Reações Adversas - Espafin Composto

Bula Espafin Composto

Princípio ativo: Butilbrometo de Escopolamina + Dipirona

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Espafin Composto?

As reações adversas mais frequentes são os efeitos anticolinérgicos, incluindo:

  • Boca seca.
  • Turvação da vista (distúrbios de acomodação visual).
  • Frequência cardíaca acelerada (taquicardia).
  • Tontura e retenção urinária.

Todavia, tais reações são leves e autolimitadas.

Em pacientes sensíveis, independentemente da dose, a dipirona pode provocar reações de hipersensibilidade (alergia).

As mais graves, embora bastante raras, são:

  • Choque.
  • Alterações no número de células no sangue (discrasias sanguíneas).
  • Agranulocitose (redução acentuada de células brancas do sangue por leucopenia.

As células brancas são importantes na defesa do organismo contra infecções), redução do número de células brancas do sangue (leucopenia) e trombocitopenia (redução no número de plaquetas no sangue), o que é sempre um quadro muito grave.

A trombocitopenia pode causar tendência aumentada ao sangramento com ou sem pontos hemorrágicos na pele e nas mucosas.

Se durante o tratamento ocorrerem sintomas de agranulocitose, tais como febre alta, calafrios, dor de garganta, dificuldade na deglutição (de engolir), lesões inflamatórias na boca, no nariz e na garganta, assim como nas regiões genital e anal, deve-se descontinuar imediatamente a medicação e consultar o médico.

Outros efeitos indesejados que podem ocorrer incluem reações de hipersensibilidade (alergias) que afetam a pele (urticária), a conjuntiva e a mucosa nasofaríngea (faringe e nariz), muito raramente progredindo para reações cutâneas bolhosas, às vezes com risco de morte, geralmente com comprometimento da mucosa (síndrome de Stevens-Johnson ou síndrome de Lyell).

No evento de tais reações cutâneas, deve-se suspender imediatamente o tratamento e consultar o médico.

Há relatos de raros casos de reações alérgicas, incluindo reações anafilactoides e choque anafilático (reações alérgicas muito fortes com risco de morte).

Há um risco aumentado de choque após a administração deste medicamento, principalmente por via intravenosa (pela veia), em pacientes com asma brônquica, hipersensibilidade a medicamentos analgésicos e antirreumáticos, assim como em pacientes com história de reações de hipersensibilidade às bebidas alcoólicas, mesmo em pequenas quantidades, e a certos tipos de alimentos, pelos, tinturas de cabelo e conservantes.

Neste caso, deve-se suspender imediatamente o tratamento e tomar as seguintes providências:

Colocar o paciente deitado com as pernas elevadas e as vias aéreas livres para buscar atendimento médico de emergência.

Os sinais de choque iminente são suor frio, vertigem, náusea (enjoo), palidez e dificuldade de respiração. Adicionalmente podem ocorrer inchaço no rosto, sensação de opressão, taquicardia (aumento dos batimentos do coração) e sensação de frio nas extremidades.

Em situações ocasionais, principalmente em pacientes com histórico de doença renal (dos rins) pré-existente, ou em caso de superdose, houve distúrbios renais transitórios com oligúria (redução da urina) ou anúria (ausência de produção de urina), proteinúria (eliminação de proteínas pela urina) e nefrite intersticial (inflamação dos túbulos renais). Podem-se observar ataques de asma em pacientes predispostos a tal condição.

A excreção de ácido rubazônico, um metabólito inativo da dipirona, pode produzir uma coloração avermelhada na urina, que desaparece com a descontinuação do tratamento.

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