Como usar o Cloridrato de Erlotinibe Camber?
Câncer de pulmão de não pequenas células
O teste para verificação de mutações de EGFR deve ser realizado previamente ao início do tratamento de primeira linha ou de manutenção com Cloridrato de Erlotinibe, em pacientes com CPNPC localmente avançado ou metastático.
A dose diária recomendada de Cloridrato de Erlotinibe é de 150 mg, pelo menos uma hora antes ou duas horas depois da ingestão de alimentos.
Câncer de pâncreas
A dose diária recomendada de Cloridrato de Erlotinibe é de 100 mg, pelo menos uma hora antes ou duas horas depois da ingestão de alimentos, em combinação com gencitabina (vide informações de gencitabina para a indicação de câncer de pâncreas).
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
Instruções de dose especial
Interações medicamentosas
O uso concomitante de substratos e moduladores de CYP3A4 pode exigir ajuste da dose.
Quando for necessário o ajuste de dose, recomenda-se reduzir em escala de 50 mg.
Insuficiência hepática
Erlotinibe é eliminado por metabolismo hepático e excreção biliar. Embora a exposição a erlotinibe tenha sido similar em pacientes com insuficiência moderada na função hepática (pontuação Child-Pugh de 7 – 9) em relação aos pacientes com função hepática normal, deve-se ter cautela ao administrar Cloridrato de Erlotinibe a pacientes com insuficiência hepática. A redução de dose ou interrupção do tratamento deve ser considerada se ocorrem efeitos adversos graves. A segurança e a eficácia não foram estudadas em pacientes com insuficiência hepática grave.
Insuficiência renal
A segurança e a eficácia de Cloridrato De Erlotinibe não foram estudadas em pacientes com insuficiência renal.
Uso Pediátrico
A segurança e a eficácia de Cloridrato De Erlotinibe não foram estudadas em pacientes com idade abaixo de 18 anos.
Fumantes
O fumo de cigarros mostrou reduzir a exposição de erlotinibe em 50% a 60%. A dose máxima tolerada em pacientes fumantes ativos com CPNPC foi de 300 mg. A dose de 300 mg não demonstrou eficácia superior no tratamento de segunda linha após falha na quimioterapia comparada à dose recomendada de 150 mg em pacientes que continuam fumando cigarros.
Os dados de segurança foram comparáveis entre as doses de 300 mg e de 150 mg; no entanto houve um aumento numérico na incidência de erupção cutânea, de doença pulmonar intersticial e de diarreia nos pacientes que receberam a dose mais elevada de Cloridrato de Erlotinibe .
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)