Interação Medicamentosa - Flanolaco

Bula Flanolaco

Princípio ativo: Etodolaco

Classe Terapêutica: Anti-Reumáticos Não Esteroidais Puros

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Flanolaco com outros remédios?

A administração simultânea de Etodolaco com outros medicamentos precisa ser cuidadosamente avaliada.

Aspirina

A administração concomitante de Etodolaco e aspirina não é recomendada pelo potencial de aumento dos eventos adversos.

Ciclosporina, digoxina e metotrexate

O Etodolaco, como outros AINEs, pode alterar a eliminação dessas drogas, aumentando suas concentrações plasmáticas e, consequentemente, suas toxicidades.

Diuréticos

O Etodolaco reduz o efeito natriurético da furosemida e dos tiazídicos, com possível perda do controle pressórico em pacientes hipertensos. Durante a terapia concomitante, deve-se observar o paciente para sinais de insuficiência renal.

Fenilbutazona

Pode aumentar (em 80%) a fração livre do Etodolaco. Embora não se saiba se isso resulta em alterações na eliminação do Etodolaco, a co-administração não é recomendada.

Inibidores da ECA

Há relatos que sugerem que os AINEs podem diminuir o efeito antihipertensivo dos inibidores da ECA. Além disso, a administração concomitante pode aumentar o risco de hipercalemia.

Lítio

Os AINEs podem diminuir o clearance renal de lítio e, consequentemente, elevar a litemia em aproximadamente 15%. Portanto, quando AINEs e lítio são co-administrados, os pacientes devem ser observados para sinais de toxicidade por lítio e monitorados com a medida da concentração plasmática de lítio.

Varfarina

O uso da varfarina concomitantemente aos AINEs aumenta o risco de sangramento gastrointestinal, por isso, recomenda-se cautela quando do uso dos dois medicamentos.

Interferência em exames laboratoriais

A urina de pacientes tomando Etodolaco pode apresentar resultados falso-positivos para bilirrubina urinária, devido à presença de metabólitos fenólicos do Etodolaco. O uso de fita reagentes para medida de corpos cetônicos urinários também pode apresentar resultados falsopositivos.

O tratamento com Etodolaco (600 a 1.000 mg/dia) promoveu uma pequena redução nas concentrações plasmáticas de ácido úrico, da ordem de 1 a 2 mg/dL, em estudos clínicos de pacientes com artrite.

O tempo de sangramento, a creatinina e o potássio plasmático podem aumentar; os valores de hematócrito e hemoglobina podem diminuir e pode haver alterações nos testes de função hepática.

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