Quais cuidados devo ter ao usar o Efrinalin?
Não aplique as injeções repetidas de Efrinalin® em um mesmo local. A vasoconstrição (estreitamento de vaso sanguíneo) resultante pode causar necrose do tecido. A injeção na nádega pode não proporcionar um tratamento eficaz da anafilaxia (alergia) e tem sido associada ao desenvolvimento de infecções Clostridiais (gangrena gasosa) (morte do tecido local).
A epinefrina é um forte vasoconstritor. A injeção acidental nas mãos ou pés pode resultar na perda do fluxo sanguíneo para a área afetada e na necrose (morte) dos tecidos.
Quando a adrenalina é administrada por via intravenosa (na veia), verifique frequentemente o local de infusão para garantir um fluxo livre.
Há potencial para gangrena numa extremidade inferior quando são administradas infusões de catecolamina em uma veia do tornozelo.
Hipertensão
A resposta individual à epinefrina (adrenalina) pode variar significativamente, devendo-se monitorar a pressão arterial frequentemente e titular (gotejar) a infusão para evitar aumentos excessivos da pressão arterial. Os pacientes que fazem uso de inibidores da monoamina oxidase (IMAO) ou antidepressivos da tríptil ou imipraminétipos podem apresentar hipertensão grave e prolongada ao receberem epinefrina (adrenalina).
Edema Pulmonar
A epinefrina (adrenalina) aumenta o débito cardíaco (velocidade do sangue produzido pelo batimento cardíaco) e provoca vasoconstrição periférica, o que pode resultar em edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões).
Distúrbio Renal
A epinefrina (adrenalina) contrai os vasos sanguíneos renais, o que pode resultar em oligúria (diminuição de urina) ou insuficiência renal (redução no funcionamento do rim).
Arritmias Cardíacas e Isquemia
A epinefrina (adrenalina) pode induzir arritmias cardíacas e isquemia miocárdica (falta de sangue no coração) em pacientes, especialmente naqueles que sofrem de doença arterial coronária ou cardiomiopatia (doença no coração).
Reações alérgicas associadas a sulfito
Efrinalin® contém bissulfito de sódio que pode causar reações alérgicas leves a graves, incluindo anafilaxia (alergia) ou episódios asmáticos em indivíduos susceptíveis. Contudo, a presença de bissulfito neste produto não deve impedir a sua utilização para o tratamento de alergias graves ou outras emergências mesmo que o paciente seja sensível ao sulfito, uma vez que as alternativas à utilização de epinefrina (adrenalina) numa situação de risco de vida podem não ser satisfatórias.
Uso em idosos , crianças e outros grupos de risco
Efrinalin® deve ser administrado com cautela em pacientes geriátricos (idosos), nas doenças cardiovasculares (no coração), hipertensão (pressão alta), diabetes mellitus, hipertireoidismo (problema na tireoide), psiconeurose (distúrbio neurótico), asma brônquica de longa duração e enfisema (doença nos pulmões) com desenvolvimento de doença cardíaca degenerativa. A superdose ou a injeção intravenosa acidental pode causar hemorragia cerebrovascular (AVC). Pode ocorrer edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões) devido à constrição periférica e estimulação cardíaca produzidas.
Nestes casos, a utilização imediata de vasodilatadores (dilatadores do vaso sanguíneo) como nitritos ou agentes alfa-bloqueadores podem reduzir os fortes efeitos pressores (aumento de pressão) da adrenalina.
A epinefrina (adrenalina) demonstrou ser eficaz em crianças e, nas doses eficazes, não provocou efeitos secundários ou outros problemas diferentes dos observados em adultos.
O produto pode ser utilizado por pacientes com idade acima de 65 anos, desde que se observem as precauções necessárias. Esses pacientes são mais sensíveis aos efeitos da dose utilizada para adultos. Em um estudo farmacocinético de epinefrina administrada por infusão (na veia) em 45 minutos em homens saudáveis com idades entre 20 e 25 anos e entre 60 e 65 anos, a taxa de depuração (purificação) metabólica média de epinefrina (adrenalina) em estado de equilíbrio plasmático (na corrente sanguínea) foi maior entre os homens mais velhos (144,8 contra 78 mL/kg/min para uma velocidade de infusão de 0,0143 μg/kg/min).
Categoria de risco na gravidez: B.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Não foram realizados estudos toxicológicos de epinefrina (adrenalina) na reprodução e desenvolvimento de animais. Não se sabe também se a epinefrina (adrenalina) pode causar dano ao feto quando administrada a uma mulher grávida ou afetar a capacidade reprodutiva. Efrinalin® deve ser administrado a mulheres grávidas apenas se for realmente necessário.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)