Reações Adversas - Femigestrol

Bula Femigestrol

Princípio ativo: Acetato de Megestrol

Classe Terapêutica: Hormônios Progestogêneos Citostáticos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Femigestrol?

Aumento de peso

Pacientes com câncer poderão apresentar aumento de peso durante o tratamento com acetato de megestrol.

Esta reação adversa está associada ao aumento de apetite.

Fenômenos Tromboembólicos (do sistema circulatório)

Com o uso de Femigestrol você poderá apresentar tromboflebite (inflamação dos vasos) e embolia pulmonar (obstrução da artéria pulmonar - fatal em alguns casos).

Outras reações adversas

Você também pode apresentar náuseas (enjoo), vômitos, edema (inchaço), sangramento espontâneo do útero, dispneia (falta de ar), dor, insuficiência cardíaca, hipertensão (pressão alta), fogachos (ondas de calor no corpo), alteração do humor, faces cushingóides (inchaço no rosto), agravamento tumoral (dor óssea, vermelhidão e inchaço em lesões metastáticas superficiais) com ou sem hipercalcemia (aumento de cálcio no sangue), hiperglicemia (elevação de açúcar no sangue), alopecia (queda de cabelo), Síndrome do túnel do carpo (compressão do nervo mediano do punho que leva a dor, dormência e formigamento nas mãos), diarreia, letargia (sonolência) e erupções na pele (feridas na pele).

Em estudos em pacientes com AIDS foram relatados diarreia, impotência, erupções cutâneas, flatulência (gases), astenia (fraqueza) e dor.

Também foram relatadas constipação (prisão de ventre) e diurese frequente (urgência urinária) nos pacientes que receberam altas doses de acetato de megestrol nos estudos clínicos.

Intolerância à glicose, novos casos de diabetes, exacerbação de diabetes preexistente com diminuição da tolerância à glicose e síndorme de Cushing (desordem endócrina) foram relatados quando acetato de megestrol foi utilizado. Insuficiência da glândula adrenal também foi relatada logo após a descontinuação de Femigestrol.

A Tabela 1 inclui todos os eventos adversos citados acima agrupados de acordo com a frequência e a classe de sistemas orgânicos, seguindo as seguintes categorias:

  • Muito comum - > 1/10 (> 10%).
  • Comum (frequente) - >1/100 e < 1/10 (> 1% e < 10%).
  • Incomum (Infrequente) - > 1/1.000 e < 1/100 (> 0,1% e < 1%).
  • Rara - > 1/10.000 e < 1.000 (> 0,01% e < 0,1%).
  • Muito rara - < 1/10.000 (< 0,01%).

Tabela 1 Frequência das reações adversas :

Classe de Sistemas OrgânicosFrequênciaEventos Adversos
Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo quistos e pólipos)ComumAgravamento tumoral
Desordens endócrinasMuito comumInsuficiência adrenal (interrupção da produção de hormônios da glândula adrenal), Síndrome de Cushing
Desordens do Metabolismo e da nutriçãoMuito comumDiabetes mellitus, intolerância à glicose, hiperglicemia, aumento do apetite
Desordens psiquiátricasComumAlterações do humor
Desordens do sistema nervosoComumSíndrome do túnel do carpo, letargia
Desordens cardíacasComumInsuficiência cardíaca
Desordens vascularesMuito comumTromboflebite, embolia pulmonar (fatal em alguns casos), hipertensão, fogacho
Desordens respiratórias, toráxicas e mediastinaisMuito comumDispneia
Desordens gastrointestinaisComumNáuseas, vômitos, diarreia, flatulência
Muito comumConstipação
Desordens da pele e do tecido subcutâneoComumErupções
ComumAlopecia
Desordens renais e urináriasComumDiurese frequente
Desordens do sistema reprodutor e das mamasComumSangramento uterino espontâneo, Disfunção erétil
Desordens Gerais e no local da administraçãoComumAstenia, dor, edema
InvestigaçõesMuito comumAumento de peso

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do serviço de atendimento.

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