Ação da Substância - Fiasp

Bula Fiasp

Princípio ativo: Insulina Asparte

Classe Terapêutica: Insulina Humana e Análogos, de Ação Rápida

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Qual a ação da substância do Fiasp?

Resultados de Eficácia


Adultos

Dois estudos de segurança e eficácia, abertos, controlados com comparador ativo, com seis meses de duração1,2 foram realizados para comparar a segurança e eficácia de Insulina Asparte e Insulina Asparte em pacientes adultos com diabetes tipo 1. Visto que os desenhos e os resultados dos estudos foram muito similares, os dados mostrados são apenas de um estudo. Insulina Asparte foi administrado subcutaneamente imediatamente antes das refeições e insulina humana regular foi administrada subcutaneamente 30 minutos antes das refeições. A insulina humana NPH foi administrada como insulina basal em dose única diária ou em doses divididas. Alterações ma HbA1c e as taxas de incidência de hipoglicemia grave (determinada pelo número de eventos que requer intervenção por terceiros) foram comparáveis entre os dois tratamentos neste estudo assim como no outro estudo clínico mencionado. Cetoacidose diabética não foi relatada em nenhum dos estudos com adultos e nenhum dos grupos de tratamento.

Tabela 1. Administração subcutânea de Insulina Asparte em pacientes com diabetes tipo 1 (24 semanas; n=882)2

-Insulina Asparte + insulina NPH

Insulina Asparte + insulina NPH

N

596

286

HbA1c inicial (%)*

7,9 ± 1,1

8,0 ± 1,2

Alteração da HbA1c inicial (%)

0,1 ± 0,8

0,0 ± 0,8

Diferença entre os tratamentos na média da HbA1c (95% intervalo de confiança)

-0,2 (-0,3, -0,1)

Dose de insulina inicial (UI/Kg/24 horas)*

0,7 ± 0,2

0,7 ± 0,2

Dose de insulina no final do estudo (UI/Kg/ 24 horas)*

0,7 ± 0,2

0,7 ± 0,2

Pacientes com hipoglicemia grave (n, %)**

104 (17%)

54 (19%)

Peso corporal inicial (Kg)*

75,3 ± 14,5

75,9 ± 13,1

Variação de peso inicial (Kg)*

0,5 ± 3,3

0,9 ± 2,9

* Valores são a média ± DP.
** Hipoglicemia grave se refere à hipoglicemia associada com sintomas do sistema nervosa central e que requerem a intervenção de outra pessoa ou hospitalização.

Um estudo de segurança e eficácia, aberto, controlado com comparador ativo, com seis meses de duração3 foi realizado para comparar a segurança e eficácia de Insulina Asparte e insulina humana regular em pacientes com diabetes tipo 2 (Tabela 2). Insulina Asparte foi administrado subcutaneamente imediatamente antes das refeições e insulina humana regular foi administrada subcutaneamente 30 minutos antes das refeições. Insulina humana NPH foi administrada como insulina basal em dose única diária ou em doses divididas. Alterações na HbA1c e as taxas de hipoglicemia grave (determinada pelo número de eventos que requer intervenção por terceiros) foram comparáveis em ambos os tratamentos.

Tabela 2. Administração subcutânea de Insulina Asparte em pacientes com diabetes tipo 2 (6 meses; n=176)3

-Insulina Asparte + insulina NPH

Insulina Asparte + insulina NPH

N

90

86

HbA1c inicial (%)*

8,1 ± 1,2

7,8 ± 1,1

Alteração da HbA1c inicial (%)

-0,3 ± 1,0

-0,1 ± 0,8

Diferença entre os tratamentos na média da HbA1c (95% intervalo de confiança)

-0,1 (-0,4, -0,1)

Dose de insulina inicial (UI/Kg/24 horas)*

0,6 ± 0,3

0,6 ± 0,3

Dose de insulina no final do estudo (UI/Kg/ 24 horas)*

0,7 ± 0,3

0,7 ± 0,3

Pacientes com hipoglicemia grave (n, %)**

0,7 ± 0,3

5 (8%)

Peso corporal inicial (Kg)*

88,4 ± 13,3

85,8 ± 14,8

Variação de peso inicial (Kg)*

1,2 ± 3,0

0,4 ± 3,1

* Valores são a média ± DP.
** Hipoglicemia grave se refere a hipoglicemia associada com sintomas do sistema nervosa central e que requerem a intervenção de outra pessoa ou hospitalização.

