Como Dietamina funciona?
Resultados de Eficácia
O cloridrato de tiamina é indicado para repor a vitamina B1 em situações em que, por várias razões, ocorre falta dessa vitamina, que pode apresentar sintomas ou não. Por isso, este remédio é usado em planos de suplementação.
Abbas concluiu, neste estudo, que danos nos nervos com sintomas (neuropatia periférica) é comum em diabéticos, nos quais é muito comum a falta de tiamina (vitamina B1). A suplementação com vitaminas do complexo B deve ser considerada nesses pacientes.
Ishibashi e colaboradores relatam a síndrome de Wernicke-Korsakoff e uma doença aguda que afeta vários nervos (polineuropatia) por falta de tiamina em pacientes que fizeram cirurgia para redução do estômago (gastroplastia) para tratamento de obesidade.
Níveis altos de açúcar no sangue (hiperglicemia) causam problemas no revestimento interno dos vasos sanguíneos. A tiamina bloqueia esses problemas causados pela hiperglicemia. Este estudo sugere que a tiamina pode retardar problemas nos vasos sanguíneos que ocorrem no diabetes.
Referências Bibliográficas:
Abbas, Z.G., SWAI, A.B. Evaluation of the efficacy of thiamine and pyridoxine in the treatment of symptomatic diabetic peripheral neuropathy. EasstAfrMed J, v.74, n.12, p.803 - 808, dec. 1997.
Ishibashi, S., et al. Reversible acute axonal polyneuropathy associated with Wernicke-Korsakoff Syndrome: impaired physiological nerve conduction due to thiamine deficiency. J NeurolNeurosurg, v.74, n.5, p.674 - 676, may. 2003.
Ascher, E., et al. Thiamine reverse hyperglycemia-induced dysfunction in culture endothelias cells. Surgery, v.130, n.5, p.851 - 858, nov. 2001.
Características Farmacológicas
Propriedades Farmacodinâmicas
A vitamina B1 participa ativamente do metabolismo de açúcares, gorduras e proteínas. Ela também é essencial para o metabolismo do sistema nervoso e dos músculos, porque atua em várias etapas das fases energéticas e hormonais da função neuromuscular.
A falta de vitamina B1 pode acontecer por:
- Não comer o suficiente, dificuldade do intestino em absorver, necessidade maior do corpo ou perdas aumentadas. Esses fatores podem acontecer juntos, dependendo da situação.
Os primeiros sinais de falta de vitamina B1 são psicológicos, como mudanças de humor e na capacidade de pensar, podendo levar a depressão, falta de apetite, cansaço extremo, formigamentos, fraqueza nos músculos e nervos, problemas digestivos, no coração e vasos sanguíneos, entre outros. Em estágio mais avançado, ocorre inflamação e danos nos nervos que controlam movimento e sensibilidade (polineurite). A forma mais grave é o beribéri, que pode ser: seco (problemas nos nervos das extremidades), úmido (inflamação no músculo do coração) e cerebral (doença cerebral). Também podem aparecer paralisia, falta de coordenação, enfraquecimento dos músculos, falta de ar e insuficiência cardíaca.
O pirofosfato de tiamina é a forma ativa da vitamina no corpo. Ele se forma quando a tiamina se combina com a enzima tiamina difosfoquinase e uma molécula de ATP. Age como coenzima essencial no metabolismo dos carboidratos (em reações de descarboxilação do piruvato e do alfa-cetoglutarato, e na utilização da pentose no ciclo da hexose monofosfato). Essa última função envolve a enzima transcetolase, que depende do pirofosfato de tiamina.
Propriedades Farmacocinéticas
Depois de absorvida, principalmente na parte superior do duodeno, a vitamina B1 é convertida em pirofosfato de tiamina, que é sua forma ativa, e age em várias reações no metabolismo dos carboidratos como coenzima na descarboxilação.
É eliminada principalmente pelos rins, na forma de substâncias resultantes do metabolismo (uma pequena parte sai sem alteração).
O nível normal de vitamina B1 no sangue fica entre 2 a 4μg/100mL. A falta de tiamina está diretamente relacionada ao consumo de carboidratos (0,4 mg por cada 1000kcal).
Em dietas com muitos carboidratos, a quantidade de vitamina B1 deve ser ajustada.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)