Ação da Substância - Diclofenaco Sódico Nova Farma

Bula Diclofenaco Sódico Nova Farma

Princípio ativo: Diclofenaco Sódico

Classe Terapêutica: Anti-Reumáticos Não Esteroidais Puros

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Ação da substância e farmacologia do Diclofenaco Sódico Nova Farma

Resultados de Eficácia


O diclofenaco sódico tem efeito eficaz especialmente na dor relacionada à inflamação tecidual.

Estudos mostram redução no uso de analgésicos narcóticos devido à diminuição da dor pós-operatória quando 75 mg são administrados por via intramuscular uma ou duas vezes ao dia, ou por infusão intravenosa. É eficaz na redução da inflamação pós-cirúrgica, especialmente em odontologia.

Três doses diárias de 50 mg aliviaram dores de várias origens em estudo multicêntrico com 229 pacientes.

Dores na coluna têm intensidade reduzida com diclofenaco, conforme estudo com 227 pacientes.

Formas degenerativas e inflamatórias de reumatismo podem ser tratadas. Estudos mostraram ação na artrite reumatoide com doses diárias de 75 a 200 mg.

Comprimidos de liberação prolongada de 100 mg mostraram resposta terapêutica satisfatória em 89,4% dos pacientes no 10º dia e 94,7% no 20º dia em estudo com 414 pacientes com distúrbios reumáticos.

Em osteoartrite, revisão da literatura (n=15.000) mostra eficácia.

Na espondilite anquilosante, é eficaz no alívio sintomático agudo e crônico, sendo bem tolerado.

Condições ginecológicas dolorosas, principalmente cólica menstrual, são aliviadas com 75-150 mg diários.

Em crises de gota (57 pacientes), alívio da dor ocorreu após 48 horas com forma injetável.

Estudos mostraram eficácia na cólica biliar.

Administração oral de 75 mg foi eficaz em 91% dos pacientes com cólica renal aguda em uma hora. A forma intramuscular (50 mg ou 75 mg) tem mesma eficácia com início em 30 minutos.

Referências Bibliográficas

[Lista de referências mantida conforme original]

Características Farmacológicas


Grupo farmacoterapêutico: anti-inflamatórios e antirreumáticos não esteroidais derivados do ácido acético (código ATC: M01A B05).

Mecanismo de ação

Diclofenaco sódico é não esteroide, com propriedades antirreumática, anti-inflamatória, analgésica e antipirética.

Age inibindo a produção de prostaglandinas, que causam inflamação, dor e febre.

In vitro, não suprime a produção de proteoglicanos na cartilagem em concentrações equivalentes às humanas.

Farmacodinâmica

Em doenças reumáticas, alivia dor em repouso, ao movimento, rigidez matinal e inflamação articular, melhorando a função.

Em condições pós-operatórias e pós-traumáticas, alivia dor espontânea e ao movimento, reduzindo inchaço.

Tem efeito analgésico em dor moderada a grave não reumática. Em cólica menstrual, reduz dor e sangramento.

Farmacocinética

Absorção

Completamente absorvido de comprimidos gastrorresistentes. O pico plasmático médio de 1,5 mcg/mL ocorre em 2 horas após comprimido de 50 mg.

A passagem pelo estômago é mais lenta com alimentos, mas a absorção total é a mesma. Metade é metabolizada na primeira passagem hepática.

Não há acúmulo com uso repetido.

Solução Injetável

Após injeção intramuscular de 75 mg, absorção é imediata. Pico plasmático médio de 2,5 mcg/mL em 20 minutos.

Após infusão intravenosa de 75 mg em 2 horas, pico médio é 1,9 mcg/mL. Infusões mais curtas resultam em picos mais altos.

AUC após IV/IM é cerca de 2 vezes maior que oral/retal devido ao metabolismo de primeira passagem.

Não há acúmulo.

Comprimido Liberação Prolongada

Biodisponibilidade sistêmica é cerca de 82% da forma gastrorresistente. Pico médio de 0,5 mcg/mL em 4 horas após comprimido de 100 mg. Alimentos não afetam absorção.

Concentrações médias de 13 ng/mL são registradas 24 horas após administração.

Não há acúmulo.

Distribuição

99,7% ligado a proteínas séricas. Volume de distribuição: 0,12-0,17 L/kg.

Penetra no líquido sinovial, com pico em 2-4 horas após o plasmático. Meia-vida sinovial: 3-6 horas.

Detectado em baixa concentração (100 ng/mL) no leite materno.

Metabolismo

Biotransformado por glicuronidação, hidroxilação e metoxilação, resultando em metabólitos fenólicos (dois com atividade menor).

Eliminação

Clearance plasmático total: 263 ± 56 mL/min. Meia-vida plasmática: 1-2 horas. Cerca de 60% excretado na urina como conjugados; menos de 1% inalterado. O restante eliminado nas fezes.

Linearidade

Absorção linearmente relacionada à dose.

Populações especiais

Idosos

Sem diferenças relevantes na absorção, metabolismo ou excreção.

Insuficiência renal

Em clearance de creatinina < 10 mL/min, níveis plasmáticos de metabólitos hidroxilados são 4 vezes maiores, mas são excretados pela bile.

Insuficiência hepática

Em hepatite crônica ou cirrose não descompensada, farmacocinética similar a pacientes sem doença hepática.

Estudos pré-clínicos não indicam riscos específicos para humanos. Sem evidência de teratogenicidade em animais. Não afeta fertilidade em ratos. Em doses tóxicas, associado a distocia, gestação prolongada e redução da sobrevivência fetal em ratos. Efeitos são consequência da inibição de prostaglandinas.

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