População pediátrica

Um estudo de segurança e eficácia, com grupos paralelos e 24 semanas de duração4 com crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 (n = 283) com idade entre 6 e 18 anos, comparou dois regimes de tratamento com múltiplas doses subcutâneas diárias:

Insulina Asparte (n = 187) ou insulina humana regular (n = 96). Insulina NPH foi administrada como insulina basal. Insulina Asparte demonstrou controle glicemico comparável ao da insulina humana regular, como medido pela alteração na HbA1c (Tabela 3) e ambos os grupos de tratamentos tiveram incidência de hipoglicemia comparáveis. A administração subcutânea de Insulina Asparte e insulina humana regular também foi comparada em um estudo de segurança e eficácia com crianças com diabetes tipo 1 ( n = 26) com idade entre 2 e 6 anos com efeito similar na HbA1c e na hipoglicemia5 .

Tabela 3. Administração subcutânea de Insulina Asparte em crianças com diabetes tipo 1 (24 semanas; n=283)4

-Insulina Asparte + insulina NPH

Insulina Asparte + insulina NPH

N

187

96

HbA1c inicial (%)*

8,3 ± 1,2

8,3 ± 1,3

Alteração da HbA1c inicial (%)

0,1 ± 1,0

0,1 ± 1,1

Diferença entre os tratamentos na média da HbA1c (95% intervalo de confiança)

0,1 (-0,5, -0,1)

Dose de insulina inicial (UI/Kg/24 horas)*

0,4 ± 0,2

0,6 ± 0,2

Dose de insulina no final do estudo (UI/Kg/ 24 horas)*

0,4 ± 0,2

0,7 ± 0,2

Pacientes com hipoglicemia grave (n, %)**

11 (6%)

9 (9%)

Cetoacidose diabética (n, %)

10 (5%)

2 (2%)

Peso corporal inicial (Kg)*

50,6 ± 19,6

48,7 ± 15,8

Variação de peso inicial (Kg)*

2,7 ± 3,5

2,4 ± 2,6

* Valores são a média ± DP.
** Hipoglicemia grave se refere a hipoglicemia associada com sintomas do sistema nervosa central e que requerem a intervenção de outra pessoa ou hospitalização.

Gravidez

Um estudo de segurança e eficácia, aberto e randomizado6 comparou Insulina Asparte (n = 157) versus insulina humana regular (n =165) em 322 mulheres grávidas com diabetes tipo 1. Dois terços das pacientes incluídas já estavam grávidas quando entraram no estudo. A taxa de malformações congênitas foi de 5,7% com Insulina Asparte versus 7,3% com insulina humana. A diferença não foi estatisticamente significativa. 80% das pacientes em ambos os grupos alcançou HbA1c média abaixo de 6,5% durante a gravidez, e não houve diferença significativa na incidência de hipoglicemia materna.

A Insulina Asparte reduz de maneira eficiente a glicemia e as excursões glicêmicas com menos eventos hipoglicêmicos noturnos. Estudos clínicos controlados foram conduzidos em aproximadamente 2.000 pacientes, comparando Insulina Asparte (Insulina Asparte) com insulina humana. A terapia intensificada com Insulina Asparte resultou em um controle metabólico superior quando comparado à insulina humana em portador de diabetes tipo 1, quando avaliada a HbA1c após 6 meses de tratamento.

