Precauções - Epifrin

Bula Epifrin

Princípio ativo: Epinefrina

Classe Terapêutica: Anestésico Local

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais cuidados devo ter ao usar o Epifrin?

Carcinogenicidade e Mutagenicidade

Ainda não foram realizados longos estudos em animais para avaliação de uma potencial carcinogenicidade ou mutagenicidade. Não há evidências de que a epinefrina seja carcinogênica ou mutagênica em humanos.

Uso Odontológico

A epinefrina é usada na refração da mucosa gengival. Pode ocorrer a absorção sistêmica da epinefrina após a aplicação para retração da mucosa, especialmente em superfícies esfoladas.

Interações medicamentosas

Vasodilatadores de ação rápida, tais como os nitritos:

O uso concomitante pode bloquear os efeitos alfa-adrenérgicos da epinefrina, resultando possivelmente em grave hipotensão e taquicardia e também pode reduzir o efeito antianginoso do amil nitrito.

Clorofórmio, ciclopropano, halotano ou tricloroetileno:

O uso concomitante com epinefrina pode aumentar o risco de graves arritmias ventriculares, pois os anestésicos inalatórios aumentam a sensibilidade do miocárdio aos simpatomiméticos. A epinefrina deve ser usada com cuidado e em doses substancialmente reduzidas em pacientes que receberam anestésicos inalatórios hidrocarbonados.

Enflurano, isoflurano e metoxiflurano:

Podem também causar alguma sensitização dos efeitos simpatomiméticos no miocárdio. É recomendado precaução durante o uso concomitante com simpatomiméticos.

Anestésico parenteral local:

A epinefrina deve ser usada com precaução e cuidado, em quantidades limitadas, com anestésico local, quando usada para anestesiar áreas com artérias terminais (como dedos das mãos e dos pés ou pênis) ou em áreas com comprometimento de suprimento sanguíneo causado por isquemia, podendo levar a gangrena.

Antidepressivos tricíclicos ou maprotilina:

O uso concomitante pode potencializar os efeitos cardiovasculares da epinefrina, possivelmente resultando em arritmias, taquicardia ou grave hipertensão ou hiperpirexia.

Agentes hipoglicemiantes orais ou insulina:

Os efeitos podem ser diminuídos quando esses medicamentos são usados concomitantemente com epinefrina, pois a epinefrina aumenta a glicose sanguínea, por inibir a glicose dos tecidos periféricos e por promover a glicogenólise. Pode ser necessário o ajuste da dose dos agentes hipoglicemiantes orais.

Diatrizoatos, lotalamatos ou loxaglatos:

Os efeitos neurológicos destes medicamentos, incluindo paraplegia, podem ser aumentados durante a aortografia, quando são administrados após agentes hipertensivos como a epinefrina parenteral, usada para aumentar o contraste. O aumento dos efeitos neurológicos é devido a captação dos vasos da circulação esplênica, forçando o material do contraste para dentro dos vasos, levando à espinha dorsal e cordão espinhal.

Diidroergotamina, mesilatos de ergoloides, ergonovina, ergotamina, metil-ergonovina, metilsergida ou ocitocina:

O uso concomitante com diidroergotamina, ergonovina, metil-ergonovina ou metilsergida com epinefrina, pode resultar em intensificação da vasoconstrição. Pode ser necessário ajustar a dose.

O uso concomitante de mesilatos de ergoloide ou ergotamina com epinefrina pode produzir isquemia vascular periféricas e gangrena, portanto não recomendado.

O uso concomitante de ergonovina, ergotamina, metilergonina ou ocitocina, pode potencializar o efeito pressor da epinefrina e resultar em grave hipertensão. Raramente no pós-parto, pode ocorrer a ruptura de vasos sanguíneos cerebrais.

Doxapram:

Na adição para possibilitar o aumento da estimulação do SNC, o uso concomitante pode aumentar o efeito pressor do
doxapram ou da epinefrina.

Guanadrel ou guanetidina:

Na adição para possibilitar a diminuição do efeito hipotensivo do guanadrel ou guanetidina, o uso concomitante pode potencializar o efeito pressor da epinefrina, assim como resultar na inibição simpatomimética fornecida pelos neurônios adrenérgicos, possivelmente resultando em hipertensão e arritmias cardíacas.

Mazindol:

Na adição para possibilitar o aumento da estimulação do SNC, o uso concomitante pode potencializar o efeito pressor da epinefrina. Se necessário, administrar um agente aminopressor para paciente que recebeu recentemente o mazindol, iniciando a terapia pressora com doses reduzidas e monitorando a pressão sanguínea em intervalos frequentes.

Mecamilamina, metildopa ou trimetofam:

Na adição para possibilitar a diminuição dos efeitos hipotensivos destes medicamentos, o uso concomitante pode intensificar a resposta pressora da epinefrina.

Metilfenidato:

Na adição para possibilitar o aumento da estimulação do SNC, o uso concomitante pode potencializar o efeito pressor da epinefrina.

Alcaloides de Rauwolfia:

Na adição para possibilitar a diminuição dos efeitos hipotensivos de alcaloides de Rauwolfia, o uso concomitante pode teoricamente prolongar a ação, prevenindo a captação para dentro dos grânulos de armazenamento dos simpatomiméticos de ação direta; a supersensitividade da desnervação é também uma possível resposta. Embora não se saiba se o uso concomitante com epinefrina produza graves efeitos adversos, um significante aumento da pressão sanguínea tem sido registrado quando gotas oftálmicas de fenilefrina são administradas em pacientes que receberam reserpina. Precauções e acompanhamento são recomendados.

Ritodrina:

O uso concomitante pode também aumentar o efeito da epinefrina ou ritodrina, potencializando outros efeitos.

Outros simpatomiméticos:

Na adição para possibilitar o aumento da estimulação do SNC, o uso concomitante pode aumentar os efeitos cardiovasculares de outros simpatomiméticos ou broncodilatadores adrenérgicos, potencializando outros efeitos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

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