Ação da Substância - Dompliv

Bula Dompliv

Princípio ativo: Domperidona

Classe Terapêutica: Gastroprocinéticos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Como a substância do Dompliv funciona?

Resultados de Estudos


Estudos demonstraram que Domperidona é eficaz no tratamento de má digestão crônica, náuseas e vômitos em adultos e crianças, incluindo casos induzidos por quimioterapia e remédios para Parkinson. Os resultados mostraram superioridade em relação a placebo e outros medicamentos comparadores.

Como o medicamento age


Domperidona melhora a movimentação do alimento pelo esôfago, estômago e duodeno, restaurando o ritmo digestivo e reduzindo sintomas como refluxo e distensão abdominal. Também possui potente ação contra náuseas e vômitos.

Como age no corpo

Domperidona bloqueia a dopamina, acelerando o esvaziamento gástrico e reduzindo náuseas. Age principalmente fora do cérebro, minimizando efeitos neurológicos.

Efeito no coração (intervalo QT/QTc)

Estudos mostraram que Domperidona não causa alterações clinicamente relevantes no ritmo cardíaco quando usada conforme recomendado.

Bebês e crianças até 12 anos

Estudo com 292 crianças com gastroenterite aguda mostrou que a suspensão de Domperidona não foi superior ao placebo no controle de vômitos nas primeiras 48 horas.

Como o corpo processa o medicamento

Absorção

Absorvido rapidamente em jejum, com pico em 60 minutos. Biodisponibilidade baixa (cerca de 15%) devido ao metabolismo hepático e intestinal.

Distribuição

Liga-se fortemente a proteínas plasmáticas (91-93%). Distribui-se amplamente, mas com baixa concentração cerebral.

Metabolismo

Sofre extenso metabolismo hepático pelas enzimas CYP3A4, CYP1A2 e CYP2E1.

Excreção

Eliminado principalmente pelas fezes (66%) e urina (31%). Meia-vida de 7-9 horas em pessoas saudáveis.

Problemas no fígado

Exposição aumentada em casos moderados. Contraindicado em insuficiência hepática moderada/grave.

Problemas nos rins

Meia-vida prolongada em insuficiência renal grave. Dose deve ser reduzida.

Estudos em animais

Em doses altas, causou efeitos teratogênicos em ratos. Estudos eletrofisiológicos mostraram possível prolongamento do intervalo QT em concentrações elevadas.

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