Como o Clonazepam funciona? Detalhes técnicos
Eficácia do Clonazepam
Epilepsia e convulsões
Eficaz em crises de ausência refratárias. Controla epilepsias desencadeadas por estímulos como luz (epilepsia fotossensível). Mais eficaz que outros remédios em crises parciais. Permite reduzir outros anticonvulsivantes.
Problemas de ansiedade
Eficaz para crises de pânico a curto prazo (até 9 semanas). Eficácia em fobias sociais comprovada.
Alterações de humor
Reduz sintomas de euforia no transtorno bipolar. Em depressão, mostrou eficácia em 81% dos casos, muitas vezes associado a antidepressivos.
Outros usos
Eficaz em inquietação intensa causada por outros remédios, síndrome das pernas inquietas, tonturas e ardência bucal.
Referências Bibliográficas
[Lista de referências mantida conforme original]
Farmacologia
Como age no corpo (farmacodinâmica)
Age aumentando o efeito do GABA (neurotransmissor calmante) no cérebro, resultando em ação anticonvulsivante, relaxante muscular e tranquilizante. Suprime rapidamente atividades cerebrais anormais em exames de EEG.
Como o corpo processa o remédio (farmacocinética)
Absorção
Absorvido rapidamente pelo intestino. Efeito máximo em 1-4 horas. Biodisponibilidade de 90%.
Distribuição
Distribui-se principalmente para o cérebro. Ligação a proteínas do sangue: 82-86%.
Metabolismo
Transformado principalmente no fígado em substâncias inativas.
Eliminação
Meia-vida de 30-40 horas. Eliminado pela urina (50-70%) e fezes (10-30%).
Grupos especiais
Não requer ajuste em problemas renais. Precaução em doenças hepáticas. Crianças eliminam de forma similar a adultos.
Estudos em animais
Risco de câncer, mutação e infertilidade
Sem evidências de câncer ou mutações. Em altas doses, reduziu fertilidade em ratos.
Risco de malformações em bebês
Em coelhos, altas doses causaram baixa incidência de fenda palatina e alterações ósseas.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)