Referências Bibliográficas

1. Estudo: ANA/DCD/035 de segurança e eficácia com seis meses de duração, multicêntrico, multinacional, randomizado, paralelo, aberto, comparando a insulina humana análoga X14 (insulina asparte) com a insulina humana regular como insulina prandial em regime de múltiplas injeções em pacientes com diabetes tipo 1.
2. Estudo: ANA/DCD/036 de segurança e eficácia com seis meses de duração, multicêntrico, randomizado, paralelo, aberto, comparando a insulina humana análoga X14 (insulina asparte) e insulina humana regular, com a insulina humana como insulina prandial em regime de múltiplas injeções em pacientes com diabetes tipo 1.
3. Estudo: ANA/DCD/037 de segurança e eficácia com seis meses de duração, multicêntrico, randomizado, paralelo, aberto, comparando a insulina humana análoga X14 (insulina asparte) e a insulina humana regular, com a insulina humana como insulina prandial em regime de múltiplas injeções em pacientes com diabetes tipo 2.
4. Estudo: ANA-2126 Terapia basal/ bolus com insulina asparte (NovoRapid®) versus insulina humana regular (Novolin® R) ou insulina lispro (Humalog®) em combinação com a NPH: estudo aberto, randomizado, grupos paralelos, multicêntrico em crianças e adolescentes com diabetes tipo 1.
5. Estudo: ANA-1415 Terapia com insulina asparte prandial versus terapia com insulina humana prandial em crianças de 2 a 6 anos de idade com diabetes tipo 1. Estudo de segurança e eficácia randomizado, multicêntrico, aberto e cruzado.
6. Estudo: ANA-1474 de segurança e a eficácia randomizado, grupos paralelos, aberto, multinacional comparando a insulina asparte (NovoRapid®) com a insulina humana (Novolin® R), usado em regime de injeções múltiplas, no tratamento de diabetes tipo 1 em gestantes, focando nos resultados de hipoglicemia materna e na gravidez.

Características Farmacológicas


Propriedades Farmacodinâmicas

Mecanismo de Ação

Insulina Asparte apresenta um início de ação mais rápido comparado à insulina humana regular, juntamente com uma concentração de glicose reduzida, como avaliado dentro das primeiras quatro horas após uma refeição. Insulina Asparte tem uma menor duração de ação comparado à insulina humana regular após injeção subcutânea.

Quando Insulina Asparte é injetado subcutaneamente, o início de ação ocorre de 10 a 20 minutos da injeção. O efeito máximo é exercido entre 1 e 3 horas após a injeção. A duração de ação é de 3 a 5 horas.

A Insulina Asparte é equipotente à insulina humana regular em base molar.

Adultos

Estudos clínicos com pacientes com diabetes Tipo 1 demonstraram uma glicemia pós-prandial inferior com Insulina Asparte quando comparado com insulina humana regular. Em dois estudos abertos de longa duração com pacientes com diabetes Tipo 1, compreendendo 1070 e 884 pacientes, respectivamente, Insulina Asparte reduziu a hemoglobina glicada em 0,12 pontos percentuais [95% I.C. 0,03;0,22] e 0,15 pontos percentuais [95% I.C. 0,05;0,26] quando comparado à insulina humana regular;a uma diferença de limitada significância clinica.

Idosos

Um estudo farmacocinético/farmacodinâmico duplo-cego cruzado, randomizado comparando Insulina Asparte com insulina humana regular foi realizado com pacientes idosos com diabetes tipo 2 (19 pacientes com idade de 65 a 83 anos, idade média 70 anos). As diferenças relativas nas propriedades farmacodinâmicas (GIRmax,AUCGIR, 0-120 min) entre Insulina Asparte e insulina humana regular em idosos foram similares àquelas observadas em voluntários sadios e em pacientes mais jovens com diabetes.

Crianças e adolescentes

Quando administrado em crianças, Insulina Asparte demonstrou controle similar da glicose a longo prazo quando comparado à insulina humana regular. Um estudo clínico comparando insulina humana regular pré-prandial com Insulina Asparte pós-prandial foi realizado com crianças pequenas (26 pacientes com idade de 2 a 6 anos) e um estudo farmacocinético/farmacodinâmico de dose única foi realizado em crianças (6-12 anos) e adolescentes (13-17 anos). O perfil farmacodinâmico da Insulina Asparte nas crianças foi similar ao observado em adultos.

Estudos clínicos em pacientes com diabetes Tipo 1 demonstraram um risco reduzido de hipoglicemia noturna com Insulina Asparte quando comparado com insulina humana regular. O risco de hipoglicemia durante o dia não foi significativamente aumentado.

