Como a substância atua?
Eficácia comprovada
Infecções respiratórias superiores
Em amidalites, clindamicina (150mg a cada 6h por 10 dias) foi mais eficaz que penicilina e eritromicina.
Infecções respiratórias inferiores
Superior ao metronidazol em infecções pulmonares por bactérias anaeróbias.
Infecções de pele
Combinação intravenosa com gentamicina foi tão eficaz quanto cefotaxima. Clindamicina oral teve eficácia comparável à cloxacilina.
Infecções ósseas e articulares
Mais efetiva que cloxacilina na prevenção de infecções após fraturas expostas.
Infecções dentárias
Eficácia comparável à ampicilina em abscessos dentários.
Infecções ginecológicas
Taxas de cura de 70-90% em vaginoses, similar ao metronidazol. Combinações com gentamicina mostraram eficácia comparável a outros antibióticos em endometrite e doença inflamatória pélvica.
Infecções por clamídia
Mais efetiva e melhor tolerada que eritromicina.
Referências Bibliográficas
(Lista de referências mantida conforme original)
Propriedades farmacológicas
Antibiótico semissintético derivado da lincomicina.
Mecanismo de ação
Inibe síntese proteica bacteriana ao se ligar ao ribossomo 50S. Atividade bacteriostática em doses usuais.
Resistência bacteriana
Pode ocorrer por mutações ou metilação do ribossomo. Resistência cruzada com macrolídeos é possível.
Espectro de ação
Ativo contra bactérias gram-positivas (estafilococos, estreptococos), anaeróbios (Bacteroides, Fusobacterium), clamídia e outros.
Farmacocinética
Absorção rápida (90% por via oral). Concentração máxima em 45 minutos. Distribui-se amplamente, incluindo ossos. Metabolizada no fígado. Excretada principalmente por bile e fezes. Meia-vida de 2,4 horas. Idosos podem ter meia-vida prolongada (até 4h).
Segurança pré-clínica
Testes de genotoxicidade negativos. Sem evidências de carcinogenicidade ou efeitos na fertilidade em estudos animais.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)