (1999); 12(2): 47-53.
2 - Manjra AI, Price J, Lenney W, Hughes S, Barnacle H. Efficacy of nebulized fluticasone propionate compared with oral prednisolone in children with an acute exacerbation of asthma. Resp Med 2000; 94: 1206-1214.
Características Farmacológicas
Propriedades farmacocinéticas
Absorção
A biodisponibilidade absoluta do Propionato de Fluticasona após administração com cada um dos inaladores disponíveis foi estimada com base nos estudos de dados farmacocinéticos inalatórios e intravenosos e na comparação desses dados.
Nos indivíduos adultos e sadios, estimou-se a biodisponibilidade absoluta do Propionato de Fluticasona na versão diskus em 7,8% e a do Propionato de Fluticasona na versão spray em 10,9%. Nos pacientes com asma ou DPOC, observou-se um pequeno grau de exposição sistêmica ao Propionato de Fluticasona.
A absorção sistêmica do Propionato de Fluticasona ocorre sobretudo através dos pulmões e é inicialmente rápida e posteriormente prolongada.
O restante da dose inalada pode ser ingerido, mas sua contribuição com a exposição sistêmica é mínima em virtude da baixa solubilidade em água e do metabolismo de primeira passagem, o que resulta em disponibilidade oral menor que 1%. Há aumento linear da exposição sistêmica quando se eleva a dose administrada por via inalatória.
Distribuição
O Propionato de Fluticasona tem grande volume de distribuição no estado de equilíbrio (aproximadamente 300 litros). A ligação às proteínas plasmáticas é de 91%.
Metabolismo
O Propionato de Fluticasona é removido com rapidez da circulação sistêmica, principalmente pelo metabolismo a um ácido carboxílico inativo pela enzima 3A4 do citocromo P450 (CYP3A4). Deve-se tomar cuidado na administração concomitante de inibidores conhecidos da CYP3A4, já que existe risco potencial de aumentar a exposição sistêmica ao Propionato de Fluticasona.
Eliminação
A disposição do Propionato de Fluticasona caracteriza-se pelo elevado clearance plasmático (1.150 mL/min) e pela meia-vida terminal de aproximadamente 8 horas. O clearance renal do Propionato de Fluticasona é desprezível (<0,2%) e não atinge 5% como metabólito.
Pó inalatório / Spray
Propriedades farmacodinâmicas
O Propionato de Fluticasona, quando inalado nas doses recomendadas, apresenta potente ação anti-inflamatória glicocorticosteroide sobre os pulmões, o que resulta na redução dos sintomas e da exacerbação da asma. Há também redução significativa dos sintomas da DPOC e melhora da função pulmonar independente da idade, do sexo, da função pulmonar basal, da condição tabágica e do estado atópico. Esses benefícios proporcionam melhora significativa da qualidade de vida do paciente.
Exclusivo Pó inalatório
O início do efeito terapêutico do medicamento é de quatro a sete dias após o início do tratamento, embora alguns benefícios possam ser aparentes já nas primeiras 24 horas para os pacientes que não tenham recebido esteroides inalatórios anteriormente.
Exclusivo Spray
No tratamento da asma, o início do efeito terapêutico do medicamento é de quatro a sete dias após o início do tratamento, embora alguns benefícios possam ser aparentes já nas primeiras 24 horas par a os pacientes que não tenham recebido corticoides inalatórios anteriormente.
Suspensão para nebulização
Propriedades farmacodinâmicas
O Propionato de Fluticasona, quando inalado nas doses recomendadas, apresenta potente ação anti-inflamatória glicocorticosteroide sobre os pulmões, o que resulta na redução dos sintomas e da exacerbação da asma.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)