Gravidez

Um estudo clínico comparando a segurança e eficácia da Insulina Asparte versus insulina humana regular no tratamento de mulheres grávidas com diabetes Tipo 1 (322 grávidas expostas (Insulina Asparte: 157; insulina humana regular: 165)) não indicou nenhum efeito adverso da Insulina Asparte na gravidez ou na saúde do feto/recém-nascido. Adicionalmente, os dados de um estudo clínico incluindo 27 mulheres com diabetes gestacional, randomizadas para tratamento com Insulina Asparte versus insulina humana (Insulina Asparte: 14; insulina humana regular: 13) demonstraram perfis de segurança similares entre os tratamentos assim como aumento significativo no controle da glicemia pós-prandial no grupo tratado com Insulina Asparte.

Propriedades Farmacocinéticas

Na molécula de Insulina Asparte, a substituição do aminoácido prolina pelo ácido aspártico na posição B28 reduz a tendência à formação de hexâmeros, conforme observado com a insulina humana regular. Insulina Asparte é, portanto, mais rapidamente absorvido da camada subcutânea em comparação à insulina humana regular.

O tempo para atingir a concentração máxima é, em média, metade daquele para a insulina humana regular. Uma concentração plasmática máxima média de 492 pmol/L foi atingida em 40 minutos após uma dose subcutânea de 0,15 U/Kg de peso corporal em pacientes com diabetes tipo 1. As concentrações de insulina retornam ao nível basal em aproximadamente 4 a 6 horas após a aplicação.

A taxa de absorção foi relativamente mais lenta em portadores de diabetes tipo 2, resultando em uma Cmax menor (352 ± 240 pmol/L) e um tmax mais tardio (60 minutos). A variabilidade intraindividual no tempo para a concentração máxima é significativamente menor para Insulina Asparte do que para a insulina humana regular, enquanto a variabilidade intraindividual no Cmax para Insulina Asparte é maior.

Crianças e adolescentes

As propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas de Insulina Asparte foram investigadas em crianças (6-12 anos) e adolescentes (13-17 anos) com diabetes Tipo 1. A Insulina Asparte foi rapidamente absorvida em ambos os grupos de idade, com tmax similares aos dos adultos. Entretanto, a Cmax diferiu entre os grupos de idade, enfatizando a importância da titulação individual de Insulina Asparte.

Idosos

As diferenças relativas nas propriedades farmacocinéticas entre Insulina Asparte e insulina humana regular em pacientes idosos (65-83 anos, idade média 70 anos) com diabetes tipo 2 foram similares àquelas observadas em voluntários sadios e em pacientes mais jovens com diabetes. Uma taxa de absorção diminuída foi observada em idosos, resultando em um tmax posterior (82 minutos (faixa interquartil: 60-120)), enquanto o Cmax foi similar ao observado em pacientes mais jovens com diabetes tipo 2 e levemente menor do que em pacientes com diabetes tipo 1.

Disfunção hepática

Um estudo farmacocinético de dose única de Insulina Asparte foi realizado com 24 voluntários com função hepática variando de normal a severamente alterada. Em pacientes com disfunção hepática a taxa de absorção foi reduzida e mais variável, resultando em tmax atrasado de 50 min, aproximadamente, em pacientes com função hepática normal à 85 min em pacientes com disfunção hepática moderada e severa. AUC, Cmax e CL/F foram similares em pacientes com função hepática reduzida comparado com pacientes com função hepática normal.

Disfunção renal

Um estudo farmacocinético de dose única de Insulina Asparte foi realizado com 18 voluntários com função renal variando de normal a severamente alterada. Nenhum efeito aparente dos valores de clearance da creatinina na AUC, CL/F e Cmax de Insulina Asparte foi encontrado. Os dados foram limitados em pacientes com disfunção renal moderada e severa. Pacientes com disfunção renal que necessitam de tratamento com diálise não foram investigados. 

Dados de segurança pré-clínicos

Dados não clínicos não revelam perigo especial para humanos, tendo como base os estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e toxicidade para reprodução. Em testes in vitro, incluindo a ligação aos receptores de insulina e de IGF-1 e efeitos no crescimento celular, a Insulina Asparte se comportou de maneira extremamente similar à insulina humana. Estudos também demonstraram que a dissociação da ligação com o receptor de insulina da Insulina Asparte é equivalente à da insulina humana